segunda-feira, 23 de novembro de 2009

LEITURA DE TEXTOS

Na Interdisciplina de Liguagem e Educação, na medida em que fui vivenciando os módulos e realizando a leitura dos textos, fui percebendo que quando adentramos em atividades que trazem a tona o texto escrito e o texto falado, o professor deve ter estruturado para si que a interpretação oral é essencial para transmitir o sentido adequado á uma leitura. "Para que a leitura seja objeto de reflexão, o aluno precisa saber o porquê de estar lendo ou ouvindo de determinada forma". A entonação, a pontuação e o ritmo podem indicar tristeza, alegria, questionamento ou indignação. Para que a garotada perceba essas escolhas, atualmente, penso que duas ações são importantes. A primeira, prévia à leitura em voz alta. O entendimento do texto é essencial para a interpretação oral. A segunda é ressaltar as especificidades do que está sendo lido.
Desta maneira, pensei em uma prática pedagógica que nunca realizei em sala de aula com os meus alunos: por exemplo, levar os alunos a confrontar as próprias estratégias de leitura (pedindo para lerem mais de uma vez) e as dos colegas ilumina semelhanças e diferenças sobre qual tipo de sentimento cada um quis transmitir com seu tom de voz.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Como vem sendo curioso e interessante a Interdiciplina de LIBRAS para a minha compreensão entorno da comunidade surda. Antigamente, jamais sabia ou imaginava que havia discussão entorno da defesa da língua Brasileira de Sinais como a primeira língua e a Língua Portuguesa como a posterior; ou melhor, jamais havia esta noção da importância da LIBRAS na vida dos surdos.
Conseguia ter uma noção do quanto é mais favorável estes utilizarem uma língua em comum, mas não conseguia ter esta noção de que Ensinar Libras é mais do que expôr a criança a dados línguisticos; muito além disto, é um processo de (re)organização constante e dinâmica do “eu” e do “outro”. Assim, invês de apenas inscrever a língua no plano biológico (porque mental), é necessário situá-lo no espaço dialógico (porque social).
Hoje consigo entender que quando estudiosos falam e argumentam que o “oralismo” foi o grande entrave para a automização do surdo, estes quizeram se referir ao poder definidor da surdez enquanto deficiência/incapacidade que subjaz a visão. Já que os surdos envolvidos numa cultura surda, se auto-referenciam como participantes desta cultura, e nesta cultura constrõem suas próprias relações sociais, afetivas e etc, não podemos denominá-los como sendo incapazes, pois pessoas incapazes não conseguem construir redes de relações com a impirtância e qualidade que estes conseguem.
Ao vivenciar neste sétimo semestre as Interdisciplinas de Didática, Planejamento e Avaliação, bem como, a de Linguagem e Educação, passei a refletir sobre a pedagogia de projetos.
Sendo assim, ao me sentir instigado por essa pedagogia, comecei a ir em busca de novas informações. Nesta coleta extracurricular, acabei aprendendo que no campo da educação, clássicos como Dewey e Freinet já apontavam, há cerca de 100 anos, para o valor educativo de atividades de caráter globalizante por sua vinculação com o mundo real.
Ao formular esta concepção, automaticamente lembrei da pedagogia de projetos, pois no campo da educação se vem reconstruindo e se ressignificando as diferentes concepções acerca do Método de Projetos.
No entanto, em nenhuma das Interdisciplinas eu conseguia encontrar um texto ou artigo que me fizesse entender por que poderíamos falar de projetos como sendo uma pedagogia. Desta forma, comecei a ler diversos artigos na área da educação que contemplavam este assunto da pedagogia de projetos.
Através destas leituras acabei formulando a compreensão de que quando falamos em Pedagogia de Projetos estamos nos referindo a uma lógica educativa bastante diferenciada do que se vem fazendo na maioria dos processos educacionais. Mudar a lógica educativa significa romper com tradições, e a Pedagogia de Projetos apresenta diversas propostas de ruptura: romper com a desarticulação entre os conhecimentos escolares e a vida real, com a fragmentação dos conteúdos em disciplinas, em séries e em períodos letivos predeterminados, como horários semanais fixos e bimestres, romper com o protagonismo do professor nas atividades educativas, romper com o ensino individualizado e com a avaliação exclusivamente final, centrada nos conteúdos assimilados e voltada exclusivamente para selecionar os alunos dignos de certificação.
A idéia central da Pedagogia de Projetos é articular os saberes escolares com os saberes sociais de maneira que, ao estudar, o aluno não sinta que aprende algo abstrato ou fragmentado. O aluno que compreende o valor do que está aprendendo, desenvolve uma postura indispensável: a necessidade de aprendizagem.
Após,então, as leituras realizadas na interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação compreendi que para se integrar na pedagogia de projetos os saberes escolares e os saberes sociais este projeto deve percorrer várias fases, são elas: escolha do objetivo central; formulação dos problemas; planejamento; execução, divulgação dos trabalhos. Para isso, ao se pensar no desenvolvimento de um projeto, três etapas devem ser configuradas: problematização, desenvolvimento e síntese.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

EJA NO BRASIL

Ao vivenciar a interdisciplina da EJA no Brasil estou podendo firmar uma idéia em relação à mesma. Outrora, considerava que a Eja era mais um curso supletivo, onde apostilas eram super valorizadas e que os alunos iam até a instituição para retirar dúvidas e sanar dificuldades de uma maneira mais mecânica, assistencialista.
No entanto, após as leituras pude perceber que esta não tendo esta intenção procura estabelecer em seu cerne vínculos afetivos. Pois ao meu entender agora, na EJA vínculos afetivos modifica o convívio diário e serve como elemento facilitador de aprendizagem. A relação de confiança entre os alunos e destes com os professores é fundamental, pois proporciona o desembaraço, a criatividade, o enfrentamento dos novos desafios. Logicamente esses laços não se estabelecem de maneira forçada ou obrigatória, mas de forma espontânea.
Um dos papéis da equipe de trabalho é proporcionar momentos ou dinâmicas em que promova a interação, a ampliação de saberes e que as histórias de vida sejam consideradas e os vínculos se criem por afinidade e empatia, por encanto ... Obviamente, toda relação ou vínculo, seja de amizade ou profissional, deve ser construída através do respeito às individualidades e vivências trazidas por cada um. O afeto, o saber ouvir, o aprender com o aluno, muitas vezes são mais importantes que algumas formalidades estabelecidas nas práticas escolares.
No entanto, por acreditar antigamente que a EJA era um curso que envolvia as funções de Suplência, Aprendizagem, Qualificação e Suprimento. Em qualquer uma destas dimensões, este ensino, no meu entender, implicava uma estratégia de ação na forma de cursos ou exames. Sendo assim, questões como afetividade, diálogo, amizade, confiança, acabavam ficando esquecidas, ocultadas nesta modalidade de ensino.

