quinta-feira, 29 de novembro de 2007


A atividade da semana 11 e 12 da Interdisciplina Música na Escola foi surpreendente. Fiquei extremamente feliz ao ver todos os alunos participando da proposta. Era inconcebível não perceber o sorriso estampado no rosto de cada criança.
Os alunos perceberam, nitidamente, o quão era diferente os estilos musicais de antigamente para com os de hoje, sem contar os ritmos, que hoje vêm iludindo e arrastando multidões de jovens. Estes são vistos por grande parte dos idosos como “horripilantes”.
Devido a este fato, os alunos ressaltaram que seus pais e avôs continuam a escutar as composições e as músicas dos artistas de sua época. Dentre eles destacamos Tonico e Tinoco, Teixeirinha, Pixinguinha, Erasmo Carlos, Os Livreirinhas, Chiquinha Gonzaga e Assis Valente.
Por isso que, os estilos musicais que predominaram entre os moradores mais antigos da comunidade, foram o sertanejo e a marchinha. Perante os resultados, um dos alunos destacou que o ritmo de sua preferência norteia o Rap, funck, e o Pop Rock. Seu comentário foi interrompido por uma colega. a mesma abordou que os mais antigos sabiam escutam música de verdade, enquanto nós escutamos qualquer coisa, só por que o ritmo é dançante ou alegre demais.
Essas demonstrações de contentamento, discordância, exultação e regozijo só me fizeram perceber o quão à aula de música pode colaborar com a didática de ensino do professor. Este pode cooperar para a construção de um ambiente mais participativo e dinâmico.
É comovente ver os alunos interagindo uns com os outros. No entanto, muitas vezes o profissional de educação não encontra caminhos que proporcione o desenvolvimento destas competências.
Porém, pude averiguar que a música é uma vertente fantástica de interação pessoal e grupal. Nesta, o aluno pode superar seus limites e receios, reconhecendo-se capaz de fazer e apreciar música, já que todos nós temos capacidades inatas para fazermos música. Porém, para que estas habilidades possam brotar, necessitamos dar tom e ritmo as palavras.
Não obstante, ela nos ajuda a refletir sobre idéias, temas e assuntos do mundo. Enfim, a música ajuda os alunos a refletirem mais sobre eles mesmos, fazendo com que conheçam melhores seus sentimentos e suas maneiras de ser.
A música é uma arte com uma característica bem marcante: ela lida com o presente, com a realidade onde está inserida e instiga a busca de soluções.
Portanto, pretendo daqui para frente, em minhas aulas, dedicar momentos para a disciplina de música. Pois, em vista do dinamismo e dos crescimentos, obtidos por eles frente ao mesmo, não poderia ficar alheio. Visivelmente estes conhecimentos puderam ser percebidos, neste portfólio de aprendizagem, através da exemplificação do diálogo entre dois alunos.
Conclui-se disso que em qualquer tempo ou lugar, a música sempre será uma arte extremamente rica e difundida, apesar de carregar esse caráter de abstração em seu próprio conceito. Entender o que a música é ou representa, é tão importante quanto ouvi-la, e não faz com que a escuta se torne insignificante, mas atenciosa, e ajuda a fazer a música passar pelo exercício essencial de contextualização.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Ao me deparar com o propósito da Interdisciplina de Literatura Infantil, fiquei encantado. Em especial, porque iríamos interagir e aprender com os colegas. Foi maravilhoso poder organizar uma CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS num grande grupo.
Quantas idéias puderam ser partilhadas! Quantos momentos puderam ser vivenciados! Simplesmente, unimos um pouco de nossos conhecimentos entorno da contação de histórias, juntando-os num mesmo trabalho disciplinar.
Com certeza, a maior influência foram às aprendizagens alcançadas neste semestre, a partir dos textos, discussões, tarefas e ações organizadas pela disciplina.
Durante toda a organização do trabalho, lembramos que esta apresentação, numa sala de aula, faria com que nossos alunos vivenciassem seus problemas psicológicos de um modo mais simbólico. Além, de poder estar proporcionando aos mesmos, um acervo de experiências emocionais, que os conduziriam a terem contatos com situações adversas e lhes ofereceriam a oportunidade de se reiterarem confiantemente consigo mesmo.
Após as conclusões obtidas no percurso da Interdisciplina, bem como na preparação para a apresentação do dia 22, no Pólo do Pead em Três Cachoeiras, minha ação pedagógica sofreu alterações e sondagens. Primeiramente, porque comecei a perceber que os contos de fadas são vivenciados pelas crianças como maravilhas; dessa forma, as crianças se sentem compreendidas bem no fundo dos seus sentimentos, esperanças e ansiedades.
Assim sendo, comecei a dar maior atenção à entonação da voz, a caracterização, com roupas, máscaras, e etc; já que a mesma desperta a atenção do aluno e o faz adentrar no mundo da imaginação. Comecei a explorar o lúdico das crianças, fazendo mistério quanto ao destino dos personagens, proporcionando durante a contação, pausas intencionais, com a intenção de que estes imaginem os acontecimentos. E assim por diante.
