terça-feira, 7 de dezembro de 2010

ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES

O Blog, em especial o Portfólio de aprendizagens no Curso de Licenciatura em pedagogia da UFRGS, foi uma ferramenta de trabalho que se consolidou, em especial na Interdisciplina do seminário integrador. Ela englobou no seu seio um amplo conjunto de abordagens e práticas educativas.
Constituiu deste modo, um espaço que visou criar e, manter atualizada uma enciclopédia de aprendizagens que ocorreram nas diversas e diferentes interdisciplinas. Registramos o que considerávamos ser mais importante em cada uma delas, com o intuito de não permitir que esses conhecimentos caíssem no esquecimento, bem como, para registrar aspectos que consideramos relevantes, nos artigos e estudos que efetivamos; e outros espaços de comunicação (sugestões de fatos, exposição das superações, angústias, medos, partilhas de conquistas) na emergente cultura da partilha em que vivemos hoje em dia.
No campo educacional, como bem anuncia Gomes (2006), o Blogger através da elaboração de portefólios na Web, tem sido explorada essencialmente, como um instrumento de desenvolvimento pessoal e profissional de professores e como instrumento/estratégia de aprendizagens e/ou avaliação de alunos (Gomes, 2006).
O presente Portfólio de Aprendizagens, deu a conhecer as temáticas abordadas ao longo das unidades curriculares do curso, deixando transparecer todo um trabalho que possibilitaram a exploração dos assuntos aqui retratados. A reflexão nele, foi sem dúvida, a tônica constante. Julgo que o Portfólio de Aprendizagens, é um instrumento de trabalho extremamente flexível que nos permite, a par dos aspectos já referenciados, a reformulação constante das informações aqui inseridas. Esta é, quanto a mim, uma das grandes potencialidades que ele nos oferece porque fomenta o espírito crítico e suscita a interactividade.
Nesse sentido, pode-se entender que o Portfólio de aprendizagens é um instrumento de estimulação do pensamento reflexivo, facilitando oportunidades para documentar, registrar e estruturar os procedimentos e a própria aprendizagem. Com isso, ele possibilitou o meu sucesso como estudante que, em tempo, pude transformar, mudar, (re) equacionar minhas aprendizagens, em vez de simplesmente saber sobre ela, ao mesmo tempo em que permitiu com que eu expusesse revisões da minha prática e minhas condutas pedagógicas em vez de somente fazer algum juízo, avaliar ou classificar o processo de ensino-aprendizagem e as teorias e abordagens destacas em cada Interdisciplina do Curso.
Segundo o editor da obra “Manual de Portfólio” de Shores e Grace (2001) todos se beneficiam ao desenvolver bons portfólios, pois esse tipo de avaliação aumenta a cooperação e o entendimento entre professores e alunos. Nesse sentido, Shores e Grace (2001) destacam que os alunos ou profissionais que desenvolvem o hábito de refletir sobre suas experiências aprendem a definir objetivos de aprendizagem por si mesmas.
Nesse contexto, hoje vejo o Portfólio de Aprendizagens e o Blogger como sendo uma oportunidade e uma chance de se estabelecer as finalidades de aprendizagem por parte de cada estudante; e a oportunidade de integrar evidências e experiências de aprendizagem.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

RESPONDENDO A ÚLTIMA POSTAGEM (SEMANA DO DIA 22/11)

Conforme a minha última postagem, onde anunciei que preparei uma aula no meu estágio Curricular, em que os alunos tiveram que se dividir em 5 grupos e realizar uma pesquisa sobre a cultura afro-brasileira, fui indagado pela professora Rosângela, com a seguinte abordagem: “...Nessa pesquisa desenvolvida com os alunos não incentivasses a busca de materiais em livros?” (ROSÂNGELA); Desta maneira, considerei viável destacar que os alunos além de terem tido a oportunidade de pesquisarem sobre o tema e o assunto na internet, também foram levados para a biblioteca da escola e desenvolveram esse trabalho em outras aulas, registrando essas informações no caderno.
Deste modo, já respondendo a uma outra pergunta proferida pela tutora do seminário integrador, a partir do seguinte questionamento: “ ... Como fizeste para separar o "joio" do "trigo" nesse projeto desenvolvido com os alunos?” (ROSÂNGELA), julguei importante destacar que separei na escola diversas reportagens sobre os "negros", postadas em revistas como: Mundo Jovem, Nova escola, Época, livros de história. Nos livros de história utilizei muito a indagação, o questionamento... será que é bem ássim como está escrito neste livro? Será que não houveram outras situações de confronto, preconceito ... nesta história?, será que os "negros" são o que acreditavam que eles fossem? o que é o negro" afinal? Porque ele é importante como todos nós? Ele é diferente de nós em quê? Há tantantas diferenças entre nós e eles? e assim por diante....
Nas revistas anteriores realizei leitura em conjunto com o grupo e ia conversando e fazendo perguntas a eles, também, como forma de virem compreender o que estava escrito ( os "negros não possuem riquezas culturais em sua diversidade? Quais são elas? Estes costumes influenciaram a sociedade? Encontramos aspectos da cultura afro em nossa sociedade? Quais? e assim por diante...). Porém, no laboratório de informática já levei sugestão de alguns sites, tais como: site da editora escala intitulado raça brasil, voltado para área da educação, site negro e educação do ANPED (ação educativa), site mundo em educação – links na área de história, site educar para crescer da revista abril e assim por diante... Todos com editoriais reconhecidos no Brasil e amparados por editoras de gabarito e reconhecidos pelo MEC e por muitos profissionais, principalmente da área de história.
Num outro momento, indo ao encontro de uma outra pergunta articulada pela Rosângela, quando esta enfatizou:”... os alunos produziram algum tipo de texto, uma síntese do que aprenderam?” (ROSÂNGELA), senti necessidade de argumentar que reunimos as informações de todos os grupos e construímos um grande texto em conjunto falando da vida dos negros no decorrer da história e da sua miscigenação (lutas, conquistas, desafios, metas e etc). Os alunos em seguida, copiaram este texto em seu caderno de aula e discutiram sobre o mesmo, se comprometendo a relê-lo, também em casa, e através da leitura, buscar mais informações sobre a “cultura” afro e sua influência nos costumes atuais e trazer escrito numa folha pautada (que entreguei para cada aluno) para a cada dia, no início ou no final da aula, ser apresentado a turma para ser refletido e analisado...
OBS: OUTROS COMENTÁRIOS, SONDAGENS E QUESTIONAMENTOS REALIZADOS FORAM EFETUADOS E POR MIM RESPONDIDOS, NOS LINKS DOS PRÓPRIOS COMENTÁRIOS.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

