segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PLANO INDIVIDUAL DE ESTUDOS

No 4ª semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS fui conduzido pela Interdisciplina do Seminário Integrador IV a construir o Plano Individual de Estudos. Neste, especifiquei os meus maiores objetivos de vida como, estudante, professor, colega e pessoa.
Sendo assim, ao me esforçar para me realizar tanto profissionalmente, como particularmente, bem como em minhas interações sociais, senti que alguns dos meus objetivos exemplificados no PIE, vinham sendo alcançados parcialmente, e até mesmo, integralmente, dentro de situações específicas.
Quando objetivei “Compreender as ferramentas tecnológicas utilizadas por este curso, tornando os trabalhos mais completos e preenchidos, bem como, melhor estruturados”, imaginei que este seria concretizado no final do curso, quando ao realizar uma sondagem, veria o quanto aprendi e o quanto me superei. No entanto, este objetivo pode e vem se realizando a cada semestre vivenciado. Deste modo, através de uma interação virtual com uma tutora, ao receber as instruções para uma atividade em grupo busquei compreender com maior precisão o programa que esta interdisciplina havia escolhido. Porém, além de passar a conhecer esta ferramenta, ousei construir um tutorial para os meus colegas, explicando como utilizar algumas possibilidades presentes na mesma.
Assim, parcialmente, também, concretizei um dos objetivos que norteia a idéia de “Aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos neste curso em minha prática pedagógica, qualificando a execução dos conteúdos escolares”. Mas, além de eu poder utilizar esta ferramenta exigida por uma das Interdisciplinas do V semestre deste curso, eu proporcionei possibilidades de outras pessoas (colegas) aprenderem a utilizá-la e consequentemente, poderem aplicá-la em sua prática pedagógica. Contudo, além de eu poder futuramente utilizar esta ferramenta em minha sala de aula, eu transferi esta possibilidade para meus colegas de curso, ampliando o foco particular, anteriormente, determinado neste objetivo.
Mas, neste V semestre os objetivos que mais se destacaram foram: “Desfrutar de aprendizagens obtidas neste curso em meu entorno social, respeitando as individualidades de cada um, mas sem me desfazer das opiniões pessoais”; e “Conscientizar-se, através de estudos proferidos por este curso, do valor de cada indivíduo e sua importância na família, na comunidade e na escola”. Literalmente, estes objetivos se fizeram presentes em todo o desenrolar deste V semestre. No entanto, procurar concretizá-lo não foi uma tarefa muito fácil. Pelo contrário, exigiu de mim, bastante desprendimento, bem como, muita paciência e determinação.
Através da proposta de trabalhos em grupo em Três Interdisciplinas do Eixo V, tive que aprender a observar a realidade dos colegas; Suas cargas horárias, suas dificuldades para a compreensão das atividades, conforme, também, nós somos conduzidos a fazermos em nossas salas de aula (postagem do dia 17 setembro).
Deste modo, utilizei estas situações para colocar-me no lugar do outro, tentando compreender as dúvidas que possuíam bem como as suas limitações, valorizando os seus esforços, dedicação e interesse.
Realmente, este semestre fez com que eu exercitasse as possibilidades de se lidar com as diferenças. De maneira que eu conseguisse compreender, em meio a limitações particulares, as limitações, também, contidas em cada ser humano. Não obstante, colaborou para que eu exercite meu senso de valor, aonde pudesse estar vivenciando, mais, concretamente, as possibilidades de poder perceber as qualidades existentes em cada ser, bem como, os esforços que estes realizam para desempenharem o seu papel, mesmo diante de suas limitações. Pois afinal de contas, eu também não sou um ser perfeito por natureza.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

APROPRIAÇÃO TECNOLÓGICA

O quinto semestre no curso de Licenciatura em Pedagogia na UFRGs, vem sendo de extremo crescimento e ousadia. Há mais ou menos 2 anos atrás considerava-me impotente frente aos avanços tecnológicos. Conhecia poucos programas e ferramentas disponíveis no mundo da informática.
Perante esta realidade, jamais imaginava poder algum dia estar escrevendo e digitando um tutorial para auxiliar na apropriação de um programa. Eis que este dia chegou. Na noite do dia 17 de Outubro, elaborei um tutorial exemplificando os caminhos que deveriam ser traçados para que se fizesse possível à construção coletiva de um mapa conceitual no Cmap Tolls.
No decorrer da descrição, ficava surpreendido com a capacidade que venho adiquirindo no curso do PEAD. Parecia algo tão distante, fora do comum, inapropriável para mim. No entanto, após dois anos de curso, estou digitando um tutorial para a utilização de um programa em plena era digital.
Esta situação só me levou a acreditar que o ser humano está em constante evolução e que este possuí condições infinitas de superação, basta que ele saiba se colocar a disposição das oportunidades e abraça-las com entusiasmo e dedicação.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