LIBRAS

Ao realizar a segunda e a primeira atividade na interdisciplina de libras estes me fizeram perceber e reafirmar a idéia de que os surdos são pessoas normais que usam os serviços sejam públicos e privados, que buscam o conhecimento, em muitos municípios brasileiros, organizações e associações vêm se estruturando para da melhor forma encontrar condições de vida com qualidade.
No entanto, não quero dizer que antes não considerava os surdos pessoas “normais, porém achava que os mesmos eram mais fechados, carrancudos. Sabe, não sei porque construí essa impressão deles; Mas é que achava estranho ver tantas caras e bocas quando estes se comunicavam pela língua Brasileira de Sinais, isto me soava um pouco estranho, e aí me sentia mal, porque quando ficava olhando para os mesmos se comunicando, parecia que estava sendo intruso, que estava prestando atenção no papo deles. Mas, como não pertenço a comunidade surda, isto para mim era muito curioso.
Hoje, falar dos surdos já transcende a curiosidade. Sendo assim, já penso que a Libras faz e dá condições para que estes se façam entender, fazendo a diferença e mostrando que o diferente não é não saber falar e ouvir, mas sim saber se fazer entender e ser entendido, seja no seu lar ou na esquina de sua residência.
Desta maneira, hoje considero que não existe nenhuma dificuldade cognitiva que impeça o surdo de exercer sua vida, podendo o surdo desenvolver suas potencialidades como ser humano de maneira ampla e efetiva. Não obstante, atualmente, não considero estes diferentes, da maneira que outrora acreditava serem. Os surdos nem ao menos gostam de serem chamados de deficientes ou de serem reconhecidos como diferentes, já que a palavra “deficiente” ou diferente (quando ligada a este termo) está associada a uma limitação, coisa que não consideram ter, já que a única dificuldade que eles têm é o acesso a sua própria língua, a LIBRAS.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

ALFABETIZAÇÃO DE ADULTOS: AINDA UM DESAFIO

Pude perceber lendo os textos da Interdisciplina: EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL, em especial após a leitura do texto “Alfabetização de adultos: ainda um desafio” de Regina Hara, que as autoras Emília Ferreiro e Ana Teberoski utilizaram as idéias de Jean Piaget para estudar o processo dos conhecimentos no domínio da língua escrita.
Regina Hara em seu texto citou que Emília Ferreiro e Ana Teberoski fizeram grandes descobertas e realizaram estudos baseados neste epistemólogo e psicólogo, evidenciando as conclusões dele sobre as estruturas da linguagem. Elas, com o instrumental piagetiano de investigação em mãos, e levando em consideração alguns de seus conceitos, concluíram por meio deste instrumental que a aquisição da escrita é uma aquisição conceitual para crianças e adultos, construída pelo sujeito nas relações com o meio.
Portanto, ao ver que Piaget foi uma fonte de aprimoramento conceitual para as duas autoras, eu passei, também, a questionar sobre a minha prática pedagógica. Elas, na minha interpretação e no meu ponto de vista, através da prática e dos testes com crianças, realizados entorno do instrumental Piagetiano, sugeriram-me problematizar mais o conhecimento e a realidade, num processo permanente de elaboração e reelaboração de estruturas de pensamento e dos níveis de consciência. Portanto, conforme a minha visão, eu devo me encaminhar a observar o educando como sujeito que no processo educativo deve encontrar o espaço propicio para recriar e ao mesmo tempo, construir o conhecimento.
Assim sendo, conforme as autoras em questão, apoiadas nas idéias de Piaget, a língua escrita precisa ser vista como um conhecimento apropriado pelo sujeito, à medida que se torna objeto de sua ação e reflexão. No entanto, essa mediação, no contexto de sala de aula, ao meu entender hoje, deve ser propriamente a intervenção docente problematizadora e desafiadora do processo.
Portanto, percebo atualmente, que cabe, ao professor, analisar o seu trabalho cotidiano e perceber se o ponto de partida da sua aprendizagem está sendo o próprio sujeito ou o conteúdo a ser estudado.
Unindo-me as argumentações dessas mulheres, pude transpor todo o conhecimento delas, para a minha realidade de sala de aula e formar a idéia de que, me deixando guiar na direção dos processos de desenvolvimento, caminharei juntamente com a criança, o jovem ou o adulto. No decorrer dessa caminhada, em momento algum devo considerar negativamente a criança ou jovem, bem como o adulto, pelo contrário, devo me gratificar com cada uma das suas conquistas: compreendendo que à medida que essa criança, este adulto ou jovem escreve e lê do seu jeito, mais e mais ela se aproximará da base conceitual do sistema representativo da escrita.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Neste sétimo semestre do curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, através da interdisciplina do Seminário Integrador VII, estou podendo reviver novamente um desafio: “dar importância e valor as nossas curiosidades”; mesmo que elas, aparentemente, pareçam ser bobas. Neste semestre só estou podendo reforçar ainda mais a idéia de que estas perguntas, mesmo parecendo bobas, quando analisadas com propriedade e discernimento, podem proporcionar fontes de pesquisas com respostas imediatas, em curto prazo e em longo prazo.
Porém, refletindo sobre este último projeto de Aprendizagens que construí com mais algumas colegas, passei a compreender, muito mais claramente, que as indagações que trazemos conosco desde que passamos a buscar compreender as situações cotidianas que nos cercam, podem ter um grau de dificuldade pequeno, médio ou grande, e até mesmo, inconstante. Algumas perguntas são fáceis de serem encontradas, é só procurar um livro que trate sobre o assunto que logo encontramos a resposta imediatamente. Não obstante, outras, exigem um pouco mais de sondagem, precisa-se ler um livro, buscar algum complemento em outro e até mesmo pesquisar mais detalhadamente em diferentes fontes (curto prazo). Porém, algumas outras dúvidas que obtemos além de nos conduzir para uma pesquisa mais aguçada, exigem de nós, observações e experimentações, bem como, inúmeras leituras de caráter científico (longo prazo).
Porém, algumas curiosidades que possuímos, proporcionam infinitas interpretações, ou seja, torna-se difícil encontrar uma resposta óbvia e concreta para a mesma, conduzindo assim, para uma curiosidade incerta e vaga, podendo esta ter um fim em si mesmo ou uma teorização interminável.
Mas, neste semestre estou me convencendo, literalmente, que o importante não é encontrarmos respostas prontas e imediatas para as nossas curiosidades. Pelo contrário, o Projeto de Aprendizagens, em sua essência dentro do curso de pedagogia, academicamente visa ser uma construção coletiva (em grupos), com uma pesquisa de maneira acadêmica, de forma que possamos trabalhar em cima de hipóteses e estratégias, a partir de uma definição da pergunta central e da especificação de indagações condizentes a esta, ou seja, de forma que a primeira possa ser respondida através de outras relacionadas a ela.
No entanto, o desafio agora é conseguir adaptar e dispor esta metodologia na minha sala de aula e em especial, no meu estágio o semestre que vem.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