POSTAGEM REFERENTE A SEMANA DO DIA 22/11

Durante o oitavo semestre no Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFRGS, quando assumi uma turma de quarto ano em meu estágio curricular, ouvi com freqüência na sala dos professores o discurso “eu não levo os alunos na sala de informática porque eu não sei lidar com o computador”. Apesar de inicialmente, em meu estágio, não ter tido uma total autonomia, senti necessidade de me reportar aos conhecimentos prévios, que obtive fora e dentro do âmbito da faculdade, para que pudesse propor da melhor forma um trabalho para ser desenvolvido no laboratório de Informática da escola.
Sendo assim, procurei mostrar para a profesora titular da turma que as possibilidades para o trabalho com informática nas escolas são infinitas: produções textuais e leituras acessíveis em qualquer computador, produções de histórias em quadrinhos através de softwares de fácil manipulação, aplicação de aprendizagens através de jogos pedagógicos virtuais, produção de gráficos, figuras, vídeos, trocas de informação em tempo real, entre outros recursos.
Desta maneira, neste estágio curricular planejei algumas atividades com o intuito de demonstrar para a professora titular que o computador dentro da escola pode se mostrar como um mecanismo de acesso para novas experiências, tanto para alunos, quanto para professores, podendo abrir um mundo de novas possibilidades de trabalho, onde é permitido transitar entre diversas linguagens e culturas.
Com a oportunidade e o aval da professora, sem precisarem folhear cadernos os alunos buscaram conhecer um pouco do país que ia sediar a copa do mundo. Sendo assim, devido o início da copa do mundo da África do Sul, decidi abordar o assunto mais abertamente e diretamente, utilizando-me da internet e do computador. Nas aulas falamos sobre a abertura da copa do Mundo e o início dos jogos no dia de hoje. A conversa foi livre e aberta, os alunos falaram sobre suas expectativas e ansiedades. Desta maneira, aproveitando o assunto iniciamos uma conversa sobre a áfrica do sul e os descendentes (negros). Contudo, surgiu o seguinte projeto:
Título: DESCOBRINDO NOVAS CULTURAS E ETNIAS
Tema: afro-brasileira
Objetivo Geral:
* Conhecer elementos da cultura africana, descobrindo sua religião, cultura, formação étnico-racial, formação histórica no Brasil, etc.
Objetivos Específicos:
* Identificar o nível de conhecimento das crianças sobre o universo africano, descobrindo seus conhecimentos prévios a respeito da formação étnico-racial;
* Descobrir o espaço ocupado pelo negro, seus hábitos, costumes, cultura, sua formação histórica no Brasil e formação étnico-racial;
* Perceber a herança étnico-racial e as culturas vinda desde o Brasil colônia;
Roda de conversa:
Quem é o negro? (trabalhar o conceito de cidadania, se ele é "gente"). A partir das respostas introduzir outras questões que possam levantar: como vivem ou como viveram na sociedade? Sofrem ou sofreram algum preconceito?etc.
Após essa atividade propus aos alunos que se dividissem em 5 grupos e solicitei que fizessem uma pesquisa sobre a cultura afro-brasileira, abordando sobre a existência ou não de nações negras aqui na nossa região e sua formação étnico-racial, ressaltando se essas misturas deram origem a novas etnias.
Solicitei que descobrissem todas as informações que conseguissem, na internet e no laboratório de informática da escola, sobre os diferentes aspectos, religião, como sobrevivem e sobreviveram ao longo da história, se sofrem algum preconceito, sua formação histórica no Brasil, as etnias que surgiram da mistura do africano com o branco, enfim a cultura destes povos.
Os alunos registraram essas informações no caderno. Utilizei muito a indagação, o questionamento... será que é bem ássim como está escrito? Será que não houveram outras situações de confronto, preconceito ... nesta história?, será que os "negros" são o que acreditavam que eles fossem? o que é o negro" afinal? Porque ele é importante como todos nós? Ele é diferente de nós em quê? Há tantas diferenças entre nós e eles? e assim por diante.... Toda a pesquisa foi norteada por diálogo, questionamentos, perguntas, troca de idéias e opiniões... E a partir destes "norteamentos" os alunos, com suas palavras e beaseado-se nos escritos, transcreviam para seus cadernos, sempre com o meu tutoramento e acompanhamento. Foi um trabalho cansativo, árduo, mas que forneceu um resultado muito positivo; pois numa atividade simples, e com o apoio dos computadores e da internet, conseguiram perceber o quanto temos da cultura afro em nosso dia a dia e o quanto contribuíram para a construção de nossa identidade social.
Como não poderia deixar de ser, diagnostiquei neste meu estágio curricular, a partir deste projeto criado para ser realizado no laboratório de informática, que eu, ao buscar integrar em meus planos de aula as tecnologias, acabei concebendo, consciente ou inconscientemente, o princípio de que nas salas de aula, também existem diversificados grupos de alunos, mesmo podendo haver relações entre eles, cada um se deixa influenciar mais por este ou aquele aspecto do seu grupo.
Partindo da experiência do meu estágio curricular no oitavo semestre, visualizei que em meu Tcc, deveria ir em busca de autores que me ajudassem a sustentar a idéia de que a educação é um processo comunicacional democrático – que se dá pela participação dos sujeitos escolares na prática pedagógica, a partir de discussões que levem em consideração a dimensão sociocultural.
Sendo assim, para a minha pesquisa, julguei importante encontrar estudos que buscassem explicar a idéia de que a educação não deve ignorar as manifestações cotidianas do ser humano (como o alastramento da internet e das tecnologias de comunicação), como foma de vir, também, dar mais embasamento teórico para a parte do tema que diz A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, e para o problema que se detêm no delineamento das influências dos aspectos culturais (podendo ser a internet) no processo de construção do conhecimento do educando
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010

POSTAGEM REFERENTE A SEMANA DO DIA 15/11

Ao vivenciar o segundo módulo de atividades proposta pela Interdisciplina de Linguagem e Educação (sétimo semestre), me deparei com um texto escrito por Kleiman (2000) intitulado MODELOS DE LETRAMENTO E AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA. Através deste texto pude adentrar em aspectos relacionados a linguagem falada e a linguagem escrita que pode acontecer na forma mais formal, culta, bem como, na mais coloquial, sempre levando em consideração que o saber ler, o falar e o escrever são competências específicas de cada época (Chartier 1998).
Portanto, deste primeiro texto avancei na concepção de que as diferenças que ocorrem em relação à fala ou à escrita são a partir da multiplicidade de discursos, das maneiras diferentes que encontramos no cotidiano das pessoas em falar e escrever, pois tudo depende da situação em que ocorre.
Sendo assim, aprendi que no plano de aula se faz necessário proporcionar condições para que o aluno consiga na leitura, na escrita, na oralidade fazer relação com fatores do seu contexto, meio cultural, social, num cuidado para que o interlocutor seja determinante no modo de ler / escrever de cada um, muito embora para escrever, principalmente neste período de pré-adolescência, o registro seja diferente do que é falado em respeito às normas gramaticais. Sendo assim, estas diferenças precisam ser trabalhadas e trazidas para o consciente dos mesmos, de forma que possam perceber estes deslocamentos em relação ao falar e o escrever.
Assim, o professor ao desejar incluir no planejamento o ensino da escrita, de Kleiman (2000) posso levar em consideraração a idéia de que é necessário se considerar o conhecimento prévio dos alunos para que a leitura, a escrita e a oralidade possa ser trabalhada e exercida de forma contextualizada. Cabe ao professor familiarizar os alunos com a língua escrita, criar uma relação positiva com a mesma; utilizando textos realmente feitos para serem lidos, trabalhando tipos de textos diferentes e de forma diferenciada como a leitura silenciosa e leitura em voz alta, tendo em mente o objetivo de cada uma.
Apoiado nesta Interdisciplina, diagnostiquei que se em meu Tcc desejo falar sobre A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, necessito considerar que no processo de construção do conhecimento, pressupõe-se que o aluno na medida que vai aprendendo a dominar os signos lingüísticos, ao mesmo tempo realiza em seu cotidiano uma 'leitura do mundo'. Assim, seguindo os estudos de Kleiman (2000), uma criança deve aprender os conteúdos escolares mediada pelas significações que os diversos tipos de discursos aprendidos socialmente e em seu entorno social têm para ela, ampliando seu campo de leitura.
Portanto, em minha pesquisa se faz possível que eu ressalte a compreensão de que a criança, através de seu modo de falar, demonstra como interpreta e constrói a realidade social na relação com os outros, que é a base para a construção significativa de suas aprendizagens na sala de aula. Assim, nos conteúdos curriculares é preciso reconhecer a criança como sujeito, a qual não pode permanecer sem voz.
Deste modo, o debate sobre o processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, em meu tcc, poderá encontrar nos estudos de Kleiman (2000) apoio necessário, na medida em que ela poderá vir mostrar através de suas considerações sobre a linguagem falada e a linguagem escrita o quanto já é destacado a importância de se considerar na escola o contexto social e cultural do aluno no processo de ensino e aprendizagem. Neste sentido, através deste estudo já ficou definido para o meu Tcc que é das características diferenciadas de identidade culturais de cada educando, que o ambiente escolar se constituí.
Sendo assim, partindo desta simples percepção, faz-se possível que eu compreenda que minha idéia inicial, de pesquisar sobre a diversidade de alunos na sala de aula, têm fundamento, pois já é destacada por mais um grande mestre na área da educação.
REFERÊNCIA:

KLEIMAN, A. B. (ed.). (2000). Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In A. B. Kleiman (ed.), pp. 15-61. Campinas: Mercado de Letras.

CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. Trad. Fúlvia M. L. Moretto. São Paulo: Unesp, 1998.

domingo, 14 de novembro de 2010

POSTAGEM REFERENTE A SEMANA DO 08/11

Para a reflexão entorno das aprendizagens obtidas no sexto semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia da UFRGS, julguei conveniente trazer á tona um filme que a Interdisciplina do Seminário Integrador no Eixo VI, intitulado “Entre os muros da escola”, nos apresentou. No momento que me pus a recordar sobre ele, relembrei a cena em que o diretor e os demais professores se reúnem na sala dos professores para discutirem sobre as punições. Assim, o diretor da instituição começa a reunião dizendo:

- Há duas semanas, durante a última reunião da comissão permanente os professores sugeriram a introdução de um sistema de penalização por pontos para os alunos baseado no sistema da carta de condução. Se um aluno infringir uma regra, perderá pontos. Como a idéia é dos professores, passo-lhes a palavra. (Diretor da Escola)

Desta maneira, os professores começaram a dar a sua opinião sobre o mesmo. Entretanto, diante de tantos argumentos uma representante da comissão dos pais anuncia:

- Como representante da Comissão de pais, acho que punir é típico da linha de orientação da escola. Estão sempre prontos a penalizar, mas nunca a valorizar os alunos. (Representante do CPM)

Após alguns outros comentários, um outro professor (ator principal do filme), em discordância aos novos comentários diz:

- Aquilo que é chamado de sentimento de impunidade nos dá um espaço de manobra. Quando temos que lidar com castigos demasiado rígidos, não podemos aplicá-los da mesma forma a todos os casos (Professor A).

Logo, ao perceber que alguns professores discordaram de seu ponto de vista, faz uma contestação, dizendo:

- Mas é por haver regras tão estritas que se cria uma enorme tensão. O controle dos celulares, por exemplo. Todos concordam com a regra que os celulares eram proibidos na sala de aula. Desculpem, mas eu quebrei a regra porque não era um problema para mim. Tem de haver um espaço de manobra, uma zona de tolerância (Professor A).

Depois destas discussões, devido aos inúmeros temas que estavam em pauta, o diretor da escola direcionou a conversa para outras situações.
Acredito que quando a mãe de um dos alunos que integrava a mesa declarou a sua opinião “(...) acho que punir é típico da linha de orientação da escola. Estão sempre prontos a penalizar, mas nunca a valorizar os alunos”, indiretamente fez com que eu relembrasse que em nossas escolas, muitas vezes também podemos estar, consciente ou inconscientemente, discriminando nossos alunos na medida que não procuramos contemplar ou trazer á tona a diversidade da turma, podendo ser nos seus aspectos culturais, bem como, nas heterogêneas maneiras de aprenderem e de se colocarem à disposição do conhecimento.
Desta maneira, os conceitos que poderei enfatizar com a cena do filme ao arrolar com as exposições defendidas em meu trabalho de conclusão de Curso por meio deste material didático, são: Identidades; Diversidade; Etnia.
Quando escutei, no filme o ator principal falar em “estado de manobra” baseado nos objetivos especificados em meu Tcc que são: Perceber a influência do entorno social e de aspectos culturais no processo de ensino-aprendizagem dos alunos e; Destacar ações pedagógicas que venham qualificar o processo de construção do conhecimento, diante da diversidade e heterogeneidade de alunos na sala de aula; recorri automaticamente ao fato de que o sucesso da educação decorre da adequação do processo escolar á diversidade dos alunos, e isto, por si só já exige que a instituição entre num “Estado de manobra”; Primeiro, porque quando a escola assume que as dificuldades experimentadas por alguns alunos são resultantes, entre outros, do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem precisa, consequentemente, sofrer um estado de manobra, ou seja, ser concebida e avaliada.
Por outro lado, também, quando esta situação primeira entra num processo de aprimoramento, acaba sofrendo um “estado de manobra”. Assim, esta ao tentar adequar o processo escolar à diversidade dos alunos, ao mesmo tempo, nos dá margens para entendermos que está procurando valorizar o aluno, conforme demonstrou estar preocupada a mãe de um dos alunos que integrava a mesa ao declarar: “(...) acho que punir é típico da linha de orientação da escola. Estão sempre prontos a penalizar, mas nunca a valorizar os alunos”.
Entretanto, debruçado na cena do filme em que a preocupação do professor e da mãe representando os pais dos alunos se intensifica, percebi que meu TCC, ao buscar falar sobre: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL... deveria contemplar e levar em consideração o seguinte aspecto: mudança de atitude face ao Outro. O outro é alguém que é essencial para a nossa constituição como pessoa, e é dessa Alteridade, como procurava dizer estes personagens do filme e anunciou ser imprescindível a Interdisciplina em questão, que subsistimos, e é dela que emana a Justiça e a garantia da vida compartilhada.
Neste sentido, os conceitos abordados na Interdisciplina através deste filme me fizeram entender que em meu Tcc devo deixar explícito que a escola por dever, precisa ser um espaço receptivo, que respeita às diferenças. Não obstante, precisa dar ao currículo escolar um sentido democrático à diversidade cultural presente no espaço escolar.
Contudo, ainda, percebi que como na instituição todos os professores, funcionários e a comunidade escolar careciam entrar num “estado de manobra” por terem o dever de possibilitar um processo educativo por via de acesso ao resgate da identidade dos alunos, aonde a auto-estima e autonomia destes pudessem ser colocadas à prova, em meu TCC deveria considerar que a escola é o ponto de encontro e embate das diferenças étnicas, podendo ser instrumento eficaz para diminuir e prevenir o processo de exclusão social e incorporação do preconceito pelas crianças.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

POSTAGEM REREFRENTE A SEMANA DO DIA 01/11/2010

Na Interdisciplina ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO- ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL, estruturada pelo professor RAIMULDO HELVÉCIO AGUIAR, no Eixo V do curso de LICENCIATURA EM PEDAGOGIA A DISTÂNCIA pude rever e estudar o sistema escolar brasileiro.
Sendo assim, através de Farenzena (2007) pude compreender que atualmente, o sistema escolar brasileiro é regido pela lei número 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
No artigo primeiro da LDB, é declarado que a educação abrange “os processos formativos” que se desenvolvem em todas as instâncias da vida social. Neste sentido a lei número 9-394/96 afirma que “a educação escolar, se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias” (inciso I) e que “a educação deverá vincular-se ao mundo de trabalho e a prática social” (inciso II).
Partindo da evidência dessas regulamentações, percebi que para a LDB passar a considerar em suas diretrizes a prática social como fator importante na área da educação, seus elaboradores tinham que ter partido de algum ponto de vista.
Neste sentido, comecei a criar indagações como: Quais conceitos, estudos, autores e pesquisadores poderiam ter conduzido os responsáveis a evidenciar na lei Diretrizes e Bases da Educação a importância da prática social na educação? e, Porque consideraram este fator importante para estruturar o sistema escolar brasileiro?
A partir desta reflexão, advinda dos estudos realizados no 5ª semestre, comecei a ir em busca de autores e estudiosos que pudessem vir me ajudar a responder tais incógnitas. Na medida que fui me debruçando em autores como Inoue, Migliori, Ambrósio (1999), fui descobrindo que a LDB poderia dar tanta importância ao fator social em seus artigos e incisos, porque poderia reconhecer em seu interior, que os alunos ao realizarem construções, individual e socialmente, acabam internalizando algumas concepções. Neste processo o aluno vai construindo o conhecimento nas escolas na medida em que interpreta as informações exteriores e integra a uma variedade de noções aprendidas na sala de aula, relacionando-os.
A partir desta primeira percepção, já pude perceber que a Interdisciplina ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA EDUCAÇÃO- ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL, poderia colaborar com meu tCC, na medida em que poderia me proporcionar informações legais para a sustentação da questão referente a CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA HETEROGENEIDADE E DIVERSIDADE CULTURAL DOS ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL. Neste sentido, a LDB poderia vir me ajudar a evidenciar que embora os conteúdos seja um importante objetivo da educação formal, a prática do professor nestes instantes, não deve ficar restrita à ele.
Portanto, orientado pela Lei Diretrizes e Bases da Educação, poderei encontrar indícios importantes para mostrar que o professor necessita considerar a questão social para conseguir lidar com a diversidade, com a multiplicidade de perspectivas e tendências contidas na sociedade e conseqüentemente na sala de aula.
Deste modo, o debate sobre o processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, em meu tcc, poderá encontrar na LDB apoio necessário, na medida em que ela poderá vir mostrar através de seus artigos e incisos e quanto já é destacado e divulgado a importância de se considerar na escola a pluralidade cultural, para se conseguir entender em como estas questões influenciam no processo de construção do conhecimento dos educandos.