PROJETOS DE APRENDIZAGEM

Muitos desafios vem proporcionando este V semestre na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. São trabalhos em grupo, pesquisas em equipe e apresentações grupais como a proposta dos projetos de aprendizagem, construído pelo SEMINÁRIO INTEGRADOR V. Aparentemente, isto é favorável. E com certeza o é, pois todos nós sabemos da eficácia e da importância de desenvolvermos trabalhos em grupo nas nossas escolas.
No entanto, ao se tratar de curso a distância, esta situação recebe inúmeras possibilidades. Uma destas possibilidades é a interação dos colegas por meio de chats, e-mails e etc, uma outra, é a pesquisa individualizada que após pode ser compartilhada para o grupo com o propósito de estes acrescentarem, retirarem o que não consideram favorável e aprimorá-los segundo os critérios da maioria. Outra possibilidade é o surgimento de um líder, que encabeçará o grupo, organizando, propondo questionamentos, indagando, e possibilitando a primeira possibilidade e assim por diante.
Porém, para o aluno que encabeça a atividade não é nada fácil, pois este se angustia quando vê a demora do grupo no retorno de produções, conclusões, pensamentos, idéias, argumentos e etc. Certamente, este não pode realizar a atividade individualmente, porque esta não é a proposta contida na atividade grupal. Desta forma, resta-lhe paciência, persistência e uma avaliação adequada da situação.
O líder necessita observar a realidade dos colegas. Suas cargas horárias, suas disponibilidades, suas dificuldades para a compreensão da atividade, conforme, também, nós somos conduzidos a fazermos em nossas salas de aula com os alunos.
Assim sendo, como diz Maturana (2001, p. 43) no texto TRANSFORMAÇÕES NA CONVIVÊNCIA SEGUNDO MATURANA, escrito por Luciane M. Corte Real, proporcionado pela Interdisciplina Psicologia da vida adulta “(...) qualquer relação social depende de assumirmos as capacidades do outro envolvido nessa relação, e, se isso não ocorrer, essa relação deixará de ser social (...)”. Deste modo, o líder, sendo educador, poderá encontrar uma oportunidade para colocar-se no lugar do educando, tentando compreender as dúvidas que seus aluno também constroem em suas aulas, a fim de poder aperfeiçoar o fornecimento das respostas de que os alunos estão necessitando e que estão preparados para ouvir, já que “ (...) diferentes verdades existem, como tantos sujeitos existem, e devem ser respeitadas.“.
Mas, para o aluno que é incumbido de encaminhar o grupo, situações como estas se tornam extremamente assombradoras. Necessita-se, então, de um “equilíbrio” emocional, ainda mais quando este costuma não ficar adiando o que se tem para fazer.
Realmente, este semestre poderá fazer com que eu aprenda a lidar com as diferenças. De maneira que eu aceite as limitações contidas em cada ser humano. Não obstante, poderá colaborar para que eu exercite meu senso de valor, aonde poderei estar vivenciando, mais, concretamente, as possibilidades de poder perceber as qualidades existentes em cada ser, bem como, os esforços que estes realizam para desempenharem o seu papel, mesmo diante de suas limitações. Pois afinal de contas, eu também não sou um ser perfeito por natureza.

MINHA ORGANIZAÇÃO DO TEMPO

Este semestre vem sendo extremamente desafiante, principalmente, porque, estou trabalhando 9 horas e 30 minutos por dia, de segunda a sábado. Ao chegar em casa necessito recuperar as minhas energias e definir meu foco.
O foco acaba sendo o sonho, o desejo, o anseio de concretizar os meus estudos na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. No entanto, não quero, somente, receber um “canudo” da universidade, nem ter um diploma certificando que realizei a minha graduação na UFRGS.
Almejo muito mais do que isso. Quero ter a certeza que no final do percurso, contando, também, com a concretização deste 5ª semestre, irei ter aproveitado todas as propostas de ensino disponibilizadas pela mesma. Desejo ter a convicção que dei o meu máximo em cada Interdisciplina, que procurei compreendê-las de maneira significativa, sempre buscando aplicá-la ou, simplesmente, relacioná-la com a vida, nos seus mais diversos âmbitos (pessoal, social, político, econômico e etc).
Aspiro não carregar um canudo da UFRGS, mas as aprendizagens obtidas através dela. Não cobiço ser só mais um graduando. Espero poder fazer a diferença no meu trabalho, na minha família, no meu bairro, na minha cidade, no meu entorno social. Por isso, ao chegar à minha casa, após um dia inteiro de trabalho, consigo sentar em frente a um computador e ler, refletir, questionar, escrever, argumentar, interagir e fazer tarefas.
Meu objetivo está traçado, por isso venho seguindo integralmente minha tabela de organização do tempo. Posso noticiar com precisão, que nunca esta atividade foi levada tão seriamente, como neste semestre, ou seja, nunca a tabela de organização do tempo havia colaborado tanto para que os meus trabalhos continuassem a ser postados em dia, e para que as aprendizagens continuassem a ser efetivadas.
No entanto, considero favorável ressaltar que não é sempre que sinto vontade de cumprir com os horários destacados na atividade proposta pelo SEMINÁRIO INTEGRADOR. Porém, paro, retorno para a atividade realizada, analiso a minha tabela e percebo que não é uma questão de querer e sim de decisão. Necessito decidir pelo conhecimento, pelo cumprimento das atividades proporcionadas pela universidade, que atualmente, vem sendo o meu foco principal, conforme já citei no transcorrer desta postagem. Caso contrário estarei distorcendo o meu foco, e muito mais do que isso, não estarei me propondo a vivenciar com qualidade este curso.
Estudar exige tempo, disponibilidade, dedicação, empenho e DECISÃO. Cumprir com a minha tabela de horários, não é para, somente, postar as atividades em dia, mas sim, para realizá-las com precisão. Preciso ler, reler, rever e analisar as minhas atividades antes de postar. A questão aqui, não é o comentário que o professor ou o tutor me fornecerá, mas sim, o meu conhecimento, a minha aprendizagem, o meu crescimento como estudante, profissional, pessoa, cidadão e como colega.

