domingo, 28 de junho de 2009

PERCEPÇÕES DO NOVO P.A.

Ao realizar este novo Projeto de aprendizagens estou podendo perceber e notificar o quanto é importante definir na pergunta central o período em que a pesquisa irá percorrer, pois assim, conseguimos obter dados e delimitar melhor o espaço do tempo, bem como, avistar aonde deveremos buscar fontes, com quais pessoas, em quais lugares, de que maneira e em quais condições. Assim, pude entender que no novo projeto de aprendizagens do meu grupo, sendo objeto alvo de nossa pesquisa, a escola Dom José Barêa, quando colocamos na primeira pergunta que desejávamos descobrir quis eram as brincadeiras desenvolvidas pelos alunos e quais delas ainda perduravam nesta escola, descobri através de intervenções, que precisávamos elencar o período em que esta pesquisa iria acontecer, já que a escola Barêa é bastante antiga, tem exatamente 51 anos. Portanto, trata-se de um público grande, e já que, inicialmente, não havíamos feito delimitações de período, de tempo nem de idade, série, ficaria bem difícil atingir estes alunos. Assim, modificando a pergunta para: Ocorreram algumas mudanças na estrutura das brincadeiras/jogos desenvolvidas no recreio e início da aula pelos alunos das séries iniciais nos primeiros 5 anos da escola Baréa (1958 a 1963) em relação aos últimos cinco anos (2005 a 2009)?; ficou mais fácil de atingirmos estes alunos. Porém, com esta nova pergunta construída pelo grupo, acabei percebendo ainda que, quanto às delimitações de espaço e tempo que inserimos na pergunta, é plausível, agora, que mantenhamos apenas a relação de tempo (já que pretendemos realizar uma análise comparativa), mas não precisamos delimitar, nesse momento, os intervalos de tempo, pois isso certamente se modificará à medida que a pesquisa avançar. Assim, deveremos procurar colocar uma delimitação mais abrangente...talvez algo do tipo: antes/depois, antigamente/atualmente.
Realmente, o PA vem fazendo com que muitas descobertas significativas surjam no seu percurso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

A interdisciplina de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, em especial, vem me proporcionando um crescimento formidável. Antes de estudá-la eu tinha noções mínimas referentes à inclusão das pessoas com necessidade educativa.
Para dizer a verdade nunca havia tirado um tempo considerável para estudar este assunto, a não ser a recordação de uma experiência que tive com alunos portadores da síndrome de down e autismo, quando prestei um trabalho voluntário por um mês na APAE de Três cachoeiras quando ainda cursava o magistério.
Mas mesmo assim com esta experiência, muito pouco eu fiquei sabendo sobre os direitos legais, sobre o termo inclusão nas escolas de ensino regular. Enfim, para dizer a verdade, sustentava uma idéia, de certo ponto até não inclusiva, acreditando que estas crianças com necessidade educativa especial precisavam freqüentar somente instituições e centros especializados, já que neste lugar haviam pessoas especializadas e capacitadas para estas crianças.
Hoje, através dos estudos que vim realizando por intermédio desta interdisciplina passei a entender que a deficiência é, em primeiro lugar, um problema social e, por isso, a solução desse problema tem de ocorrer dentro da comunidade em que a pessoa vive. A pessoa com uma deficiência mental tem que dispor dos apoios que lhe permitam um posicionamento em condições de igualdade como cidadão na sociedade, apesar de suas deficiências.
Assim, Apoiada na abordagem histórico-cultural (especificamente nas contribuições de Vygotsky), a psicóloga Maria Sylvia Cardoso Carneiro afirma em seu livro que a deficiência em geral é definida pela maneira como a sociedade acolhe o deficiente. Apoiada nesta abordagem histórico-cultural, a autora mostra que, mesmo diante de alterações orgânicas - sejam elas estruturais ou funcionais do sistema nervoso - é na interação em sociedade que o individuo vai se desenvolver, ou não, como deficiente.
Acontece que, durante muito tempo, as pessoas com deficiência eram segregadas e, sem contato social, não tinha o aprendizado das relações de ação e comportamento. Eles eram consideradas “ingênuas”. Porém não podemos julgar as pessoas, temos que considerar também as condições orgânicas da pessoa.
Condições orgânicas não se limitam à genética. São todas as características do ponto de vista biológico, onde a genética aponta possibilidades. O ser humano se constitui na interação dos aspectos biológicos e sociais.
Podemos pensar em condições mais ou menos favoráveis. Quando as condições são desfavoráveis em um aspecto, temos que investir muitíssimo nos outros. A preocupação deve ser sempre com o ponto de partida, com as oportunidades que cada pessoa tem para se desenvolver. O ponto de chegada, poucas vezes é previsível. O ser humano surpreende!” (Maria Sylvia Cardoso Carneiro).
Ainda que a gente não possa excluir questões genéticas no desenvolvimento, temos que levar em consideração que a inteligência e o conhecimento são coisas que se constroem, independentemente do fator genético. Não existe determinismo social (que exclui qualquer fator inato dos seres humanos).
O grande erro é acreditar que exista qualquer tipo de determinismo e que a vida humana pode ser “determinada” exclusivamente por um único dos seus aspectos. Cada aspecto é relevante (genético, cultural, social, econômico), mas nenhum deles, sozinho, leva a uma solução para todas as questões.
Enquanto acreditarmos que só a genética, ou só o social, ou só o econômico, definem a pessoa, vamos continuar a criar monstruosidades conceituais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