REFERÊNCIA:
Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, 26 de dez. de 1996. Brasília, 1996.
FARENZENA, Nalú. Responsabilidades das esferas de governo para com a educação. Porto Alegre, 2007 (mimeo).

POSTAGEM REREFRENTE A SEMANA DO DIA 29/10/2010

Para abordar em meu TCC o tema: A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL: DESAFIOS PARA PROFESSORES DE UMA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE CRICIÚMA-SC me respaldei em autores como Vigotski.
Este autor pôde ser estudado na Interdisciplina Desenvolvimento e Aprendizagem sob o Enfoque da Psicologia I – E, no Eixo II do curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS. Através dos encaminhamentos obtidos em um fórum (ferramenta tecnológica do Ambiente Virtual do curso) aberto para uma das atividades da interdisciplina em questão pude construir o raciocínio de que Vygotiski (1988) concebe a criança como um ser ativo, atento, que constantemente cria hipóteses sobre o seu ambiente.
Sendo assim, nos fórum disponibilizado pela Interdisciplina no ROODA, pude entender através das postagens das colegas que Vygotiski (1988) privilegia o ambiente social, ao salientar o ambiente social em que a criança nasceu, reconhecendo que, em se variando esse ambiente, o desenvolvimento também varia. Neste sentido, para este autor, não se pode aceitar uma visão única, universal, de desenvolvimento humano.
A partir dessa definição de Vygotski (1988), advinda dos fóruns, pude apreender que o entorno social, ajuda a sistematizar a experiência das crianças e por isso adquire uma função central no desenvolvimento cognitivo, reorganizando os processos que nele estão em andamento.
Neste sentido, Vygotski (1988) poderá me ajudar a mostrar que a educação precisa, ser também, uma agência preparadora e viabilizadora de comunicação entre grupos múltiplos, de maneira que o conhecimento seja superado pelo individualismo e contemplado pelas várias realidades culturais contidas no dia-a-dia dos alunos.
Desta maneira, através de Vygotski (1988) poderei conseguir mostrar, fomentar e abordar mais um assunto dentro de uma parte do tema do meu TCC que diz: “A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL...”, ao poder evidenciar através dele que o conhecimento construído nas escolas são resultantes não apenas do processo pedagógico de ensino-aprendizagem propriamente dito, mas das relações subjacentes a isto.

REFERÊNCIA:
VIGOTSKI, Lev S. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo, Ícone - USP, 1988.

domingo, 24 de outubro de 2010

Durante este último semestre deparei-me pensando e me questionando sobre a importância do TCC. Estas análises partiram das ansiedades, inseguranças, correria, abatimento e desilusões entorno da sua elaboração.
Deste modo, cheguei a definir ele como sendo uma norma, meramente burocrática, que deve ser concretizada e efetivada para dar mais crédito ao curso. No auge do meu esgotamento e cansaço cheguei a pensar que se tratava de uma etapa que visa, simplesmente, comprovar que o curso está correspondendo aos padrões de produção científica exigidos pelo MEC.
Mas, a exaustão e a fadiga ocorreram porque durante a sua execução eu comecei a compreender que no TCC posso colocar tudo a perder se descuidar da repetição pura e simples do que já foi dito por outros, sem apresentar nada de novo, seja em relação ao enfoque, seja em relação ao desenvolvimento ou ás conclusões; Manifestação de meras opiniões pessoais sem fundamentá-las com dados comprobatórios logicamente correlacionados e embasados em raciocínio; Exposição de idéias demasiadamente abstratas alheias tanto aos pensamentos, preocupações, conhecimentos ou desejos pessoais do autor do TCC como de sua particular maturidade psicológica e intelectual.
Mas essas conclusões descritas a cima, e que acabaram me direcionando para a canseira, advéio do fato de muitas vezes eu me deparar com intervenções, que mesmo sabendo e entendendo serem pertinentes e necessárias, me “obrigavam” a me deseacomodar e me desprender das verdades que possuía a anos, para pôr elas a prova e compreendê-las a partir do pensamento destes ou daqueles autores.
Em algumas conversas por MSN e mensagens eletrônicas, tais pensamentos me foram apresentados:
“[...] O teu texto não está dizendo o que tu queres dizer na verdade. Tu percebe o meu ponto de vista, como tua leitora?” (19:15); “[...]Eu sei o que tu quer dizer, mas não está escrito lá. Esse tipo de "confusão" pode acontecer muito num TCC. Temos que cuidar para não andar em círculos [...]” (Nadie Christina Machado, 15/09/2010, 19:23).
“[...]Tudo isso poderia ser sintetizado em um único parágrafo. O tema está ótimo, a tua pergunta também…é só ser mais objetivo na escrita. Teríamos que ver como fica o texto se tu enxugar tudo isso.” (Nadie Christina Machado,20/09/2010, 19:50).
“[...] Caro Edivan, depois de tudo o que li, fico com um grande questionamento: o teu trabalho me parece que quer discutir a questão do aluno com necessidades especiais, bem, isto tem a ver com heterogeidade, mas heterogeneidade é muito mais do que isso. Então, acho que podemos manter a discussão que te propões, mas tem que mudar o tema, me parece que queres discutir a inclusão dos alunos com necessidades especiais na escola. É isso? Pra mim, é isso que o texto me pareceu. ( E-mail Yahoo,Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010; 22:47)
Na hora que lia os comentários ficava decepcionado com meu rendimento e com minha apropriação do TCC. No momento que me deparava com tais análises às incertezas me consumiam e a motivação para a sua concretização ficava obscura perante a exaustão.
No entanto, hoje, após algumas semanas de retomada, revisão e reflexão entorno das palavras destas professoras, e após respirar e colocar minha mente e concentração em ordem, passei a entender que um TCC é portanto um trabalho que observa e acumula informações; organiza essas informações e observações; procura as relações e regularidades que podem haver entre elas; indaga sobre os seus porquês; utiliza de forma inteligente as leituras e experiências para comprovação; comunica aos demais seus resultados.
Desse modo, é pertinente salientar que um Tcc tem extrema importância, por representar um trabalho que explora um assunto único, procurando aprofundar-se no mesmo, e suscitar diretrizes e resoluções para a temática abordada.