EDUCAÇÃO NACIONAL E SISTEMAS DE ENSINO

A segunda atividade construída pela Interdisciplina Organização e Gestão da Educação fez com que os meus “olhos se abrissem” para as competências das esferas de governo (Federal, Estadual e Municipal) para com a educação e as atribuições dos diferentes Sistemas de Ensino.
Através da leitura dos textos “
Federalismo e Descentralização”, “Responsabilidades das esferas de governo para com a educação” e “Sistemas de Ensino”, escritos por Nalú Farenzena, pude diagnosticar que após as mudanças ocorridas na legislação educacional, visando à segurança da educação pública, ficaram estabelecidas atribuições para a federação brasileira. Nestas, foram propostas o desenvolvimento do ensino através da descentralização do sistema tributário. O mesmo tem como intuito infundir mecanismos de financiamento à educação.
Assim sendo, pude compreender tão claramente, que foi a partir destas mudanças na legislação educacional que, a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional do ano de 1996, determinou que o município é o responsável de fornecer uma educação infantil de qualidade. Da mesma forma, foi através deste fato que na LDB determinou que os estados, ficariam encarregados de garantir o ensino fundamental, ora priorizado pelo município, mas oferecendo preferência para o ensino médio.
Entretanto, foi através do intuito de fornecer para o país mecanismos de financiamento à educação que a união ficou incumbida de organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais do sistema federal de ensino e o dos Territórios (art.9 inciso II LDB).
Através destas abordagens, é que pude compreender que a união, simplesmente fica responsável por coordenar e trabalhar entorno da política nacional, transferindo a maior responsabilidade para os municípios e estados brasileiros. Deste modo, a união torna-se responsável, de acordo com a Constituição Federal, em garantir o ensino superior. Contudo, sob a ação normativa, supletiva e redistributiva da união; o mesmo deve proporcionar assistência técnica e financeira para os entes federados (estados, municípios e Distrito Federal), concorrendo, dessa forma, para a redução acentuada das desigualdades existentes e para a universalização do ensino com melhoria qualitativa.
Portanto, foi através destes conhecimentos que pude “visualizar” a necessidade do agenciamento da justiça no tratamento dado a todos os segmentos do ensino que compõem a educação básica. Assim sendo, pude perceber que necessito assegurar e fiscalizar, como cidadão, se os governos estaduais e municipais, pela via da redistribuição dos recursos e pela contribuição de verbas federais adicionais, estão proporcionando igualdade na capacidade financeira de promoção do atendimento em todos os níveis de ensino e, consequentemente, garantindo a todas as crianças e jovens brasileiros igualdade de oportunidade de acesso à educação, independentemente da localização geográfica de suas residências e do ente governamental a que se encontram vinculadas as escolas as escolas públicas que irão atendê-las.
Contudo, se fez possível que eu formulasse o seguinte pensamento: “Se a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios, os estabelecimentos de ensino e os docentes exercerem a contento as atribuições que a lei lhes confere poderemos ter no país uma educação básica acessível a todos e de boa qualidade.” Mas o empenho da sociedade também é fundamental e necessário para que as diversas instâncias educacionais cumpram as suas obrigações. Cabe à sociedade organizada (associações de bairro e outras, entidades profissionais, sindicatos, empresas, igrejas, etc.) colaborar e exigir dos Poderes Públicos prioridade absoluta para o ensino fundamental, com a criação de condições de trabalho e a destinação de recursos materiais, financeiros e humanos à universalização da educação básica e à melhoria da sua qualidade, por meio de uma política educacional séria e duradoura.

GESTÂO DEMOCRÁTICA E GESTÃO DA EDUCAÇÃO

Através do texto “Gestão democrática na e da educação: Concepções e vivências” escritas por Isabel Letícia Pedroso de Medeiros e Maria Beatriz Luce, bem como, através da análise do mapa conceitual, proposto pela interdisciplina “Organização do Ensino Fundamental”, pude compreender que a organização escolar em uma perspectiva democrática se dá numa escola onde através da competência dos profissionais da educação, em conjunto com a comunidade, neste espaço legalmente instituído, reúne-se esforços no sentido de equacionar os problemas para que seja criada uma identidade para a escola.
Pensando desta forma, fugimos de uma visão distorcida de democracia. Deste modo, através dos estudos proferidos neste primeiro módulo, pude compreender que para a democracia no contexto educacional se concretizar, ser faz necessária uma avaliação crítica da instituição, onde questões de âmbito sócio político, econômico e cultural em que estão inseridos, sejam levados em conta; num processo participativo, aonde a gestão democrática, podendo ser ele através do projeto político pedagógico, além de buscar a formação da cidadania, garanta o ajustamento do indivíduo ás determinações do mercado.
Perante a esta realidade, este trabalho fez com que eu diagnosticasse que a gestão escolar na escola em que trabalho, procura enraizar estas concepções. Portanto, em sua prática educacional, os pais, alunos, professores e funcionários possuem espaço garantido em seu interior.
Nesse sentido, a instituição de educação, na qual eu desenvolvo o meu trabalho como professor, enquanto escola está procurando definir claramente, numa constante avaliação e reformulação do Projeto político-Pedagógico, com toda a comunidade escolar, que tipo de sociedade, que tipo de homem/mulher, escola, que tipo de relações queremos desenvolver e construir como sujeitos do processo educativo. A escola, enquanto instituição formadora, não quer furtar essa tarefa, sob a pena de não estar cumprindo sua função. Assim sendo, pude compreender que a gestão democrática da escola significa, portanto, a conjunção entre instrumentos formais – eleição de direção, conselho escolar, descentralização financeira – e práticas de participação, que conferem a cada escola sua singularidade, articuladas em um sistema de ensino que igualmente promova a participação nas políticas públicas educacionais mais amplas.

POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO

A primeira atividade construída pela Interdisciplina Organização e Gestão da Educação foi de extrema valia. Em primeiro lugar, porque em nosso conturbado dia a dia, não tiramos tempo para refletirmos, adequadamente, sobre a nossa realidade de vida social, abrangendo seus aspectos políticos, econômicos, educacionais, bem como, assuntos ligados à cidadania.
Ao ter que preencher um quadro aonde deveria especificar nossos conhecimentos em relação aos conceitos de democracia, política, globalização, participação, neoliberalismo, políticas educacionais, estado e políticas públicas, deparei-me com incertezas profundas. Percebi que os conhecimentos que obtinha sobre estes temas eram convincentes, mas se tivesse que argumentar a ponto de ter que demonstrar para alguma pessoa que compreendia o assunto, me perderia em perguntas e indagações muito simples. Em primeiro lugar, porque quando defini democracia neste quadro, diagnostiquei através do texto “POLÍTICAS PÚBLICAS E GESTÃO DA EDUCAÇÃO EM TEMPOS DE REDEFINIÇÃO DO PAPEL DO ESTADO”, escrito por Vera Maria Vidal Peroni, que minha primeira impressão necessitava de complementos. Democracia vai além de oportunidades proporcionadas ao povo de eleger representantes. Ter democracia significa proteger os direitos humanos fundamentais do cidadão, como a liberdade para participar plenamente na vida política e cultural da sociedade.
Seguindo este mesmo parâmetro, política não se caracteriza, somente, pela organização da sociedade, tratando assim, da convivência dos diferentes. Ela é um conjunto de procedimentos formais e informais que expressam relações de poder e que destinam a resolução pacifica dos conflitos quanto a bens públicos. Ou seja, tudo o que diz respeito a polis, o regime político, os princípios referentes à organização interna da polis, a arte política, a arte de governar os povos, os modelos políticos, o estilo de dirigir um governo, e o poder político, aquilo que fazem os políticos, está ligado a política. Não obstante, as políticas educacionais significam muito mais, do que apenas, organizar a estrutura educacional no seu âmbito maior até o menor (salas de aula), conforme pensava. Políticas Educacionais tem a ver com o projeto cultural, o projeto político de nossa sociedade, de nosso país. Neste processo, suas práticas e implementações visam abranger os ideais, expectativas e desejos do povo.
Sendo assim, a primeira atividade desta Interdisciplina, só me conduziu a adquirir maior poder de argumentação, ou seja, fez com que eu adentrasse em minhas primeiras impressões, e as reformulasse de maneira mais profunda e abrangente, conforme procurei apresentar no decorrer deste texto, ao fazer uma relação de como definia tal assunto, para a maneira pela qual passei a defini-los.

domingo, 24 de agosto de 2008

O PODER DA INDAGAÇÃO

Ao participar da segunda aula presencial, organizada pela Interdisciplina seminário Integrador V, pude enriquecer meus conhecimentos. Mas muito mais do que isso, pude deparar-me com um desafio: Perguntar de uma maneira que os meus questionamentos venham a se integrarem, completando um ao outro. Será?
Realmente, concretizar esta aprendizagem não é e não será nada fácil. Não obstante, o que me resta e restará, será o treinamento. Treinar o meu pensamento, meu espírito questionador, repleto de curiosidades e com uma capacidade inata de raciocínio. Eu possuo condições plenas para aprender a perguntar, pois sou um ser racional por natureza.
O que pode me impedir de não avançar nestes conceitos e diagnósticos, são o meu comodismo. No entanto a vida é feita de escolhas; ou eu opto pelo aperfeiçoamento e o exercício constante, ou eu fico estático perante o nível de aprendizagem que hoje me encontro.
Não preciso ser igual a ninguém ou me assustar perante as capacidades e condições que outras pessoas têm de argumentar e produzir perguntas com nexo, de maneira tão profunda e extraordinária. Certamente, estas suas capacidades não surgiram de uma hora para outra. Muito exercício e dedicação, força de vontade e empenho se fizeram presentes para que tais façanhas viessem a se tornar presentes.
Muitas vezes não procuramos olhar para dentro de nós mesmos. Devido a esta “incapacidade”, deixamos de observar as inúmeras perguntas que constantemente estamos fazendo.
Entretanto, não proporcionando tempo para que estas indagações venham a tona, realizamos tudo de uma maneira tão mecânica, que não sentimos prazer em grande parte do que fazemos ou realizamos.
Não obstante, quando encontramos uma oportunidade para valorizarmos curiosidades nossas, temos em nossas mãos uma oportunidade de crescimento e amadurecimento, já que estaremos a revelar algo que está incutido em nós, no mais íntimo do nosso interior.
Desvendar estes mistérios que ficam nos sondando por meses ou anos, poderá nos proporcionar uma auto satisfação tamanha, e uma vontade de ser melhor a cada dia. Não para os outros, como a sociedade costuma nos treinar e nos determinar; mas sim, melhor para nós mesmos. Pois quem não gostaria de ter revelado uma curiosidade que nos persegue por dias? Esta poderia ser uma resposta para outras inúmeras perguntas que vínhamos fazendo, mas que achávamos não conter coesão alguma.
Perante estas situações, o ser humano, jamais sentiria vontade de estacionar em sua vida, pois perceberia que a vida é uma oportunidade única de descobrimento. Mesmo que estes, jamais tenham um fim em si mesmas, saberíamos valorizar a perfeita obra da criação, e nos reconhecer pequenos perante uma obra magnífica, que de tão imensa nos conduz a estarmos sempre incompletos em nossas teorias e definições. No entanto, o que podemos fazer, é abrir caminhos para que outros enigmas possam vir a ser desvendados.
Assim sendo, procurarei me esforçar para que alguns destes enigmas venham a ser abertos; com o intuito de que através deles, outras portas venham a se abrir, pois nunca, tão fortemente, pude me convencer de que nenhuma situação, questionamento, certeza ou descoberta, possuiu um fim em si mesmo.
Uma prova disto é a nossa história de vida, situações vivenciadas no despertar da nossa vida, continuam e vem nos influenciando até os dias de hoje. Da mesma forma, uma curiosidade descoberta hoje, poderá e irá acarretar outras inúmeras perguntas, que irão influenciar e atiçar a curiosidade de um outro alguém, caso este se proponha a abrir um novo horizonte para futuros “desvendamentos”; e num ciclo, quase que vicioso, os conhecimentos se tornarão cada vez maiores, bem como, a sua exploração e compreensão. Caso alguém se proponha a não deixar com que uma descoberta estacione nas últimas curiosidades e indagações realizadas por um certo alguém.

