terça-feira, 30 de outubro de 2007

Através da Interdisciplina de Literatura Infantil, pude reavaliar minha prática pedagógica e observar a minha forma e maneira de agir, entorno, da disciplina de literatura infantil. Assim sendo, percebi, a partir de minha experiência docente, que trabalhar com os contos de fadas, além de me proporcionar um crescimento profissional, tem colaborado para a promoção de momentos lúdicos junto aos alunos, aonde posso desenvolver a imaginação e a criatividade destes e “atos de reflexão”.
Pude observar diferentes reações de acordo com a faixa etária das crianças. No entanto, todas procuram construir assimilações com experiências pessoais, familiares, estudantis, etc.
Como docente, acredito que cada experiência com os contos de fadas, tem me instigado para a obtenção de um dinamismo maior. Assim sendo, percebo a necessidade de escolher histórias que venham desenvolver a imaginação dos mesmos, de forma lúdica e prazerosa.
Desta forma, sinto que a entonação da voz, o uso dos figurinos, fantoches e outros instrumentos, são condições fundamentais para que se alcance o encantamento e o fascínio ao escutar um conto de fadas.
Não obstante, percebo que devemos ter cuidado na preparação da roda de leitura e do conto. Afirmo isto, por que antes de o professor contar uma história infantil, deve saber como conduzi-la e direciona-la, bem como, estar preparado para possíveis indagações que venham a surgir dos alunos.
Neste contexto, na medida em que desenvolvo e trabalho com os contos de fadas na sala de aula, sinto a necessidade de ser fiel a obra do autor, caso este não me agrade, posso recorrer a uma infinidade de outros contos de fadas, mas sempre com a certeza de que a escrita da obra não irá será violada.
Ao realizar as atividades da sexta e sétima semana da Interdisciplina música na escola, pude resgatar toda a arte musical de minha comunidade. E muito mais do que isso, perceber a luta desses músicos para manifestar a sua arte.
É encantador avistar toda a perseverança desses músicos, já que não é tarefa fácil continuar insistindo neste trabalho, já que os músicos locais possuem pouco incentivo da população e da comunidade em que residem.
Existe um conhecidíssimo ditado popular que diz: “Santo de casa não faz milagre”. E realmente, esta frase tão pronunciada, procede. Existem poucos espaços e oportunidades para estes talentos regionais. Dificilmente, os mesmos encontram meios disponíveis para exercerem e praticarem a sua arte.
Além disto, eles não conseguem atrair um público excessivo de residentes. Estes, por serem conhecidos por grande parte das pessoas da comunidade, e por não terem seus trabalhos divulgados na mídia ou sistemas de comunicação, em geral, acabam sendo taxados como limitados, diante de uma vasta opção fonográfica que apresenta profissionais dos mais diversos níveis.
Desta forma, acredito que os nossos sistemas de ensino necessitam valorizar estes artistas regionais, fazendo com que os alunos possam conhecer todo o trabalho e dedicação destes artistas.
Diante desta situação, fico imaginando as histórias que estes músicos têm para contar e narrar aos nossos educandos. Quantas mensagens de ousadia, firmeza e testemunhos de vida podem ser repassados e trabalhados, de maneira concreta e sólida.
Não obstante, nossos centros de educação, necessitam divulgar a arte em suas mais diversas modalidades e instigar nossos alunos a vivência-la. Arte é vida, é encanto, beleza. Ela nos faz saborear os menores e, aparentemente, insignificantes instantes, pois ela inspira-nos a deixarmos com que o nosso “eu”, flua, e colabora para que os nossos desejos, anseios, receios... Sejam trabalhados, de forma muito mais dinâmica e atrativa.

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Ao realizar a primeira atividade da Interdisciplina Ludicidade e Educação, pude refletir sobre algo que jamais havia questionado ou refletido, antes. Assuntos simples como a ato de brincar e de jogar, mas que cotidianamente, passam despercebidos aos nossos olhares e percepções.
Não havia, em nenhum instante de minha existência, parado para matutar sobre o que pode ser considerado uma brincadeira e um jogo. Intrigante isto, mas não foi fácil eu defini-lo. Consegui caracteriza-los a partir do momento em que considerei que para serem vistos como tal, necessitam estar isentos de obrigatoriedade, exigências e determinações.
Sendo assim, para a criança o seu trabalho é o brinquedo. E este sente prazer ao vivenciá-lo e concretiza-lo, caso contrário, estes atos não seriam lúdicos.