domingo, 17 de outubro de 2010

Através de uma outra conversa que obtive com a professora Nádie Christina, professora da Interdisciplina do Seminário Integrador, anterior ao da última postagem, já pude começar a construir inúmeras outras definições para o TCC. No transcorrer da nossa conversa, vários fatores foram levantados. Estes fatos me fizeram reelaborar conceitos que obtinha sobre o mesmo.
A professora no nosso diálogo destacou um seguinte episódio do meu TCC: “[...] Fiquei um pouco preocupada ao iniciar a leitura do teu texto[...]”, “[...]Ele está longo e as informações se repetem demais […]”, precisas “[...] ser mais objetivo na escrita[...]” (Nadie Christina Machado, 03/10/2010, 19:23).
Após refletir sobre suas palavras ao mesmo tempo que fiquei aterrorizado, senti-me aliviado, porque como o processo de escrita de um TCC pode ser relativamente longo, um problema destes, descoberto tardiamente, poderá me atrasar, já que quanto mais conceitos abordados e páginas escritas, mas difícil pode ser de se encontrar o foco do trabalho.
Às vezes uma variedade de tópicos abordados pode confundir a idéia principal do trabalho e descaracterizar a idéia central. Assim, percebi que preciso me dedicar arduamente na seleção do melhor tema para meu trabalho.
Portanto, como bem se percebe nesta minha postagem, também não me envergonho de procurar auxílio, pois penso que é através deles que conseguimos diagnosticar os possíveis equívocos de nossa pesquisa; logo, outro fator importante, é selecionar adequadamente as bibliografias.
Neste sentido, após ler da professora que: “ [...]Tudo isso pode ser sintetizado [...]”[...]deverias focalizar mais nas questões de pesquisa e mesmo nestas de forma objetiva[...]”, pois “[...]um bom TCC não precisa ser extenso, ele precisa ser claro e ter bons argumentos [...]”(Nadie Christina Machado, 03/10/2010, 19:47), percebi que devo fazer de tudo para facilitar o meu trabalho posterior, já no primeiro momento, já que o assunto de meu TCC me acompanhará em uma longa jornada.
Deste modo, esta nossa conversa serviu para que eu formulasse a percepção de que o assunto a ser abordado não deve ser fácil demais e também não deve ser muito complexo, deve ser adequado a possibilidades do pesquisador, sua disponibilidade de tempo, de recursos bibliográficos, etc. A pesquisa ou estudo deve apresentar alguma utilidade, alguma importância prática ou teórica.
Portanto, graças, também, ao apoio e incentivo da professora Nádie Crhistina Machado, estou podendo vencer o medo e a insegurança inicial, e começando a me sentir capacitado e com autoridade o suficiente para tratar sobre o assunto em meu trabalho de conclusão de curso. Tenho fé em meu trabalho e em minha capacidade, dentro da realidade do tema.

domingo, 10 de outubro de 2010

REPENSANDO MEU TCC

O meu TCC vem sendo um repensar constante, ele vem se estruturando através de reflexões e indagações. Para se ter uma idéia, na semana do dia 28/09 meu trabalho de pesquisa havia 25 páginas de fundamentação teórica, a partir da semana do dia 04/10 este se restringiu a 12 folhas.
Estas modificações começaram a ocorrer após algumas intervenções da minha orientadora Dóris, no “corpo” dom meu trabalho de Conclusão de curso, bem como, após uma conversa via chat com a professora Nádie, tutora da Interdisciplina do seminário Integrador, na quarta-feira (06/10).
Algumas perguntas e observações neste chat foram responsáveis pela mudança de rumo, quase que radical, do meu projeto, tais como: “...O maior problema é a grande quantidade de perguntas que tu faz e para as quais o restante do texto não conduz”, “A PERGUNTA precisa estar mais ou menos definida, ou pelo menos, os conceitos bem estruturados...”, “... No teu TCC tu tens UMA pergunta, que pode ter desdobramentos, mas precisam estar inseridos na mesma temática...”...Os exageros fazem com que tu perca o foco, a tentativa de deixar MUITO claro te confunde e confunde o leitor...”(Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 19:34).
Sendo assim, comecei a refazer meu projeto e minha fundamentação teórica. Se em outrora meu projeto, consciente ou inconscientemente, havia em seu cerne 6 questões para serem pesquisadas, o que seria muito para um TCC e para o tempo desprendido no semestre para a sua execução, no atual momento tem-se uma única pergunta com no máximo duas ou três questões inseridas num mesmo assunto.
Anteriormente, ao tentar relacionar os conceitos com os autores utilizei-me das seguintes endagações :
1) “...Perante esta realidade, gostaria de saber através deste trabalho...habilidades e características de uma turma onde o professor CONTEMPLA A DIVERSIDADE; 2) “...QUAIS OS RELATOS EXISTENTES... Isso é revisão bibliográfica...; 3) “...Interação e metodologia de trabalho mais adequada...; Quarta questão DIFERENTE: “Neste trabalho, meu principal FOCO é entender e enfatizar a diversidade dos alunos e a construção do conhecimento; QUINTA pergunta “... O foco da pesquisa serão as séries iniciais.... Descobrindo a influência da diversidade na maneira dos alunos aprenderem e construírem o conhecimento...”; Além disso... num 6ª momento entrei com Bill Green e Chris Bigun para discutir a diversidade de apropriação das tecnologias, SE Ë ISSO, deveria aparecer na questão, senão, deveria mencionar dentre outras diversidades, mas não dedicar tanto espaço a isso.
Neste sentido, não pude me abster da realidade e do rumo que estava dando ao meu trabalho e tive que dar uma pausa em meu projeto para pensar: Qual a minha pergunta? Quais os conceitos que deveriam compor ele? ...”(Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 19:54).
Nesse sentido, percebi que devia contemplar do mais geral ao mais específico, um ou dois itens e focalizar nele, e não subdividir e fragmentar demais, além de dizer e abordar a mesma coisa com nomes diferentes.
Não é que o meu tema não fosse importante ou relevante, muito pelo contrário. Estaria muito bem escolhido, mas estava faltando clareza nos limites entre cada um deles (Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 20:02).
Assim, após ler o meu texto e achar as redundâncias, o que estava junto e que estava separado, o que realmente fazia parte da minha pergunta ou não, estruturei ele da seguinte forma:
Na minha Introdução e no meu Objetivo Geral destaquei, somente, uma questão, sendo ela: “... Abordar como o professor deve desenvolver o processo de construção do conhecimento no aluno, diante da dinâmica do cotidiano da escola e das várias realidades sócio-culturais presente nas turmas do Ensino Fundamental”.
O tema do projeto também sofreu alterações, principalmente a partir das palavras da orientadora Dóris no corpo do meu trabalho: “... EDIVAN, EU ACHO QUE MUITO DO QUE COLOCAS AQUI NO REFERENCIAL TEÓRICO SE AFASTA UM POUCO DAS TUAS INTENÇÕES DE PESQUISA... A PARTIR DE UM DADO MOMENTO O TEXTO FALA MUITO SOBRE A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO...” (Dóris Almeida, 04/10/2010, 21:58).
Para tentar me colocar no texto concordando ou discordando dos autores, na análise, dei o seguinte enfoco para o tema do meu trabalho: Um estudo de caso sobre a construção do conhecimento diante da heterogeneidade e diversidade de alunos do Ensino Fundamental: Desafios relevantes para os professores de uma rede Municipal de Ensino de Criciúma-SC.
Portanto, conforme já destaquei anteriormente, em meu TCC procurei tentar responder a todos os comentários da minha orientadora e pensar sobre o que conversei com a Nádie no último chat que realizamos via Adobe Acrobat Connect Pro.
Foi através da intervenção de ambas as professoras que consegui ou pelo menos estou tentando fazer dos vários conceitos que haviam no meu trabalho, uma escolha, um recorte para me ater, “sob pena de não ter perna pra tanta coisa” (Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 20:08).