domingo, 17 de agosto de 2008

A IMPORTÂNCIA DE SE FAZER PERGUNTAS

A partir da aula presencial ocorrida no último dia 14 de Agosto de 2008, no pólo do curso de Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, localizada na escola José Felipe Scheffer, no município de Três Cachoeiras/RS, pude diagnosticar o quanto as perguntas podem nos fazem pensar e consequentemente, o quanto ela pode contribuir para o nosso autodesenvolvimento.
Para constatar como a curiosidade nos mobiliza desde cedo, basta observar uma criança: tudo ela quer ver, pegar, experimentar, saber o que é ou para que serve. Vê-se que uma criança é sadia quando é sapeca e curiosa. Mesmo no adulto, a curiosidade não deixa de existir, apenas se sofistica. Nos instiga a aprender, entender a vida, decifrar o mundo. É um claro sinal de saúde também, de interesse, de movimento e desejo.
Agora, essa mesma curiosidade deve nos estimular a conhecer a nós mesmos, e é aí que entram as perguntas. Sou da opinião que temos de nos observar constantemente, questionar o que estamos sentindo, o que queremos, o que nos dá prazer, o que nos incomoda, o que podemos aprender com as situações da vida.
Esse empurrão, quem vem nos dando é a Interdisciplina do Seminário Integrador V, e admito que está sendo magnífico, pois está fazendo com que eu compreenda que há dois tipos de pergunta. As perguntas fechadas são as que têm só uma resposta certa e são as mais apropriadas para recapitular lições e avaliar até onde vai o nosso domínio sobre determinado assunto. As perguntas abertas, que permitem mais de uma resposta correta, são as que estimulam exposições individuais e discussões coletivas.
No entanto, conforma aborda a revista Nova Escola numa reportagem postada por Márcio Ferrari; a atividade de perguntar e responder numa sala de aula terá rendimento adequado se estiver vinculada aos objetivos didáticos, se for um instrumento que faça avançar o conhecimento durante essa aula e se fornecer aos alunos oportunidades para formular os próprios questionamentos, procurar respostas e estimular os colegas a fazer o mesmo.

V EIXO NO PEAD

O ser humano, um ser racional por natureza, está constantemente se superando. Justamente, por possuir habilidades racionais, consegue vislumbrar e construir expectativas para a sua vida.
Desta forma, posso destacar que, eu, sendo um ser humano, tenho naturalizado em mim o raciocínio. Muitas vezes este pode ser desenvolvido negativamente ou positivamente. Isto varia conforme a disponibilidade e aceitação do ser em questão.
Assim sendo, quero concentrar todas as minhas energias e motivações para este novo semestre que se inicia. Muitos obstáculos poderei encontrar, no entanto, serão eles que possibilitarão com que eu acompanhe a minha natureza humanística, pois acredito, que se não obtivemos barreiras em nosso caminhar, torna-se mais complicado de nos superarmos.
Sem superação, podemos correr o risco de não saborearmos as nossas conquistas, podendo nos tornar pessoas “vazias”, sem perspectiva de crescimento.
A superação faz com que o ser humano fique perplexo diante de suas conquistas e vitórias, proporcionando-lhe, assim, uma auto-estima tamanha.
Entretanto, mesmo que as superações não aconteçam conforme acreditamos conseguir concretizar, necessitamos resgatar nossas conquistas históricas, ou seja, relembrar ocorridos que fazem parte de um passado distante ou próximo, mas que, apesar de não possuir uma importância tão magnífica no presente, ainda possuí o seu devido valor, já que, para estarmos onde estamos atualmente, um passado, remoto ou não, se fez presente, e foi este, o responsável por nos colocar na situação que hoje nos encontramos.
Mas, certamente, vitorioso é aquele que, mesmo não conquistando o espaço ou o podium que almejou, consegue reconhecer os trajetos que já delineou. Deste modo, algum percurso eu irei transcrever neste novo semestre que se inicia, e serão eles, quem me conduzirão para a escrita de mais uma etapa de minha vida, sendo que esta, poderá me conduzir para uma nova história de superação pessoal.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Espaço e Forma nas Séries Iniciais