PLANEJAMENTO EM AÇÃO!

Ao postar neste portfólio uma reflexão sob o título de PlANEJAMENTO, percebi que seria importante continuar refletindo sobre a minha ação pedagógica, pois nossa prática precisa ser avaliada e repensada cotidianamente, ou seja, já que não somos seres "prontos e acabados" estamos em constante evolução. Na nossa prática pedagógica não é diferente, com os estudos, as leituras, o dia-a-dia vamos abrindo novos caminhos e encontrando/avistando novos horizontes; dentro destas possibilidades vamos reconstruindo nossa prática e nossos saberes. Portanto, tomar a decisão de continuar refletindo sobre a minha prática pedagógica vem objetivada no sentido de diagnosticar alguns outros itens que ainda podem ser aperfeiçoados no meu ato de planejar.
Sendo assim, ao reler o texto “Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues, percebi que de certa forma eu compreendi bem o sentido do planejamento e os conceitos, como a diferença entre um planejar burocrático baseado nas reflexões hipotéticas e o planejamento ligado à prática, que passa por avaliações e alterações para alcançar objetivos estabelecidos.
Só observei que de acordo com a concepção e os itens reforçados por esta autora, eu não costumo registrar os eventos do dia a dia. Mas pensando no que ela escreveu passei a ver o quanto esse registro cotidiano facilita a tarefa de avaliação, em especial, quando se trata das alterações que às vezes se fazem necessárias no nosso planejamento, por motivos diversos em nossa prática. Esse registro do cotidiano pode me ajudar a pensar estratégias para lidar com detalhes que interferem na nossa prática e podem atrapalhar ou contribuir par alcançar os objetivos.
Sendo assim, a partir de hoje preciso tomar a decisão de colocar em prática estes registros para que meu planejamento passe a se tornar ainda mais eficiente e comece a ter um efeito maior.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

TRABALHO PEDAGÓGICO DA EJA

Ao adentrar no meu portfólio de aprendizagens para realizar mais uma postagem, me deparei com um comentário realizado pela professora Rosângela Leffa numa postagem intitulada EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Nesta, ela me fez a seguinte indagação: como pensas que se caracteriza o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino?
Rapidamente, lembrei que havia lido o Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos de Carlos Roberto Jamil Cury. Neste pude pensar um pouco mais sobre o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino.
Sendo assim, recordei-me que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.
Portanto, o papel fundamental da construção curricular para a formação dos educandos desta modalidade de ensino é fornecer subsídios para que se afirmem como sujeitos ativos, críticos, criativos e democráticos.
Assim, a elaboração e implementação da Proposta Pedagógico-Curricular precisa ser dinâmica. A EJA, então, deve ter uma estrutura flexível e ser capaz de contemplar inovações que tenham conteúdos significativos. Nesta perspectiva, há um tempo diferenciado de aprendizagem e não um tempo único para todos. Os limites e possibilidades de cada educando devem ser respeitados.
O docente precisa levar em consideração que seu publico alvo, enquanto jovens e adultos, leva para a sala de aula muitas vezes, o cansaço e a fadiga de um dia inteiro de trabalho. Sendo assim, a flexibilidade curricular deve significar um momento de aproveitamento das experiências diversas que estes alunos trazem consigo como, por exemplo, os modos pelos quais eles trabalham seus tempos e seu cotidiano.
Entretanto, antes de ler este parecer, acreditava que a EJA não se diferenciava dos SUPLETIVOS, e que por isso havia uma pedagogia de ensino muito parecida com esta modalidade de ensino, baseado em polígrafos ou livros das disciplinas, em estudos acelerados de matérias, em repasse de conteúdos pelos professores em aulas presenciais como forma de abranger os conteúdos contidos nas apostilas ou livros, provas como teste destes conhecimentos e comprovação da aprendizagem e etc.
Portanto, mesmo não existindo uma diretriz diferenciada para a EJA, já que esta continua sendo a mesma do ensino fundamental e médio, o diferencial é justamente a postura do professor em direcionar este currículo em sala de aula; aplicar normalmente seus conteúdos ou levar em consideração o perfil de seu publico.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PLANEJAMENTO