Ao deparar-me com a segunda atividade, fiquei vislumbrado com o propósito da mesma. Em primeiro lugar, por que este me proporcionou liberdade de destacar o que mais me chamou atenção no vídeo.
Este não me conduziu a relatar as compreensões, seguindo uma só vertente e um mesmo caminho. Senti-me inteiramente aberto para expor minhas análises, argumentações, idéias, pontos de vista. Isto é maravilhoso e prazeroso, por que não, lúdico?
Deste modo, considerei proeminente destacar a primeira questão construída pela Interdisciplina Ludicidade e Educação. A mesma indagou o seguinte tema: Por que uma experiência marcada pela ludicidade pode ser muito significativa para o sujeito que brinca?
Não obstante, não consegui relatar este assunto sem citar ou apresentar pontos referentes às outras três perguntas.
Contudo, consegui compreender que a ludicidade, portanto, tem como característica o que nos conecta com o mundo, nos trazendo através dela, importância e significado.
O brincar, conseqüentemente, é um dos instrumentos sociais mais caros, pois a ludicidade pode produzir sucesso escolar, inclusão social, desenvoltura, tudo sobre o aspecto do brincar, além de poder fornecer maior prazer no ato de educar, quando esta, se encontra numa perspectiva lúdica.

Através das atividades propostas pela Interdisciplina de Artes visuais, procurei reformular os conceitos que obtinha sobre a mesma. Certamente, os conhecimentos que possuía, eram mínimos, quase que insignificantes. Com certeza um professor admitir isto é “ESPANTOSO”. Porém, o seria mais ainda, se não obtivesse o desejo e a vontade de crescer e de conhecer o quase “desconhecido”.
Entretanto, vivenciando cada uma das etapas desta Interdisciplina, consegui compreender que a área das artes visuais é extremamente ampla. Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma.
Sendo assim, o quão é maravilhoso poder saber que tudo que mexe com a nossa visão, quer seja positivo ou negativamente, dependendo da sua interpretação ou compreensão, está ligada a arte visual. Sim. A arte que, normalmente, lida com a visão. E este, é o seu meio principal de apreciação.
Uma pintura, uma gravura, um desenho, uma escultura, uma arquitetura, uma decoração, uma paisagem. Enfim, quantos caminhos maravilhosos a arte nos proporciona, quer seja de análise e observação, bem como, de prática profissional junto aos alunos e educandos.
Vejamos a maravilha e a riqueza contida num trabalho aonde os alunos podem realizar atividades através do estudo de imagens. Quantos conhecimentos, percepções, idéias, interpretações e intuições poderão surgir. São inúmeras as imagens que podem ser discutidas e analisadas, pois vivemos em uma sociedade em que a publicidade e o marketing ocupam um espaço enorme nas ruas, avenidas, assim como, nos lares, através das propagandas televisivas.
As imagens podem nos conectar com o mundo e nos fazer “abrir” a mente para a realidade. E não é isto que desejamos desenvolver e aplicar em nossas escolas? Deste modo, temos nas artes visuais um caminho estrondoso para o conhecimento significativo, já que este é globalizado, ou seja, inteiramente voltado para a nossa realidade de vida, independentemente da região ou cidade em que habitamos.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Através da atividade do Inventário Criativo, proposto pela Interdisciplina de Teatro e Educação, pude perceber o quão o teatro pode colaborar com a didática de ensino do professor. Este coopera para construção de um ambiente mais participativo e dinâmico.
É comovente ver os alunos interagindo uns com os outros. No entanto, muitas vezes o profissional de educação não encontra caminhos que proporcione o desenvolvimento destas competências.
Porém, pude averiguar que o teatro é uma vertente fantástica de interação, já que a mesma está diretamente relacionado ao jogo e às interações humanas.
A percepção deste fato se deu a partir do momento em que vi, na aula prática construída para realizar a atividade única desta Interdisciplina, o sorriso estampado no rosto de cada criança. Eles demonstravam o desejo de fazer com que os seus colegas compreendessem o que estavam fazendo.
Tamanho era o entusiasmo, que alguns grupos pediam para receber mais tempo para pensar, já que estes tinham muitas idéias. Não obstante, refletindo melhor sobre o que iriam apresentar para os seus colegas, possibilitaria a participação, de maneira mais significativa, de todos os integrantes do grupo.
No entanto, o que realmente me encantou, foi à nitidez das suas expressões. Era tudo muito transparente. Os alunos se preocuparam com cada detalhe: as expressões faciais, os objetos a serem utilizados, as dimensões do espaço e a distribuição dos personagens no mesmo, e etc.
