sexta-feira, 22 de maio de 2009

APRENDENDO COM PIAGET

Através da Interdiscplina de Psicologia II, pude me aprofundar mais na epistemologia Genética de Piaget, bem como, nos seus estudos quanto ao desenvolvimento da criança. Sendo assim, se fez possível, ainda, que eu conhecesse melhor o método clínico dele. Entretanto, mesmo lendo e me informando deste método utilizado por ele para avaliar o desenvolvimento da criança ou do adolescente, percebi no momento em que fui pôr em prática este metódo clínico, conforme orientações de testes proporcionados pela Interdisciplina em questão, percebi o quanto ainda tenho a aprender sobre Piaget.
Muitas vezes por termos um alicerce do curso do magistério (NORMAL MÈDIO), podemos cair na bobagem de achar que muito já sabemos sobre o trabalho de Piaget e nos acomodarmos. Entretanto, na aplicação do teste do método clínico de Piaget pude fazer algumas observações bastante relevantes e concluir que tenho muito a conhecer sobre a sua maneira de trabalho. Sem contar que para um professor, como para qualquer outra pessoa, SABER nunca é demais!
Além disso, como professor posso utilizar alguns dos estudos de Piaget, como por exemplo, o método clínico, para saber se o meu aluno pode estar apresentando dificuldade na matemática por exemplo, por não estar conseguindo mentalizar um processo matemático de maneira concreta em sua mente. Assim, o método clínico poderá me ajudar como professor, perceber em qual estádio este aluno se encontra e se de certa forma alguns fatores presentes neste estádio, conforme orientações de Piaget, poderão estar influenciando na aprendizagem deste meu aluno.
Contudo, após nossa aula presencial e revisando mais profundamente os textos disponibilizados pela interdisciplina referente ao método clínico, bem como sobre a epistemologia Genética de Piaget, passei a perceber com mais afinco que Piaget fixava sua análise nas justificativas que as crianças davam ao responder suas indagações. Desta maneira, este método consiste num diálogo com a criança, de forma sistemática, de acordo com o que ela vai respondendo ou fazendo. Em certas situações cumpre uma tarefa, em outras explica algum fenômeno físico ou biológico.
O método clínico, então, passou a ser visto e entendido por mim como sendo uma coleta e análise de dados, onde se acompanha o pensamento da criança, com intervenção sistemática, não necessariamente, onde se acompanha o número de acertos através das respostas obtidas, como tinha valorizado na primeira vez que puz em prática o método clínico. Pelo contrário, através das respostas que as crianças nos fornecem Piaget nos orientou em seus manuscritos que devemos elaborar sempre novas perguntas, para que assim, ao invés de analisarmos a porcentagem de acertos e erros, avaliemos a qualidade e abrangência destas respostas.
Portanto, compreendi agora, que não há resposta certa nem errada. A intenção é avaliar o nível de pensamento da criança. A atitude do entrevistador é flexível, com uma interação adequada com a criança, feita anteriormente, de forma espontânea.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

Lendo a participação de todos os meus colegas, bem como a última participação realizada pela professora Maria Jose no fórum da Interdiscplina EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS no ambiente virtual o ROODA, já no modulo III, quando esta nos indagou sobre o que vem a ser inclusão, construí uma pergunta que ao reler os textos e ao ver as novas participações neste fórum, anunciei desejar e muito, desvendar: A lei ao defender a idéia de que as escolas especiais complementam e não substituem a escola comum, neste sentido, não estaria possibilitando presumir que, primeiro, a escola especial é também um espaço de legitimação da igualdade de oportunidades? Segundo, que alguns alunos apenas nela poderiam estar, ainda que por um dado tempo, em função de demandarem muitas intervenções diferenciadas, para só depois iniciarem a aprendizagem na referida base curricular do ensino regular?
No entanto, para a minha grata surpresa, consegui após algumas semanas de leitura dos textos que a própria disciplina nos forneceu, bem como,através das intervenções dos meus colegas néste fórum dar resposta a estas minhas indagações.
Sendo assim ao reler as participações neste fórum, ao me deparar com as novas postagens e ao ver os textos novamente passei a pensar que as escolas especiais não constituem esse espaço de legitimação de igualdades e oportunidades, pois o direito a igualdade não se configura nas situações em que as diferenciações pela deficiência excluem, restringem e impedem o aluno de ter garantido o acesso ao mesmo ambiente educacional que os demais colegas de sua faixa etária. Toda preparação escolar antecipada em instituições especializadas tem conseqüências na formação social e intelectual dos alunos com e sem deficiência e é geradora de questões intermináveis sobre o que é integração, inserção parcial e condicional de alguns alunos nas escolas comuns, e sobre as diferenças entre essa modalidade de inserção e a inclusão escolar, bem como, sobre a incorporação de todos os alunos na escola comum, sem nenhuma restrição ou preparação prévia.

