Neste meu estágio curricular venho procurando, também, dar um destaque e descaracterizar, de certa maneira, alguns rótulos dados a disciplina de artes, como se ela fosse somente para pinturas, desenhos e obras de exposição, ou neste segmento, pois vejo que a disciplina de ARTE é fundamental para se desenvolver a imaginação dos alunos, bem como, para aprimorar a criticidade, ampliar as capacidades de questionamento, análise, reflexão, etc.
Hoje compreendo que a área das artes visuais é extremamente ampla. Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma. Sendo assim, o quão é maravilhoso poder saber que tudo que mexe com a nossa visão, quer seja positivo ou negativamente, dependendo da sua interpretação ou compreensão, está ligada a arte visual. Sim. A arte que, normalmente, lida com a visão. E este, é o seu meio principal de apreciação.
Uma pintura, uma gravura, um desenho, uma escultura, uma arquitetura, uma decoração, uma paisagem. Enfim, quantos caminhos maravilhosos a arte nos proporciona, quer seja de análise e observação, bem como, de prática profissional junto aos alunos e educandos.
Em minhas aulas estou conseguindo, juntamente com meus alunos, ver a maravilha e a riqueza contida num trabalho aonde os alunos podem realizar atividades através do estudo de imagens. Quantos conhecimentos, percepções, idéias, interpretações e intuições surgem. São inúmeras as imagens que podem ser discutidas e analisadas, pois vivemos em uma sociedade em que a publicidade e o marketing ocupam um espaço enorme nas ruas, avenidas, assim como, nos lares, através das propagandas televisivas.
As imagens podem nos conectar com o mundo e nos fazer “abrir” a mente para a realidade. E não é isto que desejamos desenvolver e aplicar em nossas escolas? Deste modo, temos nas artes visuais um caminho estrondoso para o conhecimento significativo, já que este é globalizado, ou seja, inteiramente voltado para a nossa realidade de vida, independentemente da região ou cidade em que habitamos.
Nesse meu estágio curricular, está sendo incrível a percepção que venho adquirindo. Não consigo falar mais da importância do trabalho do professor ou da pessoa do estagiário sem abordar a importância da Investigação em seu fazer pedagógico.
Por exemplo: Antes de eu iniciar o meu estágio curricular com disciplinas a assumir a frente de uma turma, eu senti a necessidade de observá-los durante duas semanas, para então, eu iniciar os meus planejamentos. Mas porque me comportei desta maneira?
Através deste estágio estou conseguindo encontrar respostas para esta necessidade surgida no início da minha prática, conforme descrevi anteriormente. Atualmente, acredito que desejei observá-los e conhecê-los um pouco melhor antes de planejar, por obter o intuito de minimizar possíveis problemas na turma, mas muito mais do que isto, para incentivar e conseguir elaborar um ensino voltado à reflexão, com possibilidades para a ressignificação da minha própria prática.
Esta minha preocupação inicial, hoje acredito que veio respaldada no desejo de eu não correr o risco de ser para estas crianças e alunos um “mero depositador de informações”, onde o professor “coloca” o seu saber, mas sem perceber, conhecer, distinguir, assimilar, as crianças como sujeitos ativos no processo de formação, onde trazem consigo toda uma bagagem histórico-cultural, bem como, concepções de mundo, valores e conceitos, elementos que precisam ser considerados no processo de ensino-aprendizagem.
Por isso hoje acredito que, quando falamos ou nos referimos à prática de um professor, não podemos nos esquecer de abordarmos a importância destes serem e se tornarem pesquisadores de sua própria prática.
Não somente o aluno em formação, bem como, um profissional atuante na área, precisa estar constantemente “investigando e refletindo” sobre sua prática. Estas reflexões e investigações, creio que estimula, por sua vez, o desenvolvimento de responsabilidades e iniciativas bem como, a organização pessoal, a criatividade e a ação em diversas situações do campo pedagógico. E então pergunto a você e a mim: qual o professor que não precisa ser criativo, organizado, responsável e ter autonomia e boas iniciativas? Ou melhor, qual o professor que não necessita ser Investigador?