Ao realizar a terceira atividade proposta pela Interdisciplina “DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO pude perceber o quanto eu ainda tenho que crescer ao me colocar em processo de planejamento. Ao ler o texto “Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues diagnostiquei que minha maneira atual de trabalho ainda sofre influência de um passado não muito distante que me levou a crer que o planejamento a partir de dados fornecidos por uma sondagem me daria condições suficientes para estabelecer o que é possível alcançarem, dando uma atenção quase que extraordinária ao que eu julgava possível, sem estabelecer referências e buscar intencionalidades. Mas o equivoco maior está em utilizar na sua elaboração, mesmo que de maneira camuflada, puros pensamentos hipotéticos, acreditando que estes ainda podem colaborar com o planejamento, simplesmente por ter sido ensinado desta maneira e praticado por um bom tempo esta concepção. Sendo assim, me desvencilhar desta prática vem sendo uma “luta” contínua; mas acredito que com persistência poderei vencer o meu “inconsciente” que ousa trazer a tona esta velha ação quando me coloco em processo de planejamento.
O planejamento, entretanto, apoiando-me nas concepções desta autora, deve aparecer com caráter de preparação, realização e acompanhamento na medida em que o mesmo deve ajudar a percebermos com clareza “o que vamos fazer” e “para que vamos fazê-lo”; só através dessas consciências o planejamento começa a ter efeito. Sendo assim, precisa-se aprender aliar o “para que” ao “como”, fazendo tais perguntas: Para quê fazer tal projeto; Para que planejá-lo? Para quem? Como organizar este planejamento? E assim por diante. Desta maneira o planejamento para mim passa a adquirir uma conotação de: organizar; definir etapas; melhorar a qualidade da ação; oferecer alternativas; propor uma nova realidade social contribuindo para sua construção, ou seja, com o intuito de fazer com que o público envolvido se sinta valorizado. Esta valorização se dá a partir do momento que questões como: para que e para quem, são integradas em sua estrutura, já que devemos ter esclarecidos a quem serviremos.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Este sétimo semestre, realmente vem me proporcionando inúmeros esclarecimentos. Antes de começar a ler os artigos e textos propostos pela Interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, pensava que a EJA era simplesmente mais um curso acelerado, contendo nas suas entrelinhas os mesmos ideais do conhecido supletivo.
Mas, ao me deparar, mais precisamente, com o Parecer CEB no 11/2000 – “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos”, disposto no texto de Carlos Roberto Jamil Cury, pude ver o quanto sou ignorante ao pensar em EJA.
Entretanto, já estou conseguindo perceber que o atendimento escolar a jovens, adultos e idosos da EJA não se refere somente a uma característica etária, tal qual os cursos de supletivo, mas à diversidade sociocultural de seu público, composto por populações, em privação de "liberdade", com necessidades educativas especiais, indígenas, remanescentes de quilombos, trabalhadores desde muito pequenos, entre outros, que demandam uma educação que considere o tempo, os espaços e a sua cultura.
Desta maneira, estou podendo perceber que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SÉTIMO SEMESTRE

Não é estranho me sentir assim de novo
Tão forte e ao mesmo tempo tão frágil..
Perdido e ao mesmo tempo centrado...
Não é difícil sentir isso de novo, pois não é um sentimento desconhecido...
Pois já vivi em semestres anteriores;
é o anceio, a vontade e o desejo
de que em mais um semestre tudo ocorra bem....
que os crescimentos venham ser para melhor....
Que os obstáculos que ousarem aparecer,
apareçam para me fortalecer!

Seja bem vindo SÉTIMO SEMESTRE,
Que o PEAD/UFRGS continue a despertar em mim
os votos de um tempo repleto de progressos.

A LEITURA, A ESCRITA E A ORALIDADE

Neste novo semestre, o do eixo sete, já estou podendo analisar, questionar e refletir sobre leitura, escrita e oralidade. No momento já construí alguns argumentos; Não sei se ele é totalmente coerente; mas gosto de ousar, e por enquanto a leitura do texto “A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais” escrito por Maria Isabel Dalla Zen e Lole Faviero Trindade, a mim proporcionados pela interdisciplina Linguagem e Educação me fizeram pensar que usar bem a língua não significa necessariamente falar e escrever de modo correto, mas de modo adequado à circunstância. A principal preocupação não deve ser a de seguir as regras, mas a de usar a linguagem adequada à situação e ao objetivo em mente. Isto, porque numa sociedade letrada, não se lê e se escreve apenas, mas principalmente se fala. A valorização social de uma pessoa, atualmente, está intimamente ligada ao seu desempenho escrito, mas também ao oral, pela razão da ampla exposição aos meios de comunicação.
Errada ou não, até o momento formulei estas concepções, mas como todo o ser humano é maleável e está sempre se aperfeiçoando, não estarei isento de reelaborar esta minha compreensão e formular uma outra idéia mais apropriada.

domingo, 28 de junho de 2009

PERCEPÇÕES DO NOVO P.A.

Ao realizar este novo Projeto de aprendizagens estou podendo perceber e notificar o quanto é importante definir na pergunta central o período em que a pesquisa irá percorrer, pois assim, conseguimos obter dados e delimitar melhor o espaço do tempo, bem como, avistar aonde deveremos buscar fontes, com quais pessoas, em quais lugares, de que maneira e em quais condições. Assim, pude entender que no novo projeto de aprendizagens do meu grupo, sendo objeto alvo de nossa pesquisa, a escola Dom José Barêa, quando colocamos na primeira pergunta que desejávamos descobrir quis eram as brincadeiras desenvolvidas pelos alunos e quais delas ainda perduravam nesta escola, descobri através de intervenções, que precisávamos elencar o período em que esta pesquisa iria acontecer, já que a escola Barêa é bastante antiga, tem exatamente 51 anos. Portanto, trata-se de um público grande, e já que, inicialmente, não havíamos feito delimitações de período, de tempo nem de idade, série, ficaria bem difícil atingir estes alunos. Assim, modificando a pergunta para: Ocorreram algumas mudanças na estrutura das brincadeiras/jogos desenvolvidas no recreio e início da aula pelos alunos das séries iniciais nos primeiros 5 anos da escola Baréa (1958 a 1963) em relação aos últimos cinco anos (2005 a 2009)?; ficou mais fácil de atingirmos estes alunos. Porém, com esta nova pergunta construída pelo grupo, acabei percebendo ainda que, quanto às delimitações de espaço e tempo que inserimos na pergunta, é plausível, agora, que mantenhamos apenas a relação de tempo (já que pretendemos realizar uma análise comparativa), mas não precisamos delimitar, nesse momento, os intervalos de tempo, pois isso certamente se modificará à medida que a pesquisa avançar. Assim, deveremos procurar colocar uma delimitação mais abrangente...talvez algo do tipo: antes/depois, antigamente/atualmente.
Realmente, o PA vem fazendo com que muitas descobertas significativas surjam no seu percurso!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