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

AS TIC's NA EDUCAÇÃO

No 1ª Semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia/UFRGS, fiz a Interdisciplina de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC’s), nesta Interdisciplina fui motivado a refletir sobre a Informática na Escola, aprendi a trabalhar com edição de imagens e trabalhei com o conceito de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC`s) e sua aplicação no contexto educacional.
Estes estudos demonstram que a utilização das novas tecnologias de informação e comunicação (NTICs), como ferramenta, traz uma enorme contribuição para a prática escolares em qualquer nível de ensino. Essa utilização apresenta múltiplas possibilidades de técnicas, materiais pedagógicos... que poderão ser realizadas segundo uma determinada concepção de educação, podendo ser a contrutivista/interacionista, tecnicista, diretiva e não-diretiva, que perpassa qualquer atividade do currículo escolar.
Com a revolução tecnológica e científica, a sociedade mudou muito nas últimas décadas. Assim a educação não tem somente que adaptar às novas necessidades dessa sociedade do conhecimento como, principalmente, tem que assumir um papel de ponta nesse processo. Os recursos tecnológicos de comunicação e informação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente. Eles estão presentes na vida cotidiana de todos os cidadãos, que não podem ser ignorados ou desprezados.
A interação aluno-computador precisa ser mediada por um profissional agente de aprendizagem que tenha percepção do significado do processo de aprender, para que ele possa entender as idéias do aprendiz e como atuar no processo de construção do conhecimento para intervir apropriadamente na situação, de modo a auxiliá-lo nesse processo.
Neste sentido, estas aprendizagens obtidas no Eixo I, relacionam-se com o tema de meu TCC, na medida em que me ajudam a sustentar e ressaltar a idéia de que está sendo tonificada, construída, fundada e instituída uma nova geração, diferenciada das épocas anteriores, e por isso a Escola de hoje necessita tomar conhecimento da identidade reconfigurada dos alunos que ela recebe (GREEN e BIGUM, 1995).
Sendo assim, consegui despertar a minha atenção para a concepção de que a tecnologia faz parte do cotidiano de grande parte das crianças e dos jovens, ou seja, eles nasceram no ambiente das novas tecnologias da informação, num novo tempo, repleto de mundos virtuais (GREEN E BIGUM, 1995).
Essas idéias apreendidas e discutidas nesta Interdiplina vão ao encontro dos ensinamentos aprendidos na Interdisciplina de APRENDIZAGEM SOB O ENFOQUE DA PSICOLOGIA, vivenciada no Eixo II, na medida em que as idéias de como se dá uma aprendizagem significativa por meio das Tic’s se relacionou aos fundamentos e princípios da teoria construtivista de Piaget (abordada na interdisciplina de Psicologia I), que parte da premissa que o conhecimento não procede apenas da programação inata do sujeito e nem de sua única experiência sobre o objeto, mas é resultado tanto da relação recíproca do sujeito com seu meio, quanto das articulações e desarticulações do sujeito com esse objeto. Dessas interações surgem construções cognitivas sucessivas, capazes de produzir novas estruturas em um processo contínuo e incessante (PIAGET, 1978).
Ao mesmo tempo, os estudos das Tecnologias de Informação e Comunicação no 1ª Semestre, me levaram a querer mostrar no meu TCC um outro fator de heterogeneidade presente nas instituições de Educação, uma nova espécie de habitante nas escolas: o jovem de uma sociedade altamente tecnológica (GREEN E BIGUM,1995).
E para as Escolas dos dias de hoje, este é um grande desafio, pois além de ter que fazer uso dos recursos tecnológicos, precisa conviver com diferentes realidades e situações: as de alunos que já estão inseridos e adaptados a esta nova natureza tecnológica, conectados a estudantes e professores que num ritmo diferenciado, estão ainda descobrindo e conhecendo esta vertente.
Portanto, o uso das TICs na educação, intercedido pela teoria de Piaget (1978) deve ter como objetivo mediar à construção do processo de conceituação dos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo habilidades importantes para que ele participe da sociedade do conhecimento e não simplesmente facilitando o seu processo de ensino e de aprendizagem.
REFERÊNCIAS:

PIAGET. Jean. Problemas de psicologia genética. In: Piaget. Tradução: Célia E. A Di Piero. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 209-94. (Os Pensadores).

GREEN, Bill; BIGUM, Chris. Alienígenas na sala de aula. In: SILVA, Tomaz Tadeu (org). Alienígenas na sala de aula: uma introdução aos estudos culturais em educação. Petrópolis: Vozes, 1995. p. 208-243. 2 (Coleção estudos culturais em educação).

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

REORGANIZANDO O TEMPO

No V semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia na UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL, na efetivação da Interdisciplina do Seminário Integrador V, refletimos e discutimos sobre a ORGANIZAÇÃO DO TEMPO.
Neste período fomos conduzidos a observarmos o nosso dia a dia, desde o despertar até o findar do mesmo. Neste processo, elegemos as atividades mais importantes, as menos importantes, as intermediárias e as casuais. A partir destas separações, reorganizamos cada dia da semana; dispondo horários para cada tarefa.
Nestas tabulações, fomos orientados a estipular o tempo de duração de cada "OBRIGAÇÃO", definindo aproximadamente o horário para o seu início, bem como para o seu término. Nas organizações, éramos ainda, aconselhados a definirmos horários para o lazer, descontração e família.
O intuito desta atividade era nos ajudar a vermos as prioridades atuais, e nos mostrar que para concretizarmos cada uma delas, precisávamos nos desacomodar e escolhermos o que era mais essencial e urgente no momento.
Este último semestre me remete a esta ORGANIZAÇÃO DO TEMPO, pois para conseguir estruturar um TCC de maneira adequada e coerente, preciso dispor de um tempo considerável no meu dia.
SABE-SE que normalmemente temos uma rotina bastante cheia e repleta de afazeres. São inúmeras as responsabilidades que assumimos cotidianamente, pois não somos uma "coisa" somente: Ao mesmo tempo que somos estudantes, temos funções como trabalhadores e profissionais, mediante as responsabilidades familiares, comunitárias e "culturais"...
Perante os diversos "encargos", organizar o tempo é extremamente necessário, pois facilita a distribuição de tarefas e nos deixa mais tranquilos para a execução delas.
Sendo assim, para que atualmente, eu consiga construir o meu TCC, uma revisão nos meus compromissos se fez necessário. Pois, se eu não organizasse o meu tempo, poderia dar prioridades a outras funções e acabaria correndo o risco de reduzir o tempo dedicado ao TCC.
No presente instante, ordenei um horário no papel, especificando detalhadamente cada um deles; pois ao recordar-me da atividade efetivada no V semestre, considerei viável decidir um horário fixo para a execução e efetivação de minhas obrigações pessoais, bem como, para a construção do meu TCC.
Portanto, de segunda a sexta-feira, defini e construí a seguinte carga horária para mim:
6:15 - Despertar
6:40 - Saída para o Trabalho
7:00 - Abertura da Empresa para recepcionar os Funcionários
9:00 - Intervalo para o café da manhã
9:15 - Retorno ao trabalho
14:00 - Intervalo para o Almoço e Cumprimento de questões Administrativas
15:00 - Retorno para o Trabalho
17:30 - Finalização do trabalho/Retorno para casa
17:40 às 19:00 - Tempo para afazeres pessoais
19:00 às 22:00 - Efetivação do TCC
22:00 às 23:30 - Tempo para afazeres Pessoais
23:35 - Repouso
Portanto, através da Interdisciplina do Seminário Integrador V, pude aprender a importância de organizar nossas ações, decisões e o tempo, e a partir desta experiência obtida no semestre em questão, dedici aplicá-la no eixo atual; Pois a partir desta vicência passei a acreditar que a maior riqueza que temos na vida é o tempo, e decidir como usá-lo de forma consistente com nossos objetivos e estilo de vida está nas nossas mãos.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

