quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AS TIC's NA EDUCAÇÃO

No 1ª Semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia/UFRGS, fiz a Interdisciplina de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC’s), nesta Interdisciplina fui motivado a refletir sobre a Informática na Escola, aprendi a trabalhar com edição de imagens e trabalhei com o conceito de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC`s) e sua aplicação no contexto educacional.
Estes estudos demonstram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como ferramenta, traz uma enorme contribuição para a prática escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades de técnicas, materiais pedagógicos... que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação, podendo ser a contrutivista/interacionista, tecnicista, diretiva e não-diretiva, que perpassa qualquer atividade do currículo escolar.
Com a revolução tecnológica e científica, a sociedade mudou muito nas últimas décadas. Assim a educação não tem somente que adaptar às novas necessidades dessa sociedade do conhecimento como, principalmente, tem que assumir um papel de ponta nesse processo. Os recursos tecnológicos de comunicação e informação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente. Eles estão presentes na vida cotidiana de todos os cidadãos, que não podem ser ignorados ou desprezados.
A interação aluno-computador precisa ser mediada por um profissional agente de aprendizagem que tenha percepção do significado do processo de aprender, para que ele possa entender as idéias do aprendiz e como atuar no processo de construção do conhecimento para intervir apropriadamente na situação, de modo a auxiliá-lo nesse processo.
Neste sentido, estas aprendizagens obtidas no Eixo I, relacionam-se com o tema de meu TCC, na medida em que me ajudam a sustentar e ressaltar a idéia de que está sendo tonificada, construída, fundada e instituída uma nova geração, diferenciada das épocas anteriores, e por isso a Escola de hoje necessita tomar conhecimento da identidade reconfigurada dos alunos que ela recebe (GREEN e BIGUM, 1995).
Sendo assim, consegui despertar a minha atenção para a concepção de que a tecnologia faz parte do cotidiano de grande parte das crianças e dos jovens, ou seja, eles nasceram no ambiente das novas tecnologias da informação, num novo tempo, repleto de mundos virtuais (GREEN E BIGUM, 1995).
Essas idéias apreendidas e discutidas nesta Interdiplina vão ao encontro dos ensinamentos aprendidos na Interdisciplina de APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA, vivenciada no Eixo II, na medida em que as idéias de como se dá uma aprendizagem significativa por meio das Tic’s se relacionou aos fundamentos e princípios da teoria construtivista de Piaget (abordada na interdisciplina de Psicologia I), que parte da premissa que o conhecimento não procede apenas da programação inata do sujeito e nem de sua única experiência sobre o objeto, mas é resultado tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com esse objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante (PIAGET, 1978).
Ao mesmo tempo, os estudos das Tecnologias de Informação e Comunicação no 1ª Semestre, me levaram a querer mostrar no meu TCC um outro fator de heterogeneidade presente nas instituições de Educação, uma nova espécie de habitante nas escolas: o jovem de uma sociedade altamente tecnológica (GREEN E BIGUM,1995).
E para as Escolas dos dias de hoje, este é um grande desafio, pois além de ter que fazer uso dos recursos tecnológicos, precisa conviver com diferentes realidades e situações: as de alunos que já estão inseridos e adaptados a esta nova natureza tecnológica, conectados a estudantes e professores que num ritmo diferenciado, estão ainda descobrindo e conhecendo esta vertente.
Portanto, o uso das TICs na educação, intercedido pela teoria de Piaget (1978) deve ter como objetivo mediar à construção do processo de conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo habilidades importantes para que ele participe da sociedade do conhecimento e não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem.
REFERÊNCIAS:

PIAGET. Jean. Problemas de psicologia genética. In: Piaget. Tradução: Célia E. A Di Piero. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 209-94. (Os Pensadores).