NOVO Projeto DE Aprendizagem EM AÇÃO!

Novamente estamos podendo neste sexto semestre trabalhar com os Projetos de Aprendizagem. Isto é maravilhoso. Propicia-nos a oportunidade de virmos a nos aprimorar nesta nova idéia de se realizar uma atividade de pesquisa.
Os PAs, por oportunizar a interação entre alunos X alunos e alunos X professor, bem como, a construção do conhecimento, baseado na reflexão do que se pretende alcançar, dos caminhos que já foram alcançados e dos caminhos que ainda faltam percorrer para se chegar a tal objetivo, poderá neste semestre nos indicar o que poderíamos ter feito no projeto passado, que neste atual poderá ser melhor desenvolvido, que meios e caminhos poderíamos ter utilizado no anterior, que neste poderá nos direcionar de uma maneira mais interessante para a obtenção de dados, teorias e resultados que venham fundamentar a prática, quais apropriações tecnológicas poderíamos ter utilizado no antecedente que neste poderá vir facilitar a comunicação entre os integrantes do grupo e as decisões que o mesmo deverá tomar para proceder com o mesmo.
Enfim, retomar e realizar uma sondagem de conhecimentos faz bem, tanto para o aluno, como para o professor, que poderá perceber em que nível os seus alunos se encontram dentro das metas e perspectivas que traçou ao colocar o mesmo em ação, quanto oferecer ao aluno a oportunidade de descobrir aspectos novos que poderão vir a aprimorar os seus conhecimentos referentes ao que vem sendo novamente explorado.

AINDA É POSSÍVEL EDUCAR?

Ao realizar a quarta atividade da Interdisciplina FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO me senti extremamente desafiado. Mas o desafio acabou tornando-se no final, extremamente agradável.
O primeiro desafio que encontrei ao realizar esta atividade foi ter que ler um texto denso, com palavras bastante rebuscadas, com um linguajar extremamente filosófico, com abordagens que propriamente, um filósofo poderia compreender com maior autonomia.
O segundo desafio foi eu persistir na leitura do texto, voltando inúmeras vezes há alguns parágrafos para que pudesse compreender o contexto existente no mesmo.
O terceiro desafio foi eu tentar conseguir dispor todas estas informações num texto, mas principalmente, conseguir ordena-las e organiza-las em meu pensamento.
No entanto, ao final de todos estes desafios, um incrível questionamento pode surgir: Ainda é possível educar?
Esta pergunta me intrigou e muito, mas eu não descansei enquanto não encontrasse resposta para ela. Mas, incansável perseverança me fez compreender a idéia de ADORNO, autor em destaque neste eixo de atividade. Num quadro de perspectivas sombrias Adorno sustenta a esperança na educação – e não na repressão policial, na guerra ou no terror.
A educação para Adorno só se fará possível ainda, ou seja, só terá sentido como educação se for dirigida a auto-reflexão. Sendo assim, uma educação pautada na severidade, somente na disciplina, também é condição propicia para a barbárie.
A educação tem como papel primordial impedir um retorno à barbárie ou de suas manifestações totalitaristas como fascismo e nazismo, entre outras.
Assim, cabe também a educação um papel fundamental para evitar a metástase da barbárie no mundo. Cabe a escola, a universidade: ser agentes da civilização. “O professor é um agente que ajuda a sustentar a civilização”.
Portanto, para Adorno ainda que o conhecimento racional, existente na educação com maior afinco, não dissolve mecanismos inconscientes, ao menos fortalece instâncias de resistência contra os extremismos que levam a barbárie.