Neste estágio curricular, que se iniciou nas primeiras semanas de abril, estou podendo diagnosticar, confirmar e perceber aspectos importantes, que quando seguidos e destacados, podem colaborar para um fazer pedagógico mais significativo.
Sendo assim, estou reafirmando neste estágio, através da minha prática, das vivências em sala de aula e a partir das trocas de informações com minha supervisora de estágio, que um outro desafio que se estabelece para os educadores é: despertar motivos para a aprendizagem, tornar as aulas interessantes para as crianças, trabalhar com conteúdos relevantes para que possam ser compartilhados em outras experiências (além da escola) e tornar a sala de aula um ambiente altamente estimulante para a aprendizagem.
Desta maneira, estou podendo ver de maneira muito mais nítida e transparente que a aprendizagem ocorre quando uma nova informação ancora-se em conceitos já presentes nas experiências de aprendizado anteriores e, por isso, o fator mais importante que influencia na aprendizagem consiste no que o aluno já sabe. Por isso, em meu estágio estou privilegiando muito as sondagens dos conhecimentos antes de se iniciar a “disseminação” de um novo conteúdo.
Como resume MOREIRA (2006, p. 38): “a aprendizagem significativa é o processo por meio do qual novas informações adquirem significado por interação (não associação) com aspectos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva”.
A partir deste pensamento, também, é que considero importante ressaltar e levar em consideração nos meus planejamentos, que o novo conteúdo deve ser significativo e o aluno precisa manifestar disposição para aprender.
Sendo assim, está ficando evidente para mim, que as condições para que a aprendizagem significativa se efetive, desafia o professor a adotar a postura de mediador entre o aluno e o conhecimento. Para tanto, a atuação do professor deve levar em conta que o aluno é o sujeito do conhecimento e não mero receptor de informações. Por isso, é válido todo o esforço no sentido de envolver os alunos, tornando as aulas momentos de interação e aprendizagem.
Durante este meu estágio estou podendo perceber que além de ser um dever de nós estagiários e profissionais da área da educação, estarmos atentos ás necessidades de aprendizagens dos alunos, aos seus níveis de aprendizagens, habilidades educacionais e etc; Precisamos ainda, ser professor-pesquisador.
A cada descrição, anotação e registro dos acontecimentos vivenciados em classe, em especial de alunos com uma necessidade educativa mais especial, percebo que pesquisar sobre os seus comportamentos, atitudes, vislumbrar na mesma métodos e alternativas para vir a somar e acrescentar na sua inserção e progresso na turma, é a solução para se conhecer melhor estes indivíduos e a classe como um todo.
Hoje as turmas, cada vez mais, vêm se apresentando de maneira heterogênea. Sendo assim, se o professor não buscar se atualizar e buscar fontes adicionais de informação, poderá se perder em sua pedagogia, e ficará distante de conseguir atrair consideravelmente seus alunos.
A necessidade de dar aos alunos um tratamento diferenciado, atividades de diferentes graus de dificuldade, leituras variadas, dinamismo nas atividades e avaliação constante criam maiores condições dos alunos perceberem que o progresso em seu processo ensino-aprendizagem será mais objetivo e de maior valor.
As dificuldades de aprendizagem possuem muitas causas. Podem estar relacionadas ao contexto emocional vivido pelo aluno em casa, com a família, no trabalho ou até mesmo na escola ou às questões de metodologia de ensino utilizadas pelo professor na sala de aula, e o professor, se almeja atingir o aluno integralmente, precisa conhecê-lo, para saber como se achegar nele, de onde partir, qual linguagem utilizar e a melhor maneira afetiva a empregar junto do mesmo. Eis aí, mais um desafio para o MESTRE e GUERREIRO da educação.