Desta maneira, eu vejo hoje, da mesma maneira que as leis que regem a educação também vêem que, o ensino especial, deve ser oferecido concomitantemente às aulas que o aluno com deficiência assiste na sua turma de ensino regular e em horário oposto a este. De fato, o atendimento educacional especializado não terá sentido se for anterior ou posterior á freqüência desse aluno ás escolas regulares, porque, se oferecido anteriormente, condiciona-o a uma preparação prévia para ter garantia de um direito que não prevê a restrição e a exclusão escolar como condições anteriores ao acesso ao ensino comum (como é o caso da integração escolar). No caso, de ser oferecido posteriormente, o atendimento educacional especializado deixa de ser garantia da inclusão escolar de alunos com deficiência e confunde-se com práticas dos antigos serviços prestados pela educação especial, nos quais se recebem em classes e escolas especiais os alunos com e sem deficiência que não deram conta das exigências das escolas comuns, ferindo o disposto na Constituição Federal e na Convenção da Guatemala.
Sei que minha opinião, aqui exposta, bem como no fórum desta Interdiscplina pode ser polêmica, principalmente para professores que atuam em escolas especiais, porém esta é a concepção que construí; mas minha intenção não é menosprezar o trabalho realizado por estas escolas, pois todos nós sabemos da importância de proporcionar a estas crianças serviços especializados, porém como tudo na vida, há os seus pós e contras; e foi a interdisciplina que colaborou para que eu discernisse desta maneira até o momento.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO

Através das atividades dois e três da Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA pude refletir e pensar um pouco mais sobre a prática educativa nas escolas. Assim, ao realizar estas atividades percebi que para conseguirmos, como professores e educadores, abordar questões étnicos raciais, necessitamos ter instituído no cerne da escola uma visão, por parte de toda a comunidade escolar, explicitando, também, no PPP da mesma, a intenção de fazer do espaço escola um lugar democrático de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que visam uma sociedade justa. Sendo assim, os envolvidos no processo educativo precisam ver que a escola tem papel preponderante na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista de racionalidade que rege as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para a consolidação e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários.
Mas, tornou-se possível que eu percebesse, ainda, ao aplicar as atividades na minha escola que para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm de desfazer a mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando as relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isso não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de serem inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhes são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.
Através destes dados, dos subsídios teórico e prático, pude então compreender que a escola, além de ser um ambiente propicio para que grupos sociais mantenham um constante diálogo e conflito, sob o desafio do respeito à diversidade, pode ser, também, para a criança negra, por exemplo, o lugar para a sedimentação da sua identidade, cuja construção se inicia no seio familiar; ou ainda, pode vir a ser o palco da construção da identidade negra, fazendo com que estas passem a se reconhecer e a valorizar suas raízes étnicas.
Percebe-se, então, que a escola é o local das descobertas para a criança, e lá que ela aprenderá a conviver ou não com críticas, competições, perdas e realizações. Por isso, os projetos pedagógicos deveriam expressar e dar sentido democrático à diversidade cultural presente no espaço escolar, reconhecendo e valorizando estas culturas e ensinando os educando a respeitarem a cultura do outro.