GREEN, Bill; BIGUM, Chris. Alienígenas na sala de aula. In: SILVA, Tomaz Tadeu (org). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 208-243. 2 (Coleção estudos culturais em educação).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

REORGANIZANDO O TEMPO

No V semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, na efetivação da Interdisciplina do Seminário Integrador V, refletimos e discutimos sobre a ORGANIZAÇÃO DO TEMPO.
Neste período fomos conduzidos a observarmos o nosso dia a dia, desde o despertar até o findar do mesmo. Neste processo, elegemos as atividades mais importantes, as menos importantes, as intermediárias e as casuais. A partir destas separações, reorganizamos cada dia da semana; dispondo horários para cada tarefa.
Nestas tabulações, fomos orientados a estipular o tempo de duração de cada "OBRIGAÇÃO", definindo aproximadamente o horário para o seu início, bem como para o seu término. Nas organizações, éramos ainda, aconselhados a definirmos horários para o lazer, descontração e família.
O intuito desta atividade era nos ajudar a vermos as prioridades atuais, e nos mostrar que para concretizarmos cada uma delas, precisávamos nos desacomodar e escolhermos o que era mais essencial e urgente no momento.
Este último semestre me remete a esta ORGANIZAÇÃO DO TEMPO, pois para conseguir estruturar um TCC de maneira adequada e coerente, preciso dispor de um tempo considerável no meu dia.
SABE-SE que normalmemente temos uma rotina bastante cheia e repleta de afazeres. São inúmeras as responsabilidades que assumimos cotidianamente, pois não somos uma "coisa" somente: Ao mesmo tempo que somos estudantes, temos funções como trabalhadores e profissionais, mediante as responsabilidades familiares, comunitárias e "culturais"...
Perante os diversos "encargos", organizar o tempo é extremamente necessário, pois facilita a distribuição de tarefas e nos deixa mais tranquilos para a execução delas.
Sendo assim, para que atualmente, eu consiga construir o meu TCC, uma revisão nos meus compromissos se fez necessário. Pois, se eu não organizasse o meu tempo, poderia dar prioridades a outras funções e acabaria correndo o risco de reduzir o tempo dedicado ao TCC.
No presente instante, ordenei um horário no papel, especificando detalhadamente cada um deles; pois ao recordar-me da atividade efetivada no V semestre, considerei viável decidir um horário fixo para a execução e efetivação de minhas obrigações pessoais, bem como, para a construção do meu TCC.
Portanto, de segunda a sexta-feira, defini e construí a seguinte carga horária para mim:
6:15 - Despertar
6:40 - Saída para o Trabalho
7:00 - Abertura da Empresa para recepcionar os Funcionários
9:00 - Intervalo para o café da manhã
9:15 - Retorno ao trabalho
14:00 - Intervalo para o Almoço e Cumprimento de questões Administrativas
15:00 - Retorno para o Trabalho
17:30 - Finalização do trabalho/Retorno para casa
17:40 às 19:00 - Tempo para afazeres pessoais
19:00 às 22:00 - Efetivação do TCC
22:00 às 23:30 - Tempo para afazeres Pessoais
23:35 - Repouso
Portanto, através da Interdisciplina do Seminário Integrador V, pude aprender a importância de organizar nossas ações, decisões e o tempo, e a partir desta experiência obtida no semestre em questão, dedici aplicá-la no eixo atual; Pois a partir desta vicência passei a acreditar que a maior riqueza que temos na vida é o tempo, e decidir como usá-lo de forma consistente com nossos objetivos e estilo de vida está nas nossas mãos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FUNDAMENTANDO MEU TCC - reorganizando minha escrita