Isto, não era uma preocupação com a perfeição do trabalho do grupo, somente, existia um aspecto humano que os impulsionava a querer fazer com que os colegas compreendessem o propósito de suas ações.
Realmente, o preocupar-se com o outro é um fator que as escolas almejam trabalhar com os seus alunos, nem que seja aleatoriamente em suas matérias. Porém, no teatro existe uma possibilidade do mesmo ser desenvolvido, sem ao menos necessitar criar grandes discursos ou um profundo planejamento de aula, já que ele está presente em seu cerne.
Não existe teatro sem o outro. Pois se não há para quem fazê-lo, perde-se a motivação. No entanto, se não tem quem o valorize e demonstre querer apreciá-lo, não haverá incentivo para a sua prática. E consequentemente, se não há preocupação com o agir, comportar, demonstrar e atuar, de forma que o sujeito que o assiste, lhe compreenda, não há beleza e verdade no atuar.
Estes aspectos conjugados a realidade de vida social e familiar, constrói seres mais afetuosos, cordiais, calorosos, dinâmicos e ativos. E não é isto que todo o profissional de educação deseja e sonha para os seus alunos? Então, por que não fazer teatro nas escolas?

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Através da proposta do Seminário Integrador III, poder ter tido a oportunidade de assistir o filme “Onze homens e uma sentença”, bem como, de haver disponibilizado a possibilidade de trocar idéias com os colegas, foi magnífico.
Acredito que estamos numa fase de transição, na educação e na sociedade de modo geral. Isto porque, atualmente, existe uma relação mais democrática, aonde se há a possibilidade de conversar, de ter diálogo, de conseguir compreender o mundo do outro sem necessitar perder as “verdades” e “concepções” próprias.
Sendo assim, todas as contribuições de idéias realizadas pelos meus colegas após assistirmos ao filme, como também, durante a participação nos fóruns do ambiente virtual do curso, contribuiu para que eu construísse o meu próprio conhecimento.
Esta minha “argumentação” está baseada nas “evidências” que surgiram após estes momentos prazerosos de aprendizagem. Certamente, não conseguiria compreender com tamanha profundidade o significado de evidência e argumentação, sem que a discussão das concepções entorno das mesmas, ocorressem.
Contudo, reconhecendo a importância de uma argumentação bem fundamentada e estruturada, a ponto de conseguir convencer, ou simplesmente, colocar em dúvida uma evidência ou situação que já se tinha como definida; ouso ressaltar que: “nesta fase de transição que estamos presenciando, é preciso reconstruir os saberes da escola, fazer uma educação antropológica, que forme seres humanos e menos técnicos. E isso passa essencialmente pelas relações interpessoais, onde o diálogo é o grande portal que abrirá de fato, uma nova dimensão para a educação”.
Por isso, desejo manifestar todo o meu contentamento para com esta atividade construída pelo Seminário Integrador III, e ao mesmo tempo, saudar os responsáveis pela elaboração da mesma com os meus modestos e humildes PARABÉNS!
Em nosso 3ª encontro presencial tomamos conhecimento da Interdisciplina de Teatro na Educação, através da orientação da professora ROSSANA PERDOMINI DELLA COSTA.
Acredito que esta aula foi responsável pela desmistificação de muitos conceitos relacionados à arte do teatro. Durante a condução das atividades, pude perceber que muitas dinâmicas que vinha realizando em minha escola, era teatro.
Esta conclusão veio a surgir devido ao desenvolvimento da arte corporal, abrangendo a expressão facial, demonstrada pela professora através de suas técnicas, nesta aula. Sendo assim, construí a idéia de que teatro não é simplesmente decorar falas de personagens e encená-las. A mesma desenvolve uma conjuntura de aspectos físicos e emocionais.
Simples atos no olhar, no andar e no agir, transmitem mensagens e constroem significados. Este desenvolve a imaginação, a atenção, a criatividade e o desprendimento, pois para se desenvolver a arte do teatro não se necessita de cenários com ambientes e objetos requintados. O ser humano possuí por natureza, a racionalidade, e ela é capaz de fazer-nos imaginar e construir situações, que no concreto, não se vê, nem se sente, mas se compreende pela arte teatr
al.


Em nossa segunda aula presencial conhecemos o professor Elder Siqueira da Interdisciplina Ludicidade e Educação, como também, a professora Leda Maffiolleti da Interdisciplina Música na Escola.
O representante da primeira Interdisciplina fez com que eu percebesse o quanto é importante à brincadeira e os jogos para as crianças, já que estas desenvolvem a imaginação e a fantasia, desdobram desejos, aspirações e anseios.
