domingo, 24 de agosto de 2008

O PODER DA INDAGAÇÃO

Ao participar da segunda aula presencial, organizada pela Interdisciplina seminário Integrador V, pude enriquecer meus conhecimentos. Mas muito mais do que isso, pude deparar-me com um desafio: Perguntar de uma maneira que os meus questionamentos venham a se integrarem, completando um ao outro. Será?
Realmente, concretizar esta aprendizagem não é e não será nada fácil. Não obstante, o que me resta e restará, será o treinamento. Treinar o meu pensamento, meu espírito questionador, repleto de curiosidades e com uma capacidade inata de raciocínio. Eu possuo condições plenas para aprender a perguntar, pois sou um ser racional por natureza.
O que pode me impedir de não avançar nestes conceitos e diagnósticos, são o meu comodismo. No entanto a vida é feita de escolhas; ou eu opto pelo aperfeiçoamento e o exercício constante, ou eu fico estático perante o nível de aprendizagem que hoje me encontro.
Não preciso ser igual a ninguém ou me assustar perante as capacidades e condições que outras pessoas têm de argumentar e produzir perguntas com nexo, de maneira tão profunda e extraordinária. Certamente, estas suas capacidades não surgiram de uma hora para outra. Muito exercício e dedicação, força de vontade e empenho se fizeram presentes para que tais façanhas viessem a se tornar presentes.
Muitas vezes não procuramos olhar para dentro de nós mesmos. Devido a esta “incapacidade”, deixamos de observar as inúmeras perguntas que constantemente estamos fazendo.
Entretanto, não proporcionando tempo para que estas indagações venham a tona, realizamos tudo de uma maneira tão mecânica, que não sentimos prazer em grande parte do que fazemos ou realizamos.
Não obstante, quando encontramos uma oportunidade para valorizarmos curiosidades nossas, temos em nossas mãos uma oportunidade de crescimento e amadurecimento, já que estaremos a revelar algo que está incutido em nós, no mais íntimo do nosso interior.
Desvendar estes mistérios que ficam nos sondando por meses ou anos, poderá nos proporcionar uma auto satisfação tamanha, e uma vontade de ser melhor a cada dia. Não para os outros, como a sociedade costuma nos treinar e nos determinar; mas sim, melhor para nós mesmos. Pois quem não gostaria de ter revelado uma curiosidade que nos persegue por dias? Esta poderia ser uma resposta para outras inúmeras perguntas que vínhamos fazendo, mas que achávamos não conter coesão alguma.
Perante estas situações, o ser humano, jamais sentiria vontade de estacionar em sua vida, pois perceberia que a vida é uma oportunidade única de descobrimento. Mesmo que estes, jamais tenham um fim em si mesmas, saberíamos valorizar a perfeita obra da criação, e nos reconhecer pequenos perante uma obra magnífica, que de tão imensa nos conduz a estarmos sempre incompletos em nossas teorias e definições. No entanto, o que podemos fazer, é abrir caminhos para que outros enigmas possam vir a ser desvendados.
Assim sendo, procurarei me esforçar para que alguns destes enigmas venham a ser abertos; com o intuito de que através deles, outras portas venham a se abrir, pois nunca, tão fortemente, pude me convencer de que nenhuma situação, questionamento, certeza ou descoberta, possuiu um fim em si mesmo.
Uma prova disto é a nossa história de vida, situações vivenciadas no despertar da nossa vida, continuam e vem nos influenciando até os dias de hoje. Da mesma forma, uma curiosidade descoberta hoje, poderá e irá acarretar outras inúmeras perguntas, que irão influenciar e atiçar a curiosidade de um outro alguém, caso este se proponha a abrir um novo horizonte para futuros “desvendamentos”; e num ciclo, quase que vicioso, os conhecimentos se tornarão cada vez maiores, bem como, a sua exploração e compreensão. Caso alguém se proponha a não deixar com que uma descoberta estacione nas últimas curiosidades e indagações realizadas por um certo alguém.