Neste último semestre no Curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS estou me sentindo extremamente desafiado. Em primeiro lugar, porque estou tendo de aprimorar minha escrita e estruturação da mesma, em segundo lugar, porque necessito buscar mais embasamento teórico e realizar trabalhos empíricos para fundamentar a construção do conhecimento.
É como se as palavras de Sócrates (1911) , quando ele proclamou que somente sabia que nada ele sabia, fizessem sentido neste Eixo disciplinar. Quanto mais eu tento me aprofundar e dar “corpo” à minha fundamentação teórica, no meu trabalho de Conclusão de concurso, mais percebo minhas limitações e carências literárias.
No entanto, estou diagnosticando que tive um bom embasamento teórico-prático no curso. Isto porque, na medida em que vou avançando na minha pesquisa, deparo-me com autores estudados, ressaltados e trabalhados em algumas interdisciplinas. Estes autores vão me ajudando a construir uma fundamentação mais consistente e significativa.
Fico extremamente feliz por estar obtendo a percepção de que no meu curso, interdisciplinas estão podendo se fazer presentes num momento tão importante como o TCC. É como resgatar todos os meus anseios, idéias, objetivos e percepções (ao trazê-las à tona novamente).
É como se o que eu havia objetivado para mim nos primórdios do curso, pudessem agora na “finaleira” serem reforçados. Conforme uma postagem minha intitulada “ORGANIZAÇÃO DO TEMPO” (2008), sinto que hoje evidencio mais intensamente o desejo de não carregar, somente, um canudo da UFRGS, mas as aprendizagens nela obtida.
No Eixo I, a Interdisciplina: Escola, projeto Pedagógico e currículo, me ajudou a estudar as dimensões teóricas e práticas que configuram os currículos escolares. Me orientando a analisar criticamente os conceitos de currículo, natureza e funções do PPP da escola. Em especial, através de respaldos na teoria de Freire (1996).
Ao estudar Freire (1996), nesta Interdisciplina pude construir a visão de que ele, partindo do ponto de vista do reconhecimento a existência dos condenados da terra, e dos excluídos, desenvolveu a idéia de que é das características diferenciadas de identidade sócio-econômico e culturais de cada educando, que o ambiente escolar se constituí.
Desta maneira, partindo desta simples percepção, fez-se possível que eu compreendesse que minha idéia inicial, de pesquisar sobre a diversidade de alunos na sala de aula, têm fundamento, pois já é destacada por um grande mestre na área da educação.
Acredito que Freire (1996), em meu TCC poderá me ajudar a explicar a maneira como se deve discutir e encaminhar as aprendizagens, pois, conforme o direcionamento que obtive na interdisciplina: Escola, projeto Pedagógico e currículo, já pude entender que é viável que o professor associe à disciplina cujo conteúdo se ensina, à realidade concreta dos alunos, de maneira que se estabeleça uma “intimidade” entre os conteúdos curriculares e o conhecimento construído socialmente pelos educandos (Freire, 1996).
Estes direcionamentos ocorreram em diversos momentos: Em fóruns criados no ambiente virtual do curso (ROODA), Em escritas analíticas sobre o pensamento do autor em questão, bem como, através dos comentários realizados pelos tutores e professores da Interdisciplina no webfólio (caderno de postagens).
Sendo assim, através de Freire (1996), conseguirei abordar de maneira mais intensa, que ser professor é reconhecer as experiências mais informais ou corriqueiras, aprendidas em momentos de lazer e descontração, e nos mais diversos ambientes e espaços, pois elas se cruzam repletas de significação.
De maneira brilhante, a teoria de Freire (1996), me ajudará a mostrar como as diversidades culturais/sociais, podem influenciar o dia a dia numa sala de aula, e vislumbrar ações pedagógicas que venham contemplar essa heterogeneidade cultural/social, presente numa turma de estudantes.

Referências:
1. ↑Socrates. 1911.Dísponível em:http://www.1911encyclopedia.org/Socrates_%28philosopher%29. Encyclopaedia Britannica (1911). Página visitada em 17-09-2010.
2. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1997.
TEXTO REAPRIMORADO do dia 10 de SETEMBRO de 2010.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MINHA QUESTÃO NORTEADORA