Não obstante, atuando com afinco e dedicação nesta primeira proposta de aula, senti-me envolvido por um “espírito” de descontração e entretenimento, aonde fluía, em mim, a vontade de poder interagir com os colegas e comigo mesmo.
Este fato colaborou para que eu definisse que o brincar e o jogar necessitam estar conjugado a um caráter lúdico, em que a criança necessita ser dona do seu tempo, dos seus atos, sem que haja um caráter competitivo ou determinante, que imponha este indivíduo a brincar ou a jogar.
Neste contexto, compreendi que estas atividades lúdicas possuem o seu “clímax”, ou seja, disponibilizam o seu auge, sendo que, ultrapassando o seu momento de prazer, distração, gozo e deleite, perde-se o seu encanto e atrativo, assim sendo, se oculta a ludicidade.
Em seguida tivemos um primeiro contato com a Interdisciplina de Música na Escola. Admito que questionei muito sobre esta disciplina no curso de Pedagogia, não conseguia encontrar nesta abordagem um fator que realçasse a importância da mesma. No entanto, quando se iniciaram as atividades práticas minhas concepções começaram a ganhar “corpo”, e consequentemente, meus julgamentos, em relação a ela puseram-se a modificar.
Neste encontro presencial, a professora da Interdisciplina “Música na Escola”, me convenceu de que todos nós temos capacidades inatas para fazermos música. Porém, para que estas habilidades possam brotar, necessitamos dar tom e ritmo as palavras. Estas, não exigem de nós grandes desprendimentos, já que situações, aparentemente “banais”, tais como demonstrações de alívio, susto, surpresa, cansaço, alegria, entre outros, nos conduzem a musicalidade. Pensando assim, todos nós somos capazes de fazer música, pois trazemos esta “arte” impregnada dentro de nossa constituição como homens e mulheres. Quem nunca reproduziu um “UFA”, quando se sentiu aliviado por algo? Ou simplesmente, proferiu um “Ai”, quando machucou algum membro do seu corpo?
Estas expressões, sempre estão carregadas de uma sustentação vocal maior do que as palavras ditas continuamente por nós. Assim sendo, com certeza somos capazes de darmos um ritmo e um tom mais apropriado para letras, frases, poesias, pensamentos, reflexões, basta que usemos a nossa criatividade e coloquemos à prova todas as nossas condições vocais, pois nascemos para a superação.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Minha primeira aula presencial ficou marcada por reencontros e muita expectativa. Foi motivo de muita alegria e satisfação poder reencontrar uma das nossas primeiras tutoras do Seminário Integrador I, a professora Maximira, atualmente ela está no comando da Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem. Junto dela, conheci a professora Ana Cláudia, responsável pela Interdisciplina de Artes Visuais.
Já no primeiro contato com a Interdisciplina de artes Visuais, pude perceber o quanto o profissional de educação possuí uma visão errônea entorno da mesma. Podemos perceber este fato na construção dos Currículos escolares. Estes não colocam a disciplina como uma área do conhecimento, pelo contrário, deixam-na exposta a preenchimentos de atividades, ou seja, a consideram de caráter transversal.
No entanto, se deu para perceber que a disciplina de ARTE é fundamental para se desenvolver a imaginação dos alunos, bem como, para aprimorar a criticidade, ampliar as capacidades de questionamento, análise, reflexão, etc.
Também nesta aula, pude recordar o quão eram especiais os momentos em que parava para ouvir minhas professoras contar histórias. Pude lembrar dos meus clássicos infantis preferidos. Quantas vezes me peguei sonhando ser um Peter Pan? Desejei xingar o Lobo mau por querer enganar a Chapeuzinho vermelho? Até mesmo, de ajudar Cinderela a realizar o seu sonho de encontrar o seu príncipe encantado?
Realmente, o contato inicial que obtive para com a Interdiciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, foi espetacular. Pude perceber nesta aula que, no íntimo, eu acredito até que muitas “carências” presentes nos adultos, se observadas com acuidade, originam-se de vazios gerados pelas “histórias” não contadas. Isto porque, convenhamos, há um aspecto que é extremamente importante na formação do indivíduo: o fato de que a capacidade imaginativa de uma criatura desenvolve-se a partir das fantasias da infância. Tanto isto é verdade que a Psicanálise acabou “adotando” este ritual. Ou seja: ao longo do penoso processo terapêutico, nós somos incentivados a “recontar” as “histórias”. Mas, cá entre nós: como isso dói no adulto.