Através das atividades propostas pela temática “ Espaço e Forma” percebi que quando ensinados a turmas do 1º ao 5º ano, os conteúdos de geometria recebem, também, o nome de espaço e forma. Pude, através desta temática, diagnosticar que a definição dos conteúdos geométricos já esclarece os objetivos perseguidos nas séries iniciais nessa área da Matemática: trabalhar com a localização no espaço e reconhecer propriedades de figuras planas e não-planas. No primeiro item, pude aprender que é esperado que a garotada interprete e construa representações espaciais, localize objetos e comunique posições e deslocamentos. No segundo, o objetivo é reconhecer as diferentes figuras geométricas e usá-las como ferramentas para resolver problemas.
No entanto, realizando as atividades deste enfoque, constatei que as mesmas, correm o risco de serem tratadas com certo desdém na sala de aula. Isso porque há a percepção de que esses conhecimentos parecem intuitivos e passíveis de ser incorporados na simples vivência de situações do cotidiano. Embora errônea, ousei construir a percepção de que a idéia tem razão de ser. Sim, é possível (e faz parte do desenvolvimento cognitivo) aprender a se localizar em uma cidade ou descobrir facilmente as formas corretas para encaixar em determinada superfície. Mas compreendi que a escola deve garantir que todas as crianças, e não apenas as que desenvolvem essas habilidades nas interações em outros contextos, saibam indicar um itinerário e seguir orientações de direção e consigam antecipar se um sólido cabe dentro do outro sem ter de experimentá-lo a cada nova situação.

Números e Operações nas Séries Iniciais

As idéias iniciais sobre os números são importantes para inferir alguns conceitos do sistema de numeração; mas a criança só vai fazer a notação convencional com intervenções bem conduzidas pelo professor, enfrentando questões elaboradas com a finalidade de desestabilizar a escrita informal referendada pelo grupo. Assim sendo, através das atividades da temática “Números e Operações”, percebi que é fundamental garantir momentos de debate para que o processo de aprendizagem traga bons resultados. Nessas situações, diagnostiquei que a criança tem a possibilidade de justificar os registros e de confrontar as anotações com as dos colegas. Desta maneira, senti-me motivado a levantar estratégias. Sendo assim, percebi que existem diversas estratégias que podem ser utilizadas para ajudar os alunos a adquirir a compreensão do sistema de numeração. Uma delas é usar a facilidade que eles têm em escrever os números redondos, ou seja, as dezenas, as centenas e os milhares, antes de elaborar a escrita dos que se posicionam nos intervalos. É importante notar que isso é o contrário do que acontece com a numeração falada.Ao começar a produzir números cuja escrita convencional desconhecem, as crianças misturam um e outro, apoiando-se no que já dominam. Dessa forma, ao pedir que escrevam 134, vários registros podem surgir seguindo a ordenação dos termos na numeração falada.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O Ensino de Ciências nas Séries Iniciais

Através de leituras realizadas entorno da Interdisciplina “Representação do Mundo pelas Ciências naturais”, já pude perceber que o ensino de Ciências Naturais nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental é pouco desenvolvido em nossas escolas. Quando o é, na maioria das vezes, o conteúdo deste ensino é trabalhado de forma desvinculada da realidade dos alunos, caracterizando-se como uma espécie de transcrição do livro didático adotado.
Para o tratamento dos temas escolhidos, eu como professor e diversos outros, muitas vezes, não costumamos partir de informações e/ou situações que são familiares aos alunos, de modo geral, as poucas aulas de Ciências que ministramos não têm proporcionado aos alunos uma aprendizagem mínima de conceitos científicos, devido a dois fatores principais: um deles diz respeito ao desconhecimento, por parte dos professores, da atividade experimental como recurso didático prioritário para o “acesso” aos conteúdos científicos; outro fator refere-se à utilização do livro didático basicamente como único material para a preparação das aulas de Ciências.
Esta visão que até então possuía, sobre o papel das experimentações na Ciência e no Ensino das Ciências, levou-me a inserir atividades experimentais em minhas práticas didáticas, na maioria das vezes, apenas como “a experiência pela experiência”, pouco contribuindo para uma melhor compreensão do assunto que está sendo abordado e mistificando a forma como conhecimento científico é produzido.
No entanto, a partir de agora pretendo criar situações de discussão na sala de aula aonde os alunos possam vir a abordar os seus conceitos sobre os assuntos que desejo trabalhar, de modo que se faça possível problematizar as concepções expostas por eles.
Em vista disso, através desta atividade os alunos poderão construir problemas, e através destes investigar, estabelecer explicações, argumentações, idéias e concepções, serem motivados a testarem suas hipóteses através de experimentação, bem como, realizarem pesquisas nas mais diversas e diferentes fontes, buscando reorganizar os seus conhecimentos, para aplicá-los ás situações ou a problemas novos.