A partir do momento que dei maior atenção à contação de história em minha sala de aula, diagnostiquei que estes contos de fadas vão ao encontro do lado psicológico e emocional desses seres: falam da vida a ser vivida e de todos os sentimentos próprios do homem. Eles dão soluções satisfatórias, mesmo que temporárias, às dificuldades da vida.
Dia 10 de Outubro de 2007, eu e os demais alunos do curso de Licenciatura em pedagogia, na modalidade a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, vivemos um momento ímpar, de grande crescimento intelectual e cultural.
Acredito que o mesmo, foi uma motivação, tanto para a área pedagógica, quanto para a do conhecimento. Ter ido a Bienal foi um despertar para a arte. Senti um desejo enorme de compreender as variedades de expressões contidas numa obra. Simultaneamente, pensava no quanto os meus alunos poderiam crescer e aprender estudando uma obra e participando de uma aula de arte.
Enquanto visitávamos as obras expostas na Bienal refletia sobre a importância de proporcionarmos aos nossos alunos a leitura de imagens. Ela prepara as crianças para a compreensão da gramática visual de qualquer imagem, artística ou não, na aula de artes ou no cotidiano, e a tornar conscientes as produções humanas de alta qualidade. Isto é uma forma de prepará-los para compreender e avaliar todo o tipo de imagem, conscientizando-os do que estão aprendendo com estas imagens.
Após esta percepção, concretamente adquirida na visita á Bienal, planejar uma aula de artes passou a exigir de mim uma responsabilidade muito maior. Tanto que, para construir um projeto, conforme a atividade proposta pelo último bloco da interdisciplina, comecei a levar em conta não só o desenvolvimento da criatividade, mas também, a interpretação das obras de arte, ou seja, senti a necessidade de utilizar em meu planejamento de arte a elaboração e a flexibilidade, ou seja, desconstruir para reconstruir, selecionar, reelaborar, partindo do conhecido para modifica-lo de acordo com o contexto e a necessidade. Isto são processos criadores, desenvolvidos pelo fazer e ver Arte e fundamentais para a sobrevivência no mundo cotidiano.
Desta forma, a visita a Bienal só me fez compreender que a leitura de imagens deve ocupar um lugar tão importante quanto o da produção artística no ensino da arte, pois a leitura, tanto da arte como das imagens da mídia, é um dos modos fundamentais de o aluno construir conhecimento em arte.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007


A aula presencial ocorrida na última segunda feira, dia 07 de Novembro, foi espetacular. Em primeiro lugar, pelo dinamismo do encontro. Em segundo, pelos conhecimentos adquiridos.
Como mesmo a professora anunciou, nós educadores, muitas vezes ficamos preso a teorias e esquecemos de dinamizar a nossa aula, de forma que a mesma, consiga atrair e contagiar os alunos.
Humildemente, Leda Maffioletti, relatou que as teorias relacionadas à música, não poderiam ser trabalhadas conosco, de maneira monótona e cansativa. Desta forma, a mesma teve que parar para refletir e pensar, pois teria que nos explicar o que é tempo, contratempo, ritmo, melodia e pulso. Deste modo, elas não poderiam ser ensinadas, somente, oralmente, porquanto que iríamos achar a noite penosa.
Deste modo, comecei a analisar a minha ação pedagógica, em especial, quanto à didática que vinha utilizando com os meus alunos. Será que esta vinha conduzindo os mesmos para a aprendizagem? Os conteúdos estavam sendo desenvolvidos de maneira atrativa, lúdica e motivante?
Percebi que conteúdos, aparentemente, mais técnicos e com características informativas (história), também podem ser trabalhados de forma mais ativa. Isto porque os mesmos podem construir o conhecimento em conjunto, interagindo concretamente com o conteúdo.
Portanto, minhas aulas começaram a ser repensadas e melhor estruturadas. Ou seja, antes de aplicar um conteúdo, passei a procurar diagnosticar inúmeras possibilidades de execução, e dentre as que vão surgindo, selecionar as mais apropriadas. Desta maneira, os alunos só têm a ganhar, e a minha atuação enquanto profissional de educação, só a se aperfeiçoar.
Assim sendo, nada melhor do que aprender uma teoria, praticando-a e vivenciando-a. E assim o foi. Todos puderam interagir no encontro, construindo os conceitos em conjunto, de uma forma lúdica e prazerosa, aonde brincando, aprendemos.
Nesta didática de ensino, aprendi brilhantemente que tempo, numa música, é o termo empregado para associar a relação de distância entre os acontecimentos dos sons musicais, com base em pulsos e repousos, já o contratempo, é um deslocamento do acento métrico natural do compasso, onde o acento que seria no tempo forte (naturalmente) acontece no tempo fraco, através de um sinal de dinâmica. Não obstante, o ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, ou seja, é a definição de um movimento ordenado, diferente da melodia, que trata-se de uma sucessão dos sons musicais combinados, aonde é a voz principal, que dá sentido a uma composição musical.