A interdisciplina de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS, em especial, vem me proporcionando um crescimento formidável. Antes de estudá-la eu tinha noções mínimas referentes à inclusão das pessoas com necessidade educativa.
Para dizer a verdade nunca havia tirado um tempo considerável para estudar este assunto, a não ser a recordação de uma experiência que tive com alunos portadores da síndrome de down e autismo, quando prestei um trabalho voluntário por um mês na APAE de Três cachoeiras quando ainda cursava o magistério.
Mas mesmo assim com esta experiência, muito pouco eu fiquei sabendo sobre os direitos legais, sobre o termo inclusão nas escolas de ensino regular. Enfim, para dizer a verdade, sustentava uma idéia, de certo ponto até não inclusiva, acreditando que estas crianças com necessidade educativa especial precisavam freqüentar somente instituições e centros especializados, já que neste lugar haviam pessoas especializadas e capacitadas para estas crianças.
Hoje, através dos estudos que vim realizando por intermédio desta interdisciplina passei a entender que a deficiência é, em primeiro lugar, um problema social e, por isso, a solução desse problema tem de ocorrer dentro da comunidade em que a pessoa vive. A pessoa com uma deficiência mental tem que dispor dos apoios que lhe permitam um posicionamento em condições de igualdade como cidadão na sociedade, apesar de suas deficiências.
Assim, Apoiada na abordagem histórico-cultural (especificamente nas contribuições de Vygotsky), a psicóloga Maria Sylvia Cardoso Carneiro afirma em seu livro que a deficiência em geral é definida pela maneira como a sociedade acolhe o deficiente. Apoiada nesta abordagem histórico-cultural, a autora mostra que, mesmo diante de alterações orgânicas - sejam elas estruturais ou funcionais do sistema nervoso - é na interação em sociedade que o individuo vai se desenvolver, ou não, como deficiente.
Acontece que, durante muito tempo, as pessoas com deficiência eram segregadas e, sem contato social, não tinha o aprendizado das relações de ação e comportamento. Eles eram consideradas “ingênuas”. Porém não podemos julgar as pessoas, temos que considerar também as condições orgânicas da pessoa.
Condições orgânicas não se limitam à genética. São todas as características do ponto de vista biológico, onde a genética aponta possibilidades. O ser humano se constitui na interação dos aspectos biológicos e sociais.
Podemos pensar em condições mais ou menos favoráveis. Quando as condições são desfavoráveis em um aspecto, temos que investir muitíssimo nos outros. A preocupação deve ser sempre com o ponto de partida, com as oportunidades que cada pessoa tem para se desenvolver. O ponto de chegada, poucas vezes é previsível. O ser humano surpreende!” (Maria Sylvia Cardoso Carneiro).
Ainda que a gente não possa excluir questões genéticas no desenvolvimento, temos que levar em consideração que a inteligência e o conhecimento são coisas que se constroem, independentemente do fator genético. Não existe determinismo social (que exclui qualquer fator inato dos seres humanos).
O grande erro é acreditar que exista qualquer tipo de determinismo e que a vida humana pode ser “determinada” exclusivamente por um único dos seus aspectos. Cada aspecto é relevante (genético, cultural, social, econômico), mas nenhum deles, sozinho, leva a uma solução para todas as questões.
Enquanto acreditarmos que só a genética, ou só o social, ou só o econômico, definem a pessoa, vamos continuar a criar monstruosidades conceituais.

terça-feira, 2 de junho de 2009

NOVO Projeto DE Aprendizagem EM AÇÃO!

Novamente estamos podendo neste sexto semestre trabalhar com os Projetos de Aprendizagem. Isto é maravilhoso. Propicia-nos a oportunidade de virmos a nos aprimorar nesta nova idéia de se realizar uma atividade de pesquisa.
Os PAs, por oportunizar a interação entre alunos X alunos e alunos X professor, bem como, a construção do conhecimento, baseado na reflexão do que se pretende alcançar, dos caminhos que já foram alcançados e dos caminhos que ainda faltam percorrer para se chegar a tal objetivo, poderá neste semestre nos indicar o que poderíamos ter feito no projeto passado, que neste atual poderá ser melhor desenvolvido, que meios e caminhos poderíamos ter utilizado no anterior, que neste poderá nos direcionar de uma maneira mais interessante para a obtenção de dados, teorias e resultados que venham fundamentar a prática, quais apropriações tecnológicas poderíamos ter utilizado no antecedente que neste poderá vir facilitar a comunicação entre os integrantes do grupo e as decisões que o mesmo deverá tomar para proceder com o mesmo.
Enfim, retomar e realizar uma sondagem de conhecimentos faz bem, tanto para o aluno, como para o professor, que poderá perceber em que nível os seus alunos se encontram dentro das metas e perspectivas que traçou ao colocar o mesmo em ação, quanto oferecer ao aluno a oportunidade de descobrir aspectos novos que poderão vir a aprimorar os seus conhecimentos referentes ao que vem sendo novamente explorado.

AINDA É POSSÍVEL EDUCAR?

Ao realizar a quarta atividade da Interdisciplina FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO me senti extremamente desafiado. Mas o desafio acabou tornando-se no final, extremamente agradável.
O primeiro desafio que encontrei ao realizar esta atividade foi ter que ler um texto denso, com palavras bastante rebuscadas, com um linguajar extremamente filosófico, com abordagens que propriamente, um filósofo poderia compreender com maior autonomia.
O segundo desafio foi eu persistir na leitura do texto, voltando inúmeras vezes há alguns parágrafos para que pudesse compreender o contexto existente no mesmo.
O terceiro desafio foi eu tentar conseguir dispor todas estas informações num texto, mas principalmente, conseguir ordena-las e organiza-las em meu pensamento.
No entanto, ao final de todos estes desafios, um incrível questionamento pode surgir: Ainda é possível educar?
Esta pergunta me intrigou e muito, mas eu não descansei enquanto não encontrasse resposta para ela. Mas, incansável perseverança me fez compreender a idéia de ADORNO, autor em destaque neste eixo de atividade. Num quadro de perspectivas sombrias Adorno sustenta a esperança na educação – e não na repressão policial, na guerra ou no terror.
A educação para Adorno só se fará possível ainda, ou seja, só terá sentido como educação se for dirigida a auto-reflexão. Sendo assim, uma educação pautada na severidade, somente na disciplina, também é condição propicia para a barbárie.
A educação tem como papel primordial impedir um retorno à barbárie ou de suas manifestações totalitaristas como fascismo e nazismo, entre outras.
Assim, cabe também a educação um papel fundamental para evitar a metástase da barbárie no mundo. Cabe a escola, a universidade: ser agentes da civilização. “O professor é um agente que ajuda a sustentar a civilização”.
Portanto, para Adorno ainda que o conhecimento racional, existente na educação com maior afinco, não dissolve mecanismos inconscientes, ao menos fortalece instâncias de resistência contra os extremismos que levam a barbárie.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