A Importância de se Trabalhar Classificação e Seriação nas Séries Iniciais

Através das atividades de Classificação e Seriação, propostas pela Interdisciplina “Representação do Mundo pela Matemática”, passei a compreender, de maneira mais envolvente, a sua importância e precisão nas séries iniciais.
A partir dos propósitos de aplicação concreta em sala de aula, comecei a perceber, de maneira muito mais intensa e clara que todas, reprisando, todas as atividades desenvolvidas na Educação Infantil, devem ser trabalhadas a partir da exploração concreta dos objetos, pois, as crianças desta faixa etária ainda não possuem maturação para compreender e apreender conceitos abstratos.
Pude observar também, que nessa fase elas são dispersas, desconcentradas e sem reversibilidade de pensamento o que requer que o planejamento do professor seja mutável em qualquer ponto e atrativo.
As atividades de matemáticas, em especial de Classificação e Seriação, então desenvolvidas, devem levar em conta os aspectos de desenvolvimento da criança, ou seja, contemplar:
- Os conhecimentos vivenciados em sala de aula, como identificação da rotina, contagem na chamada (quantos somos? quantos vieram? quantos faltaram? mais meninas ou meninos? quem é o primeiro ou último da fila?) estudo do calendário, fazer coleções, estabelecer comparações de igualdade, semelhança e diferenças e etc. Aqui, passei a diagnosticar que podem surgir lindos trabalhos, tais como a criação de álbuns de recortes de animais, alimentos, brinquedos, botões, etc, bem como ordenar histórias, palitos de diferentes tamanhos, seqüência de cores em ordem linear direta e inversa, etc.
Assim sendo, comecei a entender que as noções matemáticas envolvidas no sistema numérico podem ser construídas a partir das situações do dia-a-dia, cabendo ao educador apoiar o desenvolvimento do pensamento lógico matemático, por meio da sistematização de pesquisas que já tiveram êxito no ensino do número para crianças pequenas.
Deste modo, compreendi que estes momentos devem ser proporcionados por meio de experiências diversificadas que promovam habilidades de classificar, seriar e ordenar juntamente à uma metodologia que permita às crianças encontrarem suas próprias soluções, que as debatam com os seus pares, num pequeno grupo, ou mesmo com todo o grupo, apoiando a explicitação do porquê da resposta num processo de reflexão.

domingo, 6 de abril de 2008

A LÚDICIDADE NO ENSINO DA MATEMÁTICA

Através da aula presencial de Matemática, pude já construir a concepção de que ensinar Matemática é desenvolver o raciocínio lógico, estimular o pensamento independente, a criatividade e a capacidade de resolver problemas.
Nós como educadores matemáticos, devemos procurar alternativas para aumentar a motivação para a aprendizagem, desenvolver a autoconfiança, a organização, a concentração, estimulando a socialização e aumentando as interações do indivíduo com outras pessoas.
O uso de jogos e curiosidades no ensino da Matemática tem o objetivo de fazer com que os alunos gostem de aprender essa disciplina, mudando a rotina da classe e despertando o interesse do aluno envolvido. A aprendizagem através de jogos, como os que realizamos na aula presencial: a caixa tátil, baralho “maia”, entre outros, como dominó, quebra-cabeça, palavras cruzadas, memória e outros permite que o aluno faça da aprendizagem um processo interessante e divertido.
Sendo assim, penso que os alunos podem perceber que é possível aprender Matemática de forma lúdica, recreativa e divertida, tendo maior aprendizagem em relação aos conteúdos estudados, bem como contribuindo para o aumento da criatividade, criticidade e inventividade no ensino da Matemática.

PROBLEMATIZAÇÃO NA ÁREA DE ESTUDOS SOCIAIS

A partir da aula presencial ocorrida neste 4ª semestre, fui conduzido a REFLETIR sobre a minha prática pedagógica. Frente a esta realidade construí uma problematização: Tal problematização é realizada por considerar-se a organização curricular como elemento constitutivo das relações que se estabelecem nas instituições educativas. São destacados aspectos tais como a homogeneidade e a fragmentação das informações presentes nos currículos, além da parcialidade de suas propostas, que não são neutras e nem tampouco consensuais frente à diversidade de alunos e professores das diferentes regiões brasileiras. Considera-se o fato desse currículo homogêneo, destinado a populações heterogêneas, contribuir para a exclusão de muitos segmentos da sociedade (Moreira e Silva, 1995 e Moreira, 1995).
Tornou-se, ainda, debatível as relações possíveis entre os saberes alternativos de alunos e professores, ditos de senso comum, e o conhecimento científico e histórico, no ensino de Estudos Sociais.
Sendo assim, o encontro presencial colaborou para que percebesse que a escola, geralmente por desconhecer os conhecimentos prévios dos estudantes, simplesmente justapõe novas informações às preexistentes sem chegar a transformá-las.
Como professores, temos o desafio de criar situações limites para as explicações de nossos alunos, quando as consideramos insuficientes, de forma a construir um clima favorável à busca de novas informações. (Giordan, 1996).
Portanto, esta aula fez com que eu entendesse que conhecer e analisar alguns processos históricos também permite aos professores e aos estudantes manipular alguns dos instrumentos do processo de produção de conhecimentos, estes me possibilitam preparar uma aula em que o aluno possa: construir problemas de investigação; criar explicações hipotéticas; buscar informações adicionais através de consulta a fontes bibliográficas; situar-se em relação às novas informações; fazer previsões; observar regularidades e discrepâncias; comparar os dados observados com os dados da literatura; coordenar conceitos de diferentes disciplinas; integrar diferentes informações; escolher critérios de classificação; tomar decisões; justificar; construir relações entre fatos, fenômenos e leituras; emitir opiniões; confrontar-se com outras opiniões; divulgar conhecimentos; encontrar argumentos para defender as próprias idéias.
Cabe agora, eu como professor, pôr em prática esta minha primeira conceitualização e idéia formada e construída na primeira aula de Estudos Sociais.

domingo, 23 de março de 2008

OS EFEITOS DA APRESENTAÇÃO ORAL....

