sexta-feira, 18 de abril de 2008

O Ensino de Ciências nas Séries Iniciais

Através de leituras realizadas entorno da Interdisciplina “Representação do Mundo pelas Ciências naturais”, já pude perceber que o ensino de Ciências Naturais nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental é pouco desenvolvido em nossas escolas. Quando o é, na maioria das vezes, o conteúdo deste ensino é trabalhado de forma desvinculada da realidade dos alunos, caracterizando-se como uma espécie de transcrição do livro didático adotado.
Para o tratamento dos temas escolhidos, eu como professor e diversos outros, muitas vezes, não costumamos partir de informações e/ou situações que são familiares aos alunos, de modo geral, as poucas aulas de Ciências que ministramos não têm proporcionado aos alunos uma aprendizagem mínima de conceitos científicos, devido a dois fatores principais: um deles diz respeito ao desconhecimento, por parte dos professores, da atividade experimental como recurso didático prioritário para o “acesso” aos conteúdos científicos; outro fator refere-se à utilização do livro didático basicamente como único material para a preparação das aulas de Ciências.
Esta visão que até então possuía, sobre o papel das experimentações na Ciência e no Ensino das Ciências, levou-me a inserir atividades experimentais em minhas práticas didáticas, na maioria das vezes, apenas como “a experiência pela experiência”, pouco contribuindo para uma melhor compreensão do assunto que está sendo abordado e mistificando a forma como conhecimento científico é produzido.
No entanto, a partir de agora pretendo criar situações de discussão na sala de aula aonde os alunos possam vir a abordar os seus conceitos sobre os assuntos que desejo trabalhar, de modo que se faça possível problematizar as concepções expostas por eles.
Em vista disso, através desta atividade os alunos poderão construir problemas, e através destes investigar, estabelecer explicações, argumentações, idéias e concepções, serem motivados a testarem suas hipóteses através de experimentação, bem como, realizarem pesquisas nas mais diversas e diferentes fontes, buscando reorganizar os seus conhecimentos, para aplicá-los ás situações ou a problemas novos.

A Importância de se Trabalhar Classificação e Seriação nas Séries Iniciais

Através das atividades de Classificação e Seriação, propostas pela Interdisciplina “Representação do Mundo pela Matemática”, passei a compreender, de maneira mais envolvente, a sua importância e precisão nas séries iniciais.
A partir dos propósitos de aplicação concreta em sala de aula, comecei a perceber, de maneira muito mais intensa e clara que todas, reprisando, todas as atividades desenvolvidas na Educação Infantil, devem ser trabalhadas a partir da exploração concreta dos objetos, pois, as crianças desta faixa etária ainda não possuem maturação para compreender e apreender conceitos abstratos.
Pude observar também, que nessa fase elas são dispersas, desconcentradas e sem reversibilidade de pensamento o que requer que o planejamento do professor seja mutável em qualquer ponto e atrativo.
As atividades de matemáticas, em especial de Classificação e Seriação, então desenvolvidas, devem levar em conta os aspectos de desenvolvimento da criança, ou seja, contemplar:
- Os conhecimentos vivenciados em sala de aula, como identificação da rotina, contagem na chamada (quantos somos? quantos vieram? quantos faltaram? mais meninas ou meninos? quem é o primeiro ou último da fila?) estudo do calendário, fazer coleções, estabelecer comparações de igualdade, semelhança e diferenças e etc. Aqui, passei a diagnosticar que podem surgir lindos trabalhos, tais como a criação de álbuns de recortes de animais, alimentos, brinquedos, botões, etc, bem como ordenar histórias, palitos de diferentes tamanhos, seqüência de cores em ordem linear direta e inversa, etc.
Assim sendo, comecei a entender que as noções matemáticas envolvidas no sistema numérico podem ser construídas a partir das situações do dia-a-dia, cabendo ao educador apoiar o desenvolvimento do pensamento lógico matemático, por meio da sistematização de pesquisas que já tiveram êxito no ensino do número para crianças pequenas.
Deste modo, compreendi que estes momentos devem ser proporcionados por meio de experiências diversificadas que promovam habilidades de classificar, seriar e ordenar juntamente à uma metodologia que permita às crianças encontrarem suas próprias soluções, que as debatam com os seus pares, num pequeno grupo, ou mesmo com todo o grupo, apoiando a explicitação do porquê da resposta num processo de reflexão.

domingo, 6 de abril de 2008

A LÚDICIDADE NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Através da aula presencial de Matemática, pude já construir a concepção de que ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.
Nós como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.
O uso de jogos e curiosidades no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. A aprendizagem através de jogos, como os que realizamos na aula presencial: a caixa tátil, baralho “maia”, entre outros, como dominó, quebra-cabeça, palavras cruzadas, memória e outros permite que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e divertido.
Sendo assim, penso que os alunos podem perceber que é possível aprender Matemática de forma lúdica, recreativa e divertida, tendo maior aprendizagem em relação aos conteúdos estudados, bem como contribuindo para o aumento da criatividade, criticidade e inventividade no ensino da Matemática.

PROBLEMATIZAÇÃO NA ÁREA DE ESTUDOS SOCIAIS

A partir da aula presencial ocorrida neste 4ª semestre, fui conduzido a REFLETIR sobre a minha prática pedagógica. Frente a esta realidade construí uma problematização: Tal problematização é realizada por considerar-se a organização curricular como elemento constitutivo das relações que se estabelecem nas instituições educativas. São destacados aspectos tais como a homogeneidade e a fragmentação das informações presentes nos currículos, além da parcialidade de suas propostas, que não são neutras e nem tampouco consensuais frente à diversidade de alunos e professores das diferentes regiões brasileiras. Considera-se o fato desse currículo homogêneo, destinado a populações heterogêneas, contribuir para a exclusão de muitos segmentos da sociedade (Moreira e Silva, 1995 e Moreira, 1995).
Tornou-se, ainda, debatível as relações possíveis entre os saberes alternativos de alunos e professores, ditos de senso comum, e o conhecimento científico e histórico, no ensino de Estudos Sociais.
Sendo assim, o encontro presencial colaborou para que percebesse que a escola, geralmente por desconhecer os conhecimentos prévios dos estudantes, simplesmente justapõe novas informações às preexistentes sem chegar a transformá-las.
Como professores, temos o desafio de criar situações limites para as explicações de nossos alunos, quando as consideramos insuficientes, de forma a construir um clima favorável à busca de novas informações. (Giordan, 1996).
Portanto, esta aula fez com que eu entendesse que conhecer e analisar alguns processos históricos também permite aos professores e aos estudantes manipular alguns dos instrumentos do processo de produção de conhecimentos, estes me possibilitam preparar uma aula em que o aluno possa: construir problemas de investigação; criar explicações hipotéticas; buscar informações adicionais através de consulta a fontes bibliográficas; situar-se em relação às novas informações; fazer previsões; observar regularidades e discrepâncias; comparar os dados observados com os dados da literatura; coordenar conceitos de diferentes disciplinas; integrar diferentes informações; escolher critérios de classificação; tomar decisões; justificar; construir relações entre fatos, fenômenos e leituras; emitir opiniões; confrontar-se com outras opiniões; divulgar conhecimentos; encontrar argumentos para defender as próprias idéias.
Cabe agora, eu como professor, pôr em prática esta minha primeira conceitualização e idéia formada e construída na primeira aula de Estudos Sociais.