APRENDENDO COM PIAGET

Através da Interdiscplina de Psicologia II, pude me aprofundar mais na epistemologia Genética de Piaget, bem como, nos seus estudos quanto ao desenvolvimento da criança. Sendo assim, se fez possível, ainda, que eu conhecesse melhor o método clínico dele. Entretanto, mesmo lendo e me informando deste método utilizado por ele para avaliar o desenvolvimento da criança ou do adolescente, percebi no momento em que fui pôr em prática este metódo clínico, conforme orientações de testes proporcionados pela Interdisciplina em questão, percebi o quanto ainda tenho a aprender sobre Piaget.
Muitas vezes por termos um alicerce do curso do magistério (NORMAL MÈDIO), podemos cair na bobagem de achar que muito já sabemos sobre o trabalho de Piaget e nos acomodarmos. Entretanto, na aplicação do teste do método clínico de Piaget pude fazer algumas observações bastante relevantes e concluir que tenho muito a conhecer sobre a sua maneira de trabalho. Sem contar que para um professor, como para qualquer outra pessoa, SABER nunca é demais!
Além disso, como professor posso utilizar alguns dos estudos de Piaget, como por exemplo, o método clínico, para saber se o meu aluno pode estar apresentando dificuldade na matemática por exemplo, por não estar conseguindo mentalizar um processo matemático de maneira concreta em sua mente. Assim, o método clínico poderá me ajudar como professor, perceber em qual estádio este aluno se encontra e se de certa forma alguns fatores presentes neste estádio, conforme orientações de Piaget, poderão estar influenciando na aprendizagem deste meu aluno.
Contudo, após nossa aula presencial e revisando mais profundamente os textos disponibilizados pela interdisciplina referente ao método clínico, bem como sobre a epistemologia Genética de Piaget, passei a perceber com mais afinco que Piaget fixava sua análise nas justificativas que as crianças davam ao responder suas indagações. Desta maneira, este método consiste num diálogo com a criança, de forma sistemática, de acordo com o que ela vai respondendo ou fazendo. Em certas situações cumpre uma tarefa, em outras explica algum fenômeno físico ou biológico.
O método clínico, então, passou a ser visto e entendido por mim como sendo uma coleta e análise de dados, onde se acompanha o pensamento da criança, com intervenção sistemática, não necessariamente, onde se acompanha o número de acertos através das respostas obtidas, como tinha valorizado na primeira vez que puz em prática o método clínico. Pelo contrário, através das respostas que as crianças nos fornecem Piaget nos orientou em seus manuscritos que devemos elaborar sempre novas perguntas, para que assim, ao invés de analisarmos a porcentagem de acertos e erros, avaliemos a qualidade e abrangência destas respostas.
Portanto, compreendi agora, que não há resposta certa nem errada. A intenção é avaliar o nível de pensamento da criança. A atitude do entrevistador é flexível, com uma interação adequada com a criança, feita anteriormente, de forma espontânea.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

Lendo a participação de todos os meus colegas, bem como a última participação realizada pela professora Maria Jose no fórum da Interdiscplina EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS no ambiente virtual o ROODA, já no modulo III, quando esta nos indagou sobre o que vem a ser inclusão, construí uma pergunta que ao reler os textos e ao ver as novas participações neste fórum, anunciei desejar e muito, desvendar: A lei ao defender a idéia de que as escolas especiais complementam e não substituem a escola comum, neste sentido, não estaria possibilitando presumir que, primeiro, a escola especial é também um espaço de legitimação da igualdade de oportunidades? Segundo, que alguns alunos apenas nela poderiam estar, ainda que por um dado tempo, em função de demandarem muitas intervenções diferenciadas, para só depois iniciarem a aprendizagem na referida base curricular do ensino regular?
No entanto, para a minha grata surpresa, consegui após algumas semanas de leitura dos textos que a própria disciplina nos forneceu, bem como,através das intervenções dos meus colegas néste fórum dar resposta a estas minhas indagações.
Sendo assim ao reler as participações neste fórum, ao me deparar com as novas postagens e ao ver os textos novamente passei a pensar que as escolas especiais não constituem esse espaço de legitimação de igualdades e oportunidades, pois o direito a igualdade não se configura nas situações em que as diferenciações pela deficiência excluem, restringem e impedem o aluno de ter garantido o acesso ao mesmo ambiente educacional que os demais colegas de sua faixa etária. Toda preparação escolar antecipada em instituições especializadas tem conseqüências na formação social e intelectual dos alunos com e sem deficiência e é geradora de questões intermináveis sobre o que é integração, inserção parcial e condicional de alguns alunos nas escolas comuns, e sobre as diferenças entre essa modalidade de inserção e a inclusão escolar, bem como, sobre a incorporação de todos os alunos na escola comum, sem nenhuma restrição ou preparação prévia.

Desta maneira, eu vejo hoje, da mesma maneira que as leis que regem a educação também vêem que, o ensino especial, deve ser oferecido concomitantemente às aulas que o aluno com deficiência assiste na sua turma de ensino regular e em horário oposto a este. De fato, o atendimento educacional especializado não terá sentido se for anterior ou posterior á freqüência desse aluno ás escolas regulares, porque, se oferecido anteriormente, condiciona-o a uma preparação prévia para ter garantia de um direito que não prevê a restrição e a exclusão escolar como condições anteriores ao acesso ao ensino comum (como é o caso da integração escolar). No caso, de ser oferecido posteriormente, o atendimento educacional especializado deixa de ser garantia da inclusão escolar de alunos com deficiência e confunde-se com práticas dos antigos serviços prestados pela educação especial, nos quais se recebem em classes e escolas especiais os alunos com e sem deficiência que não deram conta das exigências das escolas comuns, ferindo o disposto na Constituição Federal e na Convenção da Guatemala.
Sei que minha opinião, aqui exposta, bem como no fórum desta Interdiscplina pode ser polêmica, principalmente para professores que atuam em escolas especiais, porém esta é a concepção que construí; mas minha intenção não é menosprezar o trabalho realizado por estas escolas, pois todos nós sabemos da importância de proporcionar a estas crianças serviços especializados, porém como tudo na vida, há os seus pós e contras; e foi a interdisciplina que colaborou para que eu discernisse desta maneira até o momento.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO

Através das atividades dois e três da Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA pude refletir e pensar um pouco mais sobre a prática educativa nas escolas. Assim, ao realizar estas atividades percebi que para conseguirmos, como professores e educadores, abordar questões étnicos raciais, necessitamos ter instituído no cerne da escola uma visão, por parte de toda a comunidade escolar, explicitando, também, no PPP da mesma, a intenção de fazer do espaço escola um lugar democrático de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que visam uma sociedade justa. Sendo assim, os envolvidos no processo educativo precisam ver que a escola tem papel preponderante na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista de racionalidade que rege as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para a consolidação e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários.
Mas, tornou-se possível que eu percebesse, ainda, ao aplicar as atividades na minha escola que para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm de desfazer a mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando as relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isso não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de serem inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhes são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.
Através destes dados, dos subsídios teórico e prático, pude então compreender que a escola, além de ser um ambiente propicio para que grupos sociais mantenham um constante diálogo e conflito, sob o desafio do respeito à diversidade, pode ser, também, para a criança negra, por exemplo, o lugar para a sedimentação da sua identidade, cuja construção se inicia no seio familiar; ou ainda, pode vir a ser o palco da construção da identidade negra, fazendo com que estas passem a se reconhecer e a valorizar suas raízes étnicas.
Percebe-se, então, que a escola é o local das descobertas para a criança, e lá que ela aprenderá a conviver ou não com críticas, competições, perdas e realizações. Por isso, os projetos pedagógicos deveriam expressar e dar sentido democrático à diversidade cultural presente no espaço escolar, reconhecendo e valorizando estas culturas e ensinando os educando a respeitarem a cultura do outro.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O PROJETO DE APRENDIZAGEM E A AVALIAÇÃO

No dia 3 de abril, postei no meu portfólio de aprendizagens um texto demonstrando a importância que os Projetos de Aprendizagens tiveram na minha vida como estudante e profissionalmente, como professor. No entanto, ao adentrar no dia 20 de abril, deparei-me com um questionamento/comentário realizado pela professora Eliana Ventorini.
Em umas passagens do seu comentário a mesma disse: “Entendo quando afirmas que muito mais do que avaliar o processo, é necessário reconhecer o esforço, a dedicação, o interesse dos envolvidos. Mas não vejo esses aspectos separados do processo...” e “(...) Então, quando analisamos o "processo", estamos, naturalmente, considerando esses elementos também (esforço, dedicação, interesse, etc.).”.
Sendo assim, passei a refletir sobre estas palavras e percebi que na avaliação formativa nenhum instrumento pode ser descrito como prioritário ou adotado como modelo. A diversidade é que vai possibilitar ao professor obter mais e melhores informações sobre o trabalho em classe.
Assim, os instrumentos devem contemplar também as diferentes características dos estudantes. Deste modo, os instrumentos passam a ser a relevância de uma avaliação, já que, para um aluno se esforçar, se dedicar e se interessar pela matéria ou atividade, conforme descrevi em meus escritos anterior, se faz necessário que o professor vislumbre instrumentos eficazes que venham de encontro aos interesses dos alunos.
Sendo assim, refletindo melhor sobre as minhas palavras descritas no texto anterior a este, percebi que o fator que influenciou a minha aprendizagem foi os vários instrumentos que a interdisciplina utilizou. A mesma realizou atividades de maneira visual, participativa com troca de idéias, com interação professor-aluno e vice e versa.
Contudo, devido à utilização destes vários instrumentos, sem contar o: fórum, pbwiki, MSN, e etc, a avaliação, também, deveria contemplar estes vários instrumentos. Sendo assim, focar-me somente no esforço, dedicação, interesse, conforme delineei anteriormente, não estaria fazendo com que a totalidade do processo de aprendizagem fosse atingida, ou seja, estariam sendo focados, somente alguns fatores mais isolados que num todo, integrariam o processo da avaliação.
Porém, ainda assim acredito que a avaliação não necessita ser tão formal, ou seja, a preocupação do professor não deve ser com roteiros pré-estabelecidos, sua preocupação deve estar direcionada para os registros de aspectos consistentes a respeito do aproveitamento do aluno em torno das áreas trabalhadas, evidenciando os avanços, apontando aspectos, tais como: Áreas do conhecimento que foram trabalhadas; Avanços evidenciados em cada área; Aspectos que precisam ser mais bem desenvolvidos; Sugestões de melhoria; Aspectos do domínio afetivo que foram trabalhados; e etc... Em todos estes fatores existem os processos. Neles, além do esforço, dedicação, interesse, existem outros processos, tais como: a apropriação ( no caso do PA, até tecnológica), reconstrução do saber, entre outros, que também necessitam ser levados em conta para que a atividade possa ser visualizada num tudo.
Afinal, todos nós sabemos que a avaliação não é somente para quem recebe mas para quem faz, ou seja, a cada etapa do processo avaliativo o professor ao eleger alguns aspectos e objetivos para analisar, ao sistematizar essas etapas, ao final terá uma visão geral de como foi a atividade realizada e o seu real significado e importância para os alunos.

sábado, 18 de abril de 2009

TEMÁTICA RELATIVA A ÉTICA

Ao realizar a terceira atividade postada pela Interdisciplina Filosofia da Educação procurei refletir sobre ética; a ética relacionando com a minha pessoa, ou seja, busquei construir uma concepção que pudesse ser mais palpável, ou seja, que estivesse inteiramente relacionada com as minhas ações. Desta forma formulei, em breves palavras, a concepção de que ÉTICA na minha vida é agir direito, proceder bem, sem prejudicar os outros. É ser altruísta, é estar tranqüilo com a consciência pessoal. "É cumprir com os valores da sociedade em que vive, ou seja, onde mora, trabalha, estuda etc." Ética é tudo que envolve integridade, é ser honesto em qualquer situação, é ter coragem para assumir seus erros e decisões, ser tolerante e flexível, é ser humilde. Todo ser ético reflete sobre suas ações, pensa se fez o bem ou o mal para o seu próximo. É ter consciência "limpa".
Sendo assim, esta atividade serviu para que eu percebesse que especificamente ética parece ser absolutamente fundamental. Porém, os costumes mudam e o que ontem era considerado errado hoje pode ser aceito, ou seja, ser ético, depende de para quem essa ética esta dirigida. Ao longo da historia existem diversas situações que num determinado momento foram éticas e que em outro momento deixaram de ser absolutamente éticas.
Contudo, passei a compreender que a ética estabelece um compromisso entre seres humanos, pois utiliza a essência interior, ou seja, utiliza sua formação de caráter para determinar suas características. Desta forma, a ética é construída com base naquilo que é necessário e/ou exigido pelo homem colocando-o a frente de seus próprios limites morais.
Então, apesar de alguns conflitos, a ética auxilia a boa vivência do homem perante a sociedade ajudando este a se comportar de forma correta em face de outras pessoas e ainda a formular suas próprias idéias fundamentais sem que se corrompa posteriormente, tornando-se assim um cidadão de idéias firmadas na moral, nos bons costumes e na dignidade.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS

A partir da segunda atividade postada pela Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA comecei a me questionar sobre a importância dos temas transversais.
A atividade em si nada tem haver com este tema, porém, na medida em que fui motivado a construir uns planos de aula para serem aplicados numa turma, comecei a rever minhas ações práticas. Será que eu já havia abordado este tema com os meus alunos? Neste plano de aula houve uma exploração eficiente e progressora?
Entretanto, pude perceber que minhas aulas foram bastante superficiais, em especial quando se tratou de assuntos raciais. Porém, pude tomar conhecimento na minha escola de que muitas questões sociais podem ser eleitas como temas Transversais, uma vez que os princípios que os norteiam seja a construção da cidadania e a democracia. Nesse sentido, eu como professor, a partir de agora devo prestar atenção em eleger como Temas Transversais questões que se apresentam como obstáculos para a concretização da plenitude da cidadania, na medida em que afrontam a dignidade da pessoa humana e deterioram sua qualidade de vida. Assim, penso atualmente que o trabalho a ser realizado em torno da Ética deve organizar-se de forma a possibilitar que os alunos não só sejam capazes de compreender o conceito de justiça baseado na eqüidade e de sensibilizar-se pela necessidade da construção de uma sociedade justa, mas de adotar atitudes de respeito às diferenças, de solidariedade, de cooperação e de repudio as injustiças e discriminações. Espera-se também que a partir desta minha mudança de paradigma, os alunos, também passem a compreender a vida escolar como participação no espaço público, utilizando e aplicando os conhecimentos adquiridos na construção de uma sociedade democrática e solidária, que valorizem o dialogo como forma de esclarecer conflitos e tomar decisões coletivas e, ainda, que construam uma imagem positiva de si.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

PROJETO DE APRENDIZAGEM

Ao realizar a segunda atividade proposta pela interdisciplina Seminário Integrador, no eixo IV, passei a modificar algumas concepções que tinha de avaliação. Durante a avaliação do projeto de aprendizagem que tive de realizar em forma de relatório, de um grupo de estudantes da UFRGS, vários critérios passaram a ser observados com ajuda da própria interdisciplina que disponibilizou um tutorial; Desde a concepção, o processo, as adequações, as participações dos integrantes dos grupos, as mudanças ocorridas no decorrer da atividade até a execução final/parcial.
Assim sendo, passei a refletir que quando vamos avaliar um aluno em nossa de aula, muito mais do que avaliar o processo na aprendizagem do mesmo com suas evoluções ( na qual tinha como critério maior) necessitamos reconhecer, também, o esforço dos mesmos, a dedicação, o interesse e a sintonia com a atividade. Pois, se não há afinco na realização do mesmo a aprendizagem se tornará algo temporário que logo poderá cair no esquecimento. Portanto, somente perceber a evolução do aluno nos conceitos não se faz suficiente. É importante que o profissional de educação perceba a qualidade do aluno ao executar as atividades, de certo modo, igual ou mais muito importante do que ver se este aprendeu o conteúdo. Falo isto, porque se a atividade se tornar interessante para o aluno, este dificilmente irá esquecer, e consequentemente, a aprendizagem passará a ter um caráter mais concreto na vida do aluno, da mesma forma, que acredito que o Projeto de Aprendizagem passou a ter na minha vida estudantil. Penso que a partir desta atividade aprendi um pouco mais a realizar uma pesquisa de maneira significativa. Mas muito mais do que isto; Aprendi o quanto é importante pesquisar algo do nosso interesse e que temos curiosidade em conhecer.
Pode ser, por exemplo, que a minha aprendizagem, no olhar dos coordenadores desta atividade, não tenha sido tão proveitosa. Mas ouso dizer, que se para mim, o significado foi muito maior do que uma abstração completa de objetivos, o importante teria sido eu ter modificado a concepção de pesquisa. E simplesmente por esse fator, o projeto de aprendizagens já teria se tornado tão relevante na minha vida como estudante, por isso a aprendizagem seria significativa. Por isso, penso que numa avaliação, este fator deveria ser levado em consideração; e muitas vezes eu não valorizei este fato como deveria, pois observando o produto final, meus objetivos maiores não haviam sido alcançados com “totalidade”.

sexta-feira, 27 de março de 2009

NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS

Mais um semestre se iniciou e parece que muitas surpresas irão aparecer. Na interdisciplina de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS fomos convidados a construirmos um Dossiê de inclusão, na qual devemos relatar nossas experiências com pessoas contendo necessidades especiais. Neste trabalho estou podendo retomar a convivência que obtive com estas pessoas e as aprendizagens que obtive através dos mesmos.
Durante um mês, realizei um trabalho voluntário na APAE situada no município de Três Cachoeiras. Através desta experiência pude relembrar que estes agiam como qualquer um de nós, mesmo com suas limitações, estes também queriam poder se sentir importantes, com pessoas que os escutassem, que os olhassem como pessoas normais. Quando dávamos a eles atenção, estes faziam de tudo pra corresponder a altura, procurando falar de acordo com a pergunta. Mas também, quando não estavam a fim de conversar, escapavam das indagações como qualquer outra pessoa.
Dialogando com os mesmos, estes falavam dos seus programas de televisão preferidos, do jogo da copa do Brasil em que seu time estava bem colocado, da roupa em que certa atriz estava usando e que elas copiavam ou queriam copiar. Enfim, estes também conseguiam acompanhar do seu jeito o que estava acontecendo a sua volta, e mesmo com algumas dificuldades de dicção, de concentração e etc, estes, também gostavam de expor o que viam.
Assim, só pude reforçar a idéia de que devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são. Pois afinal, com deficiência ou não, estes continuam sendo seres humanos como nós, ou seja, são seres humanos, dotado de inteligência e com sentimentos incutidos em seu interior, assim como qualquer outra pessoa dita “normal”.