Para mim, sempre foi muito difícil colocar-me diante de outras pessoas para expressar o que penso ou sinto. Na realidade, me considero interessado e esforçado, ou quem sabe, um pouco ousado. No entanto, não consigo me sentir tranqüilo quando tenho de realizar tal façanha.
Considero que não sou muito bom com palavras, às vezes sou muito brusco, e dependendo de como esteja, demonstro muita ansiedade ou desejo de que a situação se encerre imediatamente, para logo saber o seu resultado ou veredicto final.
Assim sendo, o trabalho de apresentação do Portfólio de Aprendizagem para a banca, foi e continuará sendo de grande valia, mesmo que inicialmente esta nos conduza a criarmos sentimentos de aflição.
No entanto, creio que como profissionais na área de educação, saber se colocar e reproduzir os seus ideais, conhecimentos, pontos de vistas, ou seja, argumentar, é imprescindível.
Desta forma, ter conseguido apresentar este trabalho é sinal de progresso e de superação.Porém, é uma evolução que não somente contribuí para o meu enriquecimento estudantil, já que, numa sociedade capitalista e competitiva ter coragem para enfrentar os seus medos e inseguranças se faz necessário, bem como, ter evidências para construir uma boa argumentação é indispensável. E isto foi o que mais tivemos que desenvolver para conseguirmos construir e concretizar o trabalho de apresentação do Portfólio de Aprendizagem.
Contudo, quem acaba se beneficiando com este esforço são os alunos, colegas, amigos, companheiros e comunidade em que resido, pois necessitamos constantemente estar buscando apresentar e proporcionar aos outros momentos de qualidade. Quando conseguimos conjugar ousadia, determinação e qualidade é sinal de que estamos trilhando por boas veredas. Portanto, estamos no caminho certo.

PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO DA APRESENTAÇÃO ORAL.

Referente à apresentação oral do Portfólio de Aprendizagens, ocorrida no início de Janeiro de 2008, irei sintetizar minha apresentação como forma de se registrar os conhecimentos mais significativos ocorridos no último semestre, bem como, a sua colaboração para o aperfeiçoamento de minha vida profissional, pessoal e estudantil.
Em primeira instância, selecionei alguns itens que colaborariam para a organização do meu trabalho. Após alguns dias de análise percebi que minha apresentação poderia ser embasada nos seguintes subitens:
- Influência da Interdisciplina de Ludicidade e Educação na conceitualização das demais disciplinas.
- Transposição didática destes conhecimentos adquiridos em cada Interdisciplina para a minha realidade profissional.
Após a determinação destes conhecimentos mais significativos comecei a construir o meu trabalho de apresentação. Para demonstrar o que cada Interdisciplina abordou de mais interessante utilizei um pensamento norteador de um ator desconhecido. No entanto, durante a abordagem dos assuntos referentes às Interdisciplinas procurei já deixar nítida a enorme relação das mesmas para com a interdisciplina de Ludicidade e educação.
Perante este fato, não podia deixar de destacar o quão foi importante este dia de bancada proposto pela Interdisciplina do Seminário Integrador. Em primeiro lugar, porque tive que organizar o meu tempo para dedicar-me a ela. Neste espaço de tempo, tive a oportunidade de parar para refletir sobre o meu crescimento dentro deste curso.
No entanto, me surpreendi pela qualidade existente neste último semestre. Fiquei extasiado quando percebi que durante um semestre inteiro as Interdisciplinas se interligaram de uma maneira incrível.
Enquanto cada uma delas apresentava suas características de trabalho e sua contribuição no meio educacional, proporcionavam experimentação concreta, conceitualizavam o seu conteúdo com nossa realidade de vida, demonstravam possibilidades e a importâncias destas pertencerem ao currículo escolar e procuravam qualificar a ação pedagógica da sua Interdisciplina a partir de reflexões teóricas, a Interdisciplina de Ludicidade e Educação proporcionava significado para esses objetos ressaltados por cada Interdisciplina, conceitualizava as características de trabalho e a contribuição de cada uma destas na aprendizagem dos alunos, oferecia um estudo e uma reflexão teórico crítica quanto ao seu desenvolver e concretização junto aos alunos.
Assim sendo, fundamentado conceitualmente pela Interdisciplia de Ludicidade e Educação, pude perceber que, como diz Luckesi, todas as Interdisciplinas preocuparam-se em mostrar que “lúdicas são aquelas atividades que propciam uma experiência de plenitude, em que nos envolvemos por inteiro, estando flexíveis e saudáveis."
A partir disto, passei a ter uma atenção maior, ou quem sabe, redobrada, na preparação das minhas aulas. Desta forma comecei a construir aulas que de alguma forma pudessem trabalhar com ações vividas e sentidas, numa fruição que pudesse estar repleta de significados e cheia de prazer, povoadas por uma fantasia que deveriam se articular como teias urdidas com materiais simbólicos (conhecimentos já adquiridos se interrelacionando).