Após ter sido questionado por minha tutora do Seminário integrador, sobre a questão norteadora de meu TCC, considerei favorável apresentá-lo.
Sendo assim, após refletir sobre meu Estágio curricular, realizado no penúltimo semestre do Curso de Licenciatura em pedagogia na modalidade à distância, da UFRGS, acabei definindo como tema de minha pesquisa: Os desafios relevantes para o professor do Ensino Fundamental: A heterogeneidade no contexto da sala de aula.
Seguido do seguinte problema: Como o professor deve lidar com a heterogeneidade e a diversidade de alunos na sala de aula?
Desta maneira, pretendo num primeiro instante abordar de uma maneira mais técnica, apoiando-me em estudiosos e autores, às situações de heterogeneidade (que também presenciei na turma do meu estágio), ou seja, desejo trazer á tona as diversidades de alunos que integraram um espaço da sala de aula, expondo através de estudos de outros autores, a influência destas realidades na sua maneira de aprender e conviver na escola.
A partir destas pontuações, baseado em estudiosos e autores, almejo deixar evidente que numa turma existem diversas realidades, concepções, habilidades... Ou seja, que numa sala de aula nenhum aluno possuí um mesmo ritmo para aprender, ou que, apresenta uma mesma bagagem de informação.
Sendo assim, desejo “comprovar”, juntamente com os autores pesquisados, que a heterogeneidade está presente na sala de aula.
Para um segundo momento, baseado em autores e estudiosos, almejo destacar quais os reajustes que nossas instituições de ensino, (em seus currículo, planos de aula, pedagogia de ensino...) necessitam efetivar, para atender a uma parcela considerável deste público... Tendo em vista as situações de heterogeneidade que já terei descrito no capítulo anterior.
Num terceiro capítulo, DESEJO expor situações concretas do meu estágio. Diálogos que obtive com meus alunos. Resultados destes diálogos. Concepções construídas nesta convivência, ou seja, penso utilizar-me de situações mais concretas para vir ao encontro dos outros dois capítulos...
Diante disto, me esforçarei para identificar os desafios mais relevantes do professor do Ensino fundamental, desvendando métodos eficazes para a prática pedagógica.

REVISITANDO OS CONTEÚDOS DO 1ª SEMESTRE

Revisitando os conteúdos do 1ª Semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a distância da UFRGS, pude relembrar e resgatar algumas concepções teóricas destacadas neste 1ª Eixo.
Sendo assim, ao me deparar com a Interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, recordei da leitura e da reflexão que realizei entorno da obra: Pedagogia da AUTONOMIA de Paulo Freire (1996), após ter sido motivado por ela, a Lê-lo.
Neste mesmo instante, recorri a minha pasta de polígrafos, e encontrei uma apostila contendo este livro xerocado. Apressadamente comecei a folhá-lo. Foi quando achei reflexões do autor sobre o Ensinar através da apreensão da realidade dos educandos (capítulo 2, sub-capítulo 2.6), o Ensinar através de um reconhecimento à identidade cultural dos alunos (Capítulo 1, sub-capítulo 1.9), o Ensinar através do respeito e valorização dos saberes dos alunos (Capítulo 1, sub-capítulo 1.3).
Estes temas, desde o início me chamaram atenção e me fez crer se relacionar com a questão de meu trabalho de conclusão de curso (TCC). Porque construí esta primeira impressão? Porque desde o instante que construí meu problema, imaginei produzir um capítulo que abordasse os seguintes assuntos: 5.1 COMO ENTENDER A HETEROGENEIDADE NOS DIAS DE HOJE; 5.1.1 A INCLUSÃO EM MEIO A DIVERSIDADE NA SALA DE AULA; 5.2 REPENSANDO O FAZER-PEDAGÓGICO.
Sendo assim, Paulo Freire, através de sua pedagogia poderá colaborar para que eu dê forma e “corpo” a esta idéia inicial, através de suas concepções entorno de uma pedagogia alicerçada na experiência que têm os alunos, para discutir e encaminhar as aprendizagens, ou seja, a realidade como ponto de partida e de chegada.
Deste modo, suas concepções poderão contribuir teoricamente para que eu explique sobre a diversidade de alunos que freqüentam nossas instituições escolares.
Um exemplo da contribuição que a Teoria de Paulo Freire poderá proporcionar a minha pesquisa, é a sua maneira de tratar e alegar que nossas escolas recebem alunos com diversas formas de socialização; sendo assim, FREIRE (1996) aborda que estes indivíduos acabam trazendo consigo “traços” particulares, que necessitam ser levados em consideração na sala de aula. Eis aí, a presença da heterogeneidade, que é tema de meu TCC.
Portanto, através do livro pedagogia da Autonomia, indicado numa das interdisciplinas do 1ª Semestre poderei falar sobre as dimensões teóricas e práticas que configuram nossas instituições escolares, destacando através dela, sob a ótica de Paulo Freire (1996), a íntima relação que há entre o conteúdo escolar e a realidade social dos alunos.