FUNDAMENTANDO MEU TCC - reorganizando minha escrita

Neste último semestre no Curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS estou me sentindo extremamente desafiado. Em primeiro lugar, porque estou tendo de aprimorar minha escrita e estruturação da mesma, em segundo lugar, porque necessito buscar mais embasamento teórico e realizar trabalhos empíricos para fundamentar a construção do conhecimento.
É como se as palavras de Sócrates (1911) , quando ele proclamou que somente sabia que nada ele sabia, fizessem sentido neste Eixo disciplinar. Quanto mais eu tento me aprofundar e dar “corpo” à minha fundamentação teórica, no meu trabalho de Conclusão de concurso, mais percebo minhas limitações e carências literárias.
No entanto, estou diagnosticando que tive um bom embasamento teórico-prático no curso. Isto porque, na medida em que vou avançando na minha pesquisa, deparo-me com autores estudados, ressaltados e trabalhados em algumas interdisciplinas. Estes autores vão me ajudando a construir uma fundamentação mais consistente e significativa.
Fico extremamente feliz por estar obtendo a percepção de que no meu curso, interdisciplinas estão podendo se fazer presentes num momento tão importante como o TCC. É como resgatar todos os meus anseios, idéias, objetivos e percepções (ao trazê-las à tona novamente).
É como se o que eu havia objetivado para mim nos primórdios do curso, pudessem agora na “finaleira” serem reforçados. Conforme uma postagem minha intitulada “ORGANIZAÇÃO DO TEMPO” (2008), sinto que hoje evidencio mais intensamente o desejo de não carregar, somente, um canudo da UFRGS, mas as aprendizagens nela obtida.
No Eixo I, a Interdisciplina: Escola, projeto Pedagógico e currículo, me ajudou a estudar as dimensões teóricas e práticas que configuram os currículos escolares. Me orientando a analisar criticamente os conceitos de currículo, natureza e funções do PPP da escola. Em especial, através de respaldos na teoria de Freire (1996).
Ao estudar Freire (1996), nesta Interdisciplina pude construir a visão de que ele, partindo do ponto de vista do reconhecimento a existência dos condenados da terra, e dos excluídos, desenvolveu a idéia de que é das características diferenciadas de identidade sócio-econômico e culturais de cada educando, que o ambiente escolar se constituí.
Desta maneira, partindo desta simples percepção, fez-se possível que eu compreendesse que minha idéia inicial, de pesquisar sobre a diversidade de alunos na sala de aula, têm fundamento, pois já é destacada por um grande mestre na área da educação.
Acredito que Freire (1996), em meu TCC poderá me ajudar a explicar a maneira como se deve discutir e encaminhar as aprendizagens, pois, conforme o direcionamento que obtive na interdisciplina: Escola, projeto Pedagógico e currículo, já pude entender que é viável que o professor associe à disciplina cujo conteúdo se ensina, à realidade concreta dos alunos, de maneira que se estabeleça uma “intimidade” entre os conteúdos curriculares e o conhecimento construído socialmente pelos educandos (Freire, 1996).
Estes direcionamentos ocorreram em diversos momentos: Em fóruns criados no ambiente virtual do curso (ROODA), Em escritas analíticas sobre o pensamento do autor em questão, bem como, através dos comentários realizados pelos tutores e professores da Interdisciplina no webfólio (caderno de postagens).
Sendo assim, através de Freire (1996), conseguirei abordar de maneira mais intensa, que ser professor é reconhecer as experiências mais informais ou corriqueiras, aprendidas em momentos de lazer e descontração, e nos mais diversos ambientes e espaços, pois elas se cruzam repletas de significação.
De maneira brilhante, a teoria de Freire (1996), me ajudará a mostrar como as diversidades culturais/sociais, podem influenciar o dia a dia numa sala de aula, e vislumbrar ações pedagógicas que venham contemplar essa heterogeneidade cultural/social, presente numa turma de estudantes.

Referências:
1. ↑Socrates. 1911.Dísponível em:http://www.1911encyclopedia.org/Socrates_%28philosopher%29. Encyclopaedia Britannica (1911). Página visitada em 17-09-2010.
2. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. Rio de Janeiro. Paz e Terra, 1997.
TEXTO REAPRIMORADO do dia 10 de SETEMBRO de 2010.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

MINHA QUESTÃO NORTEADORA

Após ter sido questionado por minha tutora do Seminário integrador, sobre a questão norteadora de meu TCC, considerei favorável apresentá-lo.
Sendo assim, após refletir sobre meu Estágio curricular, realizado no penúltimo semestre do Curso de Licenciatura em pedagogia na modalidade à distância, da UFRGS, acabei definindo como tema de minha pesquisa: Os desafios relevantes para o professor do Ensino Fundamental: A heterogeneidade no contexto da sala de aula.
Seguido do seguinte problema: Como o professor deve lidar com a heterogeneidade e a diversidade de alunos na sala de aula?
Desta maneira, pretendo num primeiro instante abordar de uma maneira mais técnica, apoiando-me em estudiosos e autores, às situações de heterogeneidade (que também presenciei na turma do meu estágio), ou seja, desejo trazer á tona as diversidades de alunos que integraram um espaço da sala de aula, expondo através de estudos de outros autores, a influência destas realidades na sua maneira de aprender e conviver na escola.
A partir destas pontuações, baseado em estudiosos e autores, almejo deixar evidente que numa turma existem diversas realidades, concepções, habilidades... Ou seja, que numa sala de aula nenhum aluno possuí um mesmo ritmo para aprender, ou que, apresenta uma mesma bagagem de informação.
Sendo assim, desejo “comprovar”, juntamente com os autores pesquisados, que a heterogeneidade está presente na sala de aula.
Para um segundo momento, baseado em autores e estudiosos, almejo destacar quais os reajustes que nossas instituições de ensino, (em seus currículo, planos de aula, pedagogia de ensino...) necessitam efetivar, para atender a uma parcela considerável deste público... Tendo em vista as situações de heterogeneidade que já terei descrito no capítulo anterior.
Num terceiro capítulo, DESEJO expor situações concretas do meu estágio. Diálogos que obtive com meus alunos. Resultados destes diálogos. Concepções construídas nesta convivência, ou seja, penso utilizar-me de situações mais concretas para vir ao encontro dos outros dois capítulos...
Diante disto, me esforçarei para identificar os desafios mais relevantes do professor do Ensino fundamental, desvendando métodos eficazes para a prática pedagógica.

REVISITANDO OS CONTEÚDOS DO 1ª SEMESTRE

Revisitando os conteúdos do 1ª Semestre do Curso de Licenciatura em Pedagogia, na modalidade a distância da UFRGS, pude relembrar e resgatar algumas concepções teóricas destacadas neste 1ª Eixo.
Sendo assim, ao me deparar com a Interdisciplina de Escola, Projeto Pedagógico e Currículo, recordei da leitura e da reflexão que realizei entorno da obra: Pedagogia da AUTONOMIA de Paulo Freire (1996), após ter sido motivado por ela, a Lê-lo.
Neste mesmo instante, recorri a minha pasta de polígrafos, e encontrei uma apostila contendo este livro xerocado. Apressadamente comecei a folhá-lo. Foi quando achei reflexões do autor sobre o Ensinar através da apreensão da realidade dos educandos (capítulo 2, sub-capítulo 2.6), o Ensinar através de um reconhecimento à identidade cultural dos alunos (Capítulo 1, sub-capítulo 1.9), o Ensinar através do respeito e valorização dos saberes dos alunos (Capítulo 1, sub-capítulo 1.3).
Estes temas, desde o início me chamaram atenção e me fez crer se relacionar com a questão de meu trabalho de conclusão de curso (TCC). Porque construí esta primeira impressão? Porque desde o instante que construí meu problema, imaginei produzir um capítulo que abordasse os seguintes assuntos: 5.1 COMO ENTENDER A HETEROGENEIDADE NOS DIAS DE HOJE; 5.1.1 A INCLUSÃO EM MEIO A DIVERSIDADE NA SALA DE AULA; 5.2 REPENSANDO O FAZER-PEDAGÓGICO.
Sendo assim, Paulo Freire, através de sua pedagogia poderá colaborar para que eu dê forma e “corpo” a esta idéia inicial, através de suas concepções entorno de uma pedagogia alicerçada na experiência que têm os alunos, para discutir e encaminhar as aprendizagens, ou seja, a realidade como ponto de partida e de chegada.
Deste modo, suas concepções poderão contribuir teoricamente para que eu explique sobre a diversidade de alunos que freqüentam nossas instituições escolares.
Um exemplo da contribuição que a Teoria de Paulo Freire poderá proporcionar a minha pesquisa, é a sua maneira de tratar e alegar que nossas escolas recebem alunos com diversas formas de socialização; sendo assim, FREIRE (1996) aborda que estes indivíduos acabam trazendo consigo “traços” particulares, que necessitam ser levados em consideração na sala de aula. Eis aí, a presença da heterogeneidade, que é tema de meu TCC.
Portanto, através do livro pedagogia da Autonomia, indicado numa das interdisciplinas do 1ª Semestre poderei falar sobre as dimensões teóricas e práticas que configuram nossas instituições escolares, destacando através dela, sob a ótica de Paulo Freire (1996), a íntima relação que há entre o conteúdo escolar e a realidade social dos alunos.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

