terça-feira, 27 de abril de 2010

Nesta terceira semana de estágio curricular estou me convencendo, e a cada dia que passa, mais e mais, que as atividades diferenciadas são de extrema importância e necessidade numa turma. Mas não aquela atividade diferenciada descontextualizada do assunto que vem sendo trabalhado e discutido em sala de aula; conforme abordei na última postagem.
No meu último fim de semana, estava folhando uns cadernos dos PCN´s. Durante as leituras compreendi que a metodologia de atividades pedagógicas diferenciadas que venho ressaltando, vai ao encontro dos Parâmetros Curriculares Nacionais (2000), quando dizem: “...As necessidades cotidianas fazem com que os alunos desenvolvam uma inteligência essencialmente prática, que permite reconhecer problemas, buscar e selecionar informações, tomar decisões e, portanto, desenvolver uma ampla capacidade para lidar com as atividades escolares. Quando essa capacidade é potencializada pela escola, a aprendizagem apresenta melhor resultado (PCN, 2000, p. 37)”.
Porém, continuo acreditando na percepção que construí, já no início do meu estágio, que o tema que deve ser apresentado ao aluno contendo necessidades educativas especiais, deve envolver, tanto conhecimentos básicos, como conhecimentos mais específicos estudados pelo grande grupo; O que pode vir a se modificar então, é a abrangência e o aprofundamento do assunto.
Somente desta maneira poderemos estar propiciando um trabalho diversificado que privilegia a heterogeneidade de seus participantes.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Na turma em que estou realizando meu estágio curricular possuo dois alunos com casos bastante específicos. Um destes alunos, na turma do 4ª ano, mal conhece as letras do alfabeto, bem como, possuí ainda dificuldades para anunciar uma letra existente em qualquer objeto que seja pedido para este escrever ou soletrar. Não obstante, este aluno é repetente. Um outro caso, é menos angustiante mas não deixa de ser preocupante. A criança se encontra num nível pré-silábico, ou seja, consegue ao menos soletrar e perceber uma letra sequer, em cada sílaba de uma palavra.
No entanto, o que percebi é que o aluno da primeira situação é muito agitado e tumultua bastante a turma. Porém, pude entender que muito desta agitação se deve ao caso de que este nota, não estar conseguindo acompanhar o ritmo da turma.
Desta maneira, compreendi que não basta fazer atividades diferenciadas para o mesmo. Pois este, num grande grupo, não vai saber comentar ou dialogar sobre aspectos presentes nas atividades realizadas pela maioria. Isto, certamente, seria mais um fator condicionante para a sua inquietude e agitação.
Então qual atitude deveria tomar: Começar a adaptar alguns assuntos presentes nos conteúdos do grande grupo para ele; ou seja, este, mesmo não estando no nível do grande grupo, ao ter que realizar as atividades escritas, dissertativas, interpretativas e lógicas, passaria a receber uma folha idêntica ao do grupo, só que num nível de acordo com o seu grau de conhecimento, com o intuito de que, mesmo este não aprofundando o assunto como a maioria, pudesse adquirir noções do que o grande grupo estava realizando. Por exemplo: Numa atividade onde os alunos teriam que escrever quais eram os substantivos próprios, que estavam ilustrados num desenho, a partir de um texto já lido que fazia relação ao que estariam vendo; este aluno do primeiro caso receberia uma atividade idêntica, só que ao invés de ter que escrever e observar o desenho somente, este teria que ligar o desenho a letra inicial daquele objeto. Depois este teria que observar quais letras eram maiúsculas, para pelo menos construir uma noção importante presente nos substantivos próprios.
Sendo assim, o mesmo no grande grupo, saberia informar e entender parcialmente o que estaria sendo o assunto em destaque, podendo até impor um pensamento sem ter uma total descontextualização. Este fato já lhe traria uma auto-estima grandiosa e lhe faria pensar que se concentrando poderia compreender melhor o assunto, já que, como seus colegas, este também estaria conseguindo realizar as atividades da classe.

terça-feira, 13 de abril de 2010

1ª SEMANA DE ESTÁGIO CURRICULAR

Durante o meu Normal Médio, antigo magistério, e até mesmo durante a minha “caminhada” no curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, me deparei com profissionais ressaltando a importância de estarmos sempre atento as curiosidades e necessidades dos alunos.
Já cheguei a acreditar que estas concepções eram de certa maneira utópicas, já que numa turma com quase 30 alunos, às vezes se torna inviável observar todos os acontecimentos, dúvidas, queixas, necessidades e curiosidades que surgem entre eles.
Por diversas vezes me peguei refletindo sobre esta compreensão: Como um professor pode estar de verdade atento as necessidades dos alunos? Pois bem, nesta primeira semana de estágio curricular obtive uma grata surpresa.
Estava eu conduzindo uma reflexão no início da aula e um aluno me enviou uma pergunta: porque existem pessoas más? Esse questionamento me deixou curioso, bem como despertou o interesse de uma classe quase que inteira.
Foi quando dei por conta que o professor ao observar a curiosidade do aluno pode utilizar de sua experiência, conhecimento e determinação para acompanhar a vontade dos mesmos. Neste instante, me surgiu a idéia de procurar o significado de maldade no dicionário. Olhamos, anotamos o significado. E logo já foi surgindo dúvidas quanto: Porque existem mal com L e mau com u? Qual a diferença?
Para este dia de aula eu havia preparado atividades de ortografia; mas percebi que não havia oportunidade melhor para se trabalhar ortografia partindo da curiosidade deles.
Momentaneamente abrimos o livro didático da turma e fomos procurar informações referentes a esta dúvida. Outros livros de gramática e português foram bem vindos. Várias alternativas e definições foram ressaltadas. No grande grupo fomos procurar qual definição era a mais cabível.
Depois de termos compreendido a diferença, criamos frases para exemplificar o estudado.
Foi muito gratificante esta atividade, pois a classe inteira se envolveu e buscou com afinco informações e esclarecimentos. Neste dia eu podia, muito bem, responder a pergunta realizada por um dos alunos e encerrar o assunto por ali mesmo. Mas não procedi desta forma, pelo contrário, estava atendo “as curiosidades e necessidades dos alunos”.
Trabalhar mau e mal é um conteúdo de ortografia do 4ª ano, que ainda não havia constado no meu planejamento. Porém, o conteúdo de ortografia desta aula adentrou no meu planejamento de maneira contextualizada e acompanhando a curiosidade da classe, tal e qual, métodos e pedagogias construtivistas, interacionistas e etc; Almejam e idealizam para seus educandos.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO

Ao iniciar o planejamento para o meu estagio curricular, estou podendo na prática perceber que há diferença entre um planejar burocrático baseado nas reflexões hipotéticas e o planejamento ligado à prática, que passa por avaliações e alterações para alcançar objetivos estabelecidos.
Só pretendo, novamente na minha prática, dedicar um tempo diário para registrar os eventos do dia a dia, pois no momento acredito que poderá, também, ajudar na tarefa de avaliação, em especial, quando se trata das alterações que às vezes se fazem necessárias no nosso planejamento, por motivos diversos em nossa prática. Esse registro cotidiano acredito que pode me ajudar a pensar estratégias para lidar com detalhes que interferem na nossa prática e podem atrapalhar ou contribuir par alcançar os objetivos.
Sendo assim, preciso tomar a decisão de colocar em prática estes registros para que meu planejamento passe a se tornar ainda mais eficiente e comece a ter um efeito maior.