quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PROJETO DE APRENDIZAGEM E A AVALIAÇÃO

No dia 3 de abril, postei no meu portfólio de aprendizagens um texto demonstrando a importância que os Projetos de Aprendizagens tiveram na minha vida como estudante e profissionalmente, como professor. No entanto, ao adentrar no dia 20 de abril, deparei-me com um questionamento/comentário realizado pela professora Eliana Ventorini.
Em umas passagens do seu comentário a mesma disse: “Entendo quando afirmas que muito mais do que avaliar o processo, é necessário reconhecer o esforço, a dedicação, o interesse dos envolvidos. Mas não vejo esses aspectos separados do processo...” e “(...) Então, quando analisamos o "processo", estamos, naturalmente, considerando esses elementos também (esforço, dedicação, interesse, etc.).”.
Sendo assim, passei a refletir sobre estas palavras e percebi que na avaliação formativa nenhum instrumento pode ser descrito como prioritário ou adotado como modelo. A diversidade é que vai possibilitar ao professor obter mais e melhores informações sobre o trabalho em classe.
Assim, os instrumentos devem contemplar também as diferentes características dos estudantes. Deste modo, os instrumentos passam a ser a relevância de uma avaliação, já que, para um aluno se esforçar, se dedicar e se interessar pela matéria ou atividade, conforme descrevi em meus escritos anterior, se faz necessário que o professor vislumbre instrumentos eficazes que venham de encontro aos interesses dos alunos.
Sendo assim, refletindo melhor sobre as minhas palavras descritas no texto anterior a este, percebi que o fator que influenciou a minha aprendizagem foi os vários instrumentos que a interdisciplina utilizou. A mesma realizou atividades de maneira visual, participativa com troca de idéias, com interação professor-aluno e vice e versa.
Contudo, devido à utilização destes vários instrumentos, sem contar o: fórum, pbwiki, MSN, e etc, a avaliação, também, deveria contemplar estes vários instrumentos. Sendo assim, focar-me somente no esforço, dedicação, interesse, conforme delineei anteriormente, não estaria fazendo com que a totalidade do processo de aprendizagem fosse atingida, ou seja, estariam sendo focados, somente alguns fatores mais isolados que num todo, integrariam o processo da avaliação.
Porém, ainda assim acredito que a avaliação não necessita ser tão formal, ou seja, a preocupação do professor não deve ser com roteiros pré-estabelecidos, sua preocupação deve estar direcionada para os registros de aspectos consistentes a respeito do aproveitamento do aluno em torno das áreas trabalhadas, evidenciando os avanços, apontando aspectos, tais como: Áreas do conhecimento que foram trabalhadas; Avanços evidenciados em cada área; Aspectos que precisam ser mais bem desenvolvidos; Sugestões de melhoria; Aspectos do domínio afetivo que foram trabalhados; e etc... Em todos estes fatores existem os processos. Neles, além do esforço, dedicação, interesse, existem outros processos, tais como: a apropriação ( no caso do PA, até tecnológica), reconstrução do saber, entre outros, que também necessitam ser levados em conta para que a atividade possa ser visualizada num tudo.
Afinal, todos nós sabemos que a avaliação não é somente para quem recebe mas para quem faz, ou seja, a cada etapa do processo avaliativo o professor ao eleger alguns aspectos e objetivos para analisar, ao sistematizar essas etapas, ao final terá uma visão geral de como foi a atividade realizada e o seu real significado e importância para os alunos.

sábado, 18 de abril de 2009

TEMÁTICA RELATIVA A ÉTICA

Ao realizar a terceira atividade postada pela Interdisciplina Filosofia da Educação procurei refletir sobre ética; a ética relacionando com a minha pessoa, ou seja, busquei construir uma concepção que pudesse ser mais palpável, ou seja, que estivesse inteiramente relacionada com as minhas ações. Desta forma formulei, em breves palavras, a concepção de que ÉTICA na minha vida é agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. "É cumprir com os valores da sociedade em que vive, ou seja, onde mora, trabalha, estuda etc." Ética é tudo que envolve integridade, é ser honesto em qualquer situação, é ter coragem para assumir seus erros e decisões, ser tolerante e flexível, é ser humilde. Todo ser ético reflete sobre suas ações, pensa se fez o bem ou o mal para o seu próximo. É ter consciência "limpa".
Sendo assim, esta atividade serviu para que eu percebesse que especificamente ética parece ser absolutamente fundamental. Porém, os costumes mudam e o que ontem era considerado errado hoje pode ser aceito, ou seja, ser ético, depende de para quem essa ética esta dirigida. Ao longo da historia existem diversas situações que num determinado momento foram éticas e que em outro momento deixaram de ser absolutamente éticas.
Contudo, passei a compreender que a ética estabelece um compromisso entre seres humanos, pois utiliza a essência interior, ou seja, utiliza sua formação de caráter para determinar suas características. Desta forma, a ética é construída com base naquilo que é necessário e/ou exigido pelo homem colocando-o a frente de seus próprios limites morais.
Então, apesar de alguns conflitos, a ética auxilia a boa vivência do homem perante a sociedade ajudando este a se comportar de forma correta em face de outras pessoas e ainda a formular suas próprias idéias fundamentais sem que se corrompa posteriormente, tornando-se assim um cidadão de idéias firmadas na moral, nos bons costumes e na dignidade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS

A partir da segunda atividade postada pela Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA comecei a me questionar sobre a importância dos temas transversais.
A atividade em si nada tem haver com este tema, porém, na medida em que fui motivado a construir uns planos de aula para serem aplicados numa turma, comecei a rever minhas ações práticas. Será que eu já havia abordado este tema com os meus alunos? Neste plano de aula houve uma exploração eficiente e progressora?
Entretanto, pude perceber que minhas aulas foram bastante superficiais, em especial quando se tratou de assuntos raciais. Porém, pude tomar conhecimento na minha escola de que muitas questões sociais podem ser eleitas como temas Transversais, uma vez que os princípios que os norteiam seja a construção da cidadania e a democracia. Nesse sentido, eu como professor, a partir de agora devo prestar atenção em eleger como Temas Transversais questões que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, na medida em que afrontam a dignidade da pessoa humana e deterioram sua qualidade de vida. Assim, penso atualmente que o trabalho a ser realizado em torno da Ética deve organizar-se de forma a possibilitar que os alunos não só sejam capazes de compreender o conceito de justiça baseado na eqüidade e de sensibilizar-se pela necessidade da construção de uma sociedade justa, mas de adotar atitudes de respeito às diferenças, de solidariedade, de cooperação e de repudio as injustiças e discriminações. Espera-se também que a partir desta minha mudança de paradigma, os alunos, também passem a compreender a vida escolar como participação no espaço público, utilizando e aplicando os conhecimentos adquiridos na construção de uma sociedade democrática e solidária, que valorizem o dialogo como forma de esclarecer conflitos e tomar decisões coletivas e, ainda, que construam uma imagem positiva de si.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROJETO DE APRENDIZAGEM

Ao realizar a segunda atividade proposta pela interdisciplina Seminário Integrador, no eixo IV, passei a modificar algumas concepções que tinha de avaliação. Durante a avaliação do projeto de aprendizagem que tive de realizar em forma de relatório, de um grupo de estudantes da UFRGS, vários critérios passaram a ser observados com ajuda da própria interdisciplina que disponibilizou um tutorial; Desde a concepção, o processo, as adequações, as participações dos integrantes dos grupos, as mudanças ocorridas no decorrer da atividade até a execução final/parcial.
Assim sendo, passei a refletir que quando vamos avaliar um aluno em nossa de aula, muito mais do que avaliar o processo na aprendizagem do mesmo com suas evoluções ( na qual tinha como critério maior) necessitamos reconhecer, também, o esforço dos mesmos, a dedicação, o interesse e a sintonia com a atividade. Pois, se não há afinco na realização do mesmo a aprendizagem se tornará algo temporário que logo poderá cair no esquecimento. Portanto, somente perceber a evolução do aluno nos conceitos não se faz suficiente. É importante que o profissional de educação perceba a qualidade do aluno ao executar as atividades, de certo modo, igual ou mais muito importante do que ver se este aprendeu o conteúdo. Falo isto, porque se a atividade se tornar interessante para o aluno, este dificilmente irá esquecer, e consequentemente, a aprendizagem passará a ter um caráter mais concreto na vida do aluno, da mesma forma, que acredito que o Projeto de Aprendizagem passou a ter na minha vida estudantil. Penso que a partir desta atividade aprendi um pouco mais a realizar uma pesquisa de maneira significativa. Mas muito mais do que isto; Aprendi o quanto é importante pesquisar algo do nosso interesse e que temos curiosidade em conhecer.
Pode ser, por exemplo, que a minha aprendizagem, no olhar dos coordenadores desta atividade, não tenha sido tão proveitosa. Mas ouso dizer, que se para mim, o significado foi muito maior do que uma abstração completa de objetivos, o importante teria sido eu ter modificado a concepção de pesquisa. E simplesmente por esse fator, o projeto de aprendizagens já teria se tornado tão relevante na minha vida como estudante, por isso a aprendizagem seria significativa. Por isso, penso que numa avaliação, este fator deveria ser levado em consideração; e muitas vezes eu não valorizei este fato como deveria, pois observando o produto final, meus objetivos maiores não haviam sido alcançados com “totalidade”.