ORGANIZANDO O TCC

Na segunda-feira do dia 30 de agosto de 2010, me reuni com minha tutora de TCC e demais colegas do grupo, para discutir sobre o mesmo. Neste encontro pude reforçar minha idéia inicial. Obtive a certeza de que poderei levar em consideração a experiência que obtive em meu estágio curricular na UFRGS. Sendo assim, a minha pesquisa irá partir, consideravelmente, das situações ocorridas na turma em que lecionei no período do 8ª semestre.
Nesta mesma noite, destaquei alguns livros que escolhi, bem como, que foram sugeridos a mim pela tutora Dóris, sendo eles: "Temas transversais e educação em valores humanos" organizado por Ana Amélia Inoune, Regina de Fátima Migliori e Ubiratan D, Ambrosio; "Alienígenas na sala de aula" organizado por Tomaz Tadeu da Silva; e outro livro dele que é "Currículo, cultura e sociedade".
Estes livros me ajudarão a explicar alguns fatores que diagnostiquei e percebi na turma; pois, quando falamos da diversidade, não há como fugir da questão das diferentes etnias e sua presença hoje na escola, da mesma forma que as pessoas com necessidades educativas especiais. Por vezes, o professor não está preparado para lidar com essa diversidade e imagina que todos os alunos são iguais, levam o mesmo tempo para concluir as atividades, tem o mesmo ritmo, tem os mesmos interesses, enfim... É um grave engano, Paulo Carrano fala sobre isso. Até mesmo os uniformes, as filas podem ser problematizados por mim, pois a ideia é de padronização de posturas, condutas...
Neste mesmo encontro, destaquei minha dúvida quanto a conotação "ESTUDO DE CASO" em meu TCC, ou seja, será que meu TCC seria um estudo de caso? Poderia considerá-lo um ESTUDO DE CASO? Foi quando obtive a resposta de que ao desejar abordar em meu trabalho de conclusão de curso as situações ocorridas na turma do 4ª ano, poderia considerá-lo um estudo de caso, ou seja, pois como já tenho definido para mim que partirei dos ocorridos em sala de aula para desenvolver meu TCC, esta conotação se enquadra perfeitamente.
Tendo estas idéias iniciais e as obras destes autores, poderei nesta semana me interar mais do assunto e adquirir maiores conhecimentos; Esclarecer e reaprimorar certezas e dúvidas provisórias.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

INÍCIO DO TCC

Neste reinicio de semestre estou podendo pensar e refletir sobre o tema e o assunto que irei abordar em meu TCC, bem como, sobre as problematizassões que se interligam ao mesmo.
Durante este processo fiz algumas indagações e reflexões tais como:
- Gostaria muito de saber se no problema do TCC devo ou posso colocar como público alvo a escola onde realizei meu estágio curricular ou a turma em específico?
Após realizar esta mesma pergunta para a professora e tutora da Interdisciplina do Seminário integrador, Nádie Machado, percebi que tudo dependeria da minha questão central: Se for algo macro, a escola será o 'objeto de estudo', se for algo mais específico, fica restrito a turma.
Neste instante entrei em um outro dilema:
Será que eu irei analisar a prática de MAIS DE UM PROFESSOR, ou será que vou comparar o meu trabalho com o dela?
Foi neste instante que percebi que não necessariamente gostaria de comparar as práticas pedagógicas, mas que preferiria partir de algumas realidades encontradas em minha turma, para a partir delas me deparar com autores que viessem sustentar (ou talvez não), o meu trabalho realizado na turma, ou seja, autores que viessem falar dessa heterogeneidade encontrada na turma do meu estágio, para em seguida, fazer um contraponto destes autores com o trabalho que realizei.
Logo, deparei-me com uma dúvida relacionada à construção do título: Será que deveria especificar detalhadamente onde se dará a minha pesquisa? Foi quando, auxiliado pela tutora, compreendi que se eu especificasse demais o título, ficaria muito limitante, assim não poderia mudá-lo ao longo da construção do TCC.
Nem tudo precisa aparecer no título, ele pode dar uma idéia mais geral do estudo e na descrição da população estudada aparece isso em detalhe, contextualizando.
Dado o “pontapé” inicial, me coloco disponível para iniciar uma pesquisa respaldado por tutores e professores, visando um crescimento como aluno, pessoa e profissional.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Neste estágio curricular estou podendo diagnosticar e perceber aspectos importantíssimos para minha atividade profissional. Em meu planejamento busquei desenvolver diversos assuntos, até mesmo a matemática, utilizando a leitura e a escuta de histórias como “fonte” condutora e direcionadora para o “cumprimento” dos aspectos e objetivos por mim traçados para “este” ou “aquele” conteúdo.
Através destas minhas técnicas de aprendizagem pude perceber, nitidamente, que o contar e ouvir histórias nos remete às práticas da ORALIDADE, proporcionando aos ouvintes uma oportunidade para desenvolver a imaginação, enriquecer o vocabulário e completar experiências. Na formação de uma criança, ouvir histórias é o início do hábito para se tornar um bom leitor, e ser leitor é ter um caminho infinito de descobertas e compreensão do mundo.
O contador, desta forma, conscientemente ou inconscientemente, trabalha a linguagem oral abrindo caminhos para que aprendam a falar, escrever, ler e pensar melhor.
Não obstante, contar histórias é um ato amoroso e uma nova forma de brincar e de propiciar a aproximação entre pessoas (professores-alunos, pais-filhos, Avós-netos...). No entanto, o que as crianças mais buscam e desejam numa história, é mergulhar neste mundo de “fantasia”. Assim sendo, o que as crianças esperam é ouvir a voz do pai, da mãe, da avó, do professor e etc, de um jeito diferente do que estão acostumados a ouvir todo dia.
Seguindo este pensamento, percebi que ao contar uma história deveria fazer uso da voz harmonicamente e para isso se fez necessário familiarizar-me com os textos e histórias. Isto demonstrou que o contador precisa conhecer a história a ser proclamada. Não significa que o mesmo necessite conhecê-la de cor, mas certamente, este deve estar familiarizada com ela.
No entanto, para que a história contada fosse um “sucesso” em meu planejamento, no meu ponto de vista, se fez importante uma boa qualidade literária, e que ao contá-la me sentisse utilizando uma linguagem correta, de bom gosto, simples e sem vulgaridade ou robustez. Porém, se fez extremamente necessário que eu respeitasse as peculiaridades das crianças.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

No transcorrer deste meu estágio pude perceber aspectos importantes para a vida pedagógica e profissional do professor. Durante inúmeras vezes senti a necessidade de rever meus planejamentos e atividades que havia pensado para o meu grupo de alunos.
Diversas vezes, quando buscava encontrar exemplos de atividades em livros, sites e etc; Ficava encantado com o que mostravam e objetivavam para os alunos em suas atividades, e acabava, movido pela motivação inicial, escolhendo para repassar aos meus alunos. Porém, nestes instantes, não parava para refletir com exatidão, no nível de aprendizagem da turma, as suas características particulares, as suas necessidades reais e prioritárias.
Sendo assim, quando chegava o momento de encaixá-las, verdadeiramente, em meu planejamento parava para pensar sobre a sua real importância. No que estas atividades viriam contribuir para os alunos? Qual a sua importância dentro do processo de aprendizagem daquele conteúdo? Quais aspectos esta atividade viria abranger? Qual a necessidade destes aspectos serem contemplados e abordados? Em qual sentido estes aspectos viriam contribuir com o conteúdo especificado para a série no plano de estudos? E assim por diante...
Deste modo, neste estágio pude me convencer que o planejamento deve ajudar o professor a decidir “o que se vai fazer” e “para que fazê-lo”, só através dessas consciências o planejamento terá efeito e haverá transformação