terça-feira, 22 de setembro de 2009

PLANEJAMENTO EM AÇÃO!

Ao postar neste portfólio uma reflexão sob o título de PlANEJAMENTO, percebi que seria importante continuar refletindo sobre a minha ação pedagógica, pois nossa prática precisa ser avaliada e repensada cotidianamente, ou seja, já que não somos seres "prontos e acabados" estamos em constante evolução. Na nossa prática pedagógica não é diferente, com os estudos, as leituras, o dia-a-dia vamos abrindo novos caminhos e encontrando/avistando novos horizontes; dentro destas possibilidades vamos reconstruindo nossa prática e nossos saberes. Portanto, tomar a decisão de continuar refletindo sobre a minha prática pedagógica vem objetivada no sentido de diagnosticar alguns outros itens que ainda podem ser aperfeiçoados no meu ato de planejar.
Sendo assim, ao reler o texto “Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues, percebi que de certa forma eu compreendi bem o sentido do planejamento e os conceitos, como a diferença entre um planejar burocrático baseado nas reflexões hipotéticas e o planejamento ligado à prática, que passa por avaliações e alterações para alcançar objetivos estabelecidos.
Só observei que de acordo com a concepção e os itens reforçados por esta autora, eu não costumo registrar os eventos do dia a dia. Mas pensando no que ela escreveu passei a ver o quanto esse registro cotidiano facilita a tarefa de avaliação, em especial, quando se trata das alterações que às vezes se fazem necessárias no nosso planejamento, por motivos diversos em nossa prática. Esse registro do cotidiano pode me ajudar a pensar estratégias para lidar com detalhes que interferem na nossa prática e podem atrapalhar ou contribuir par alcançar os objetivos.
Sendo assim, a partir de hoje preciso tomar a decisão de colocar em prática estes registros para que meu planejamento passe a se tornar ainda mais eficiente e comece a ter um efeito maior.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

TRABALHO PEDAGÓGICO DA EJA

Ao adentrar no meu portfólio de aprendizagens para realizar mais uma postagem, me deparei com um comentário realizado pela professora Rosângela Leffa numa postagem intitulada EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Nesta, ela me fez a seguinte indagação: como pensas que se caracteriza o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino?
Rapidamente, lembrei que havia lido o Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos de Carlos Roberto Jamil Cury. Neste pude pensar um pouco mais sobre o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino.
Sendo assim, recordei-me que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.
Portanto, o papel fundamental da construção curricular para a formação dos educandos desta modalidade de ensino é fornecer subsídios para que se afirmem como sujeitos ativos, críticos, criativos e democráticos.
Assim, a elaboração e implementação da Proposta Pedagógico-Curricular precisa ser dinâmica. A EJA, então, deve ter uma estrutura flexível e ser capaz de contemplar inovações que tenham conteúdos significativos. Nesta perspectiva, há um tempo diferenciado de aprendizagem e não um tempo único para todos. Os limites e possibilidades de cada educando devem ser respeitados.
O docente precisa levar em consideração que seu publico alvo, enquanto jovens e adultos, leva para a sala de aula muitas vezes, o cansaço e a fadiga de um dia inteiro de trabalho. Sendo assim, a flexibilidade curricular deve significar um momento de aproveitamento das experiências diversas que estes alunos trazem consigo como, por exemplo, os modos pelos quais eles trabalham seus tempos e seu cotidiano.
Entretanto, antes de ler este parecer, acreditava que a EJA não se diferenciava dos SUPLETIVOS, e que por isso havia uma pedagogia de ensino muito parecida com esta modalidade de ensino, baseado em polígrafos ou livros das disciplinas, em estudos acelerados de matérias, em repasse de conteúdos pelos professores em aulas presenciais como forma de abranger os conteúdos contidos nas apostilas ou livros, provas como teste destes conhecimentos e comprovação da aprendizagem e etc.
Portanto, mesmo não existindo uma diretriz diferenciada para a EJA, já que esta continua sendo a mesma do ensino fundamental e médio, o diferencial é justamente a postura do professor em direcionar este currículo em sala de aula; aplicar normalmente seus conteúdos ou levar em consideração o perfil de seu publico.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PLANEJAMENTO

Ao realizar a terceira atividade proposta pela Interdisciplina “DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO pude perceber o quanto eu ainda tenho que crescer ao me colocar em processo de planejamento. Ao ler o texto “Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues diagnostiquei que minha maneira atual de trabalho ainda sofre influência de um passado não muito distante que me levou a crer que o planejamento a partir de dados fornecidos por uma sondagem me daria condições suficientes para estabelecer o que é possível alcançarem, dando uma atenção quase que extraordinária ao que eu julgava possível, sem estabelecer referências e buscar intencionalidades. Mas o equivoco maior está em utilizar na sua elaboração, mesmo que de maneira camuflada, puros pensamentos hipotéticos, acreditando que estes ainda podem colaborar com o planejamento, simplesmente por ter sido ensinado desta maneira e praticado por um bom tempo esta concepção. Sendo assim, me desvencilhar desta prática vem sendo uma “luta” contínua; mas acredito que com persistência poderei vencer o meu “inconsciente” que ousa trazer a tona esta velha ação quando me coloco em processo de planejamento.
O planejamento, entretanto, apoiando-me nas concepções desta autora, deve aparecer com caráter de preparação, realização e acompanhamento na medida em que o mesmo deve ajudar a percebermos com clareza “o que vamos fazer” e “para que vamos fazê-lo”; só através dessas consciências o planejamento começa a ter efeito. Sendo assim, precisa-se aprender aliar o “para que” ao “como”, fazendo tais perguntas: Para quê fazer tal projeto; Para que planejá-lo? Para quem? Como organizar este planejamento? E assim por diante. Desta maneira o planejamento para mim passa a adquirir uma conotação de: organizar; definir etapas; melhorar a qualidade da ação; oferecer alternativas; propor uma nova realidade social contribuindo para sua construção, ou seja, com o intuito de fazer com que o público envolvido se sinta valorizado. Esta valorização se dá a partir do momento que questões como: para que e para quem, são integradas em sua estrutura, já que devemos ter esclarecidos a quem serviremos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Este sétimo semestre, realmente vem me proporcionando inúmeros esclarecimentos. Antes de começar a ler os artigos e textos propostos pela Interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, pensava que a EJA era simplesmente mais um curso acelerado, contendo nas suas entrelinhas os mesmos ideais do conhecido supletivo.
Mas, ao me deparar, mais precisamente, com o Parecer CEB no 11/2000 – “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos”, disposto no texto de Carlos Roberto Jamil Cury, pude ver o quanto sou ignorante ao pensar em EJA.
Entretanto, já estou conseguindo perceber que o atendimento escolar a jovens, adultos e idosos da EJA não se refere somente a uma característica etária, tal qual os cursos de supletivo, mas à diversidade sociocultural de seu público, composto por populações, em privação de "liberdade", com necessidades educativas especiais, indígenas, remanescentes de quilombos, trabalhadores desde muito pequenos, entre outros, que demandam uma educação que considere o tempo, os espaços e a sua cultura.
Desta maneira, estou podendo perceber que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.