domingo, 17 de agosto de 2008

A IMPORTÂNCIA DE SE FAZER PERGUNTAS

A partir da aula presencial ocorrida no último dia 14 de Agosto de 2008, no pólo do curso de Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, localizada na escola José Felipe Scheffer, no município de Três Cachoeiras/RS, pude diagnosticar o quanto as perguntas podem nos fazem pensar e consequentemente, o quanto ela pode contribuir para o nosso autodesenvolvimento.
Para constatar como a curiosidade nos mobiliza desde cedo, basta observar uma criança: tudo ela quer ver, pegar, experimentar, saber o que é ou para que serve. Vê-se que uma criança é sadia quando é sapeca e curiosa. Mesmo no adulto, a curiosidade não deixa de existir, apenas se sofistica. Nos instiga a aprender, entender a vida, decifrar o mundo. É um claro sinal de saúde também, de interesse, de movimento e desejo.
Agora, essa mesma curiosidade deve nos estimular a conhecer a nós mesmos, e é aí que entram as perguntas. Sou da opinião que temos de nos observar constantemente, questionar o que estamos sentindo, o que queremos, o que nos dá prazer, o que nos incomoda, o que podemos aprender com as situações da vida.
Esse empurrão, quem vem nos dando é a Interdisciplina do Seminário Integrador V, e admito que está sendo magnífico, pois está fazendo com que eu compreenda que há dois tipos de pergunta. As perguntas fechadas são as que têm só uma resposta certa e são as mais apropriadas para recapitular lições e avaliar até onde vai o nosso domínio sobre determinado assunto. As perguntas abertas, que permitem mais de uma resposta correta, são as que estimulam exposições individuais e discussões coletivas.
No entanto, conforma aborda a revista Nova Escola numa reportagem postada por Márcio Ferrari; a atividade de perguntar e responder numa sala de aula terá rendimento adequado se estiver vinculada aos objetivos didáticos, se for um instrumento que faça avançar o conhecimento durante essa aula e se fornecer aos alunos oportunidades para formular os próprios questionamentos, procurar respostas e estimular os colegas a fazer o mesmo.

V EIXO NO PEAD

O ser humano, um ser racional por natureza, está constantemente se superando. Justamente, por possuir habilidades racionais, consegue vislumbrar e construir expectativas para a sua vida.
Desta forma, posso destacar que, eu, sendo um ser humano, tenho naturalizado em mim o raciocínio. Muitas vezes este pode ser desenvolvido negativamente ou positivamente. Isto varia conforme a disponibilidade e aceitação do ser em questão.
Assim sendo, quero concentrar todas as minhas energias e motivações para este novo semestre que se inicia. Muitos obstáculos poderei encontrar, no entanto, serão eles que possibilitarão com que eu acompanhe a minha natureza humanística, pois acredito, que se não obtivemos barreiras em nosso caminhar, torna-se mais complicado de nos superarmos.
Sem superação, podemos correr o risco de não saborearmos as nossas conquistas, podendo nos tornar pessoas “vazias”, sem perspectiva de crescimento.
A superação faz com que o ser humano fique perplexo diante de suas conquistas e vitórias, proporcionando-lhe, assim, uma auto-estima tamanha.
Entretanto, mesmo que as superações não aconteçam conforme acreditamos conseguir concretizar, necessitamos resgatar nossas conquistas históricas, ou seja, relembrar ocorridos que fazem parte de um passado distante ou próximo, mas que, apesar de não possuir uma importância tão magnífica no presente, ainda possuí o seu devido valor, já que, para estarmos onde estamos atualmente, um passado, remoto ou não, se fez presente, e foi este, o responsável por nos colocar na situação que hoje nos encontramos.
Mas, certamente, vitorioso é aquele que, mesmo não conquistando o espaço ou o podium que almejou, consegue reconhecer os trajetos que já delineou. Deste modo, algum percurso eu irei transcrever neste novo semestre que se inicia, e serão eles, quem me conduzirão para a escrita de mais uma etapa de minha vida, sendo que esta, poderá me conduzir para uma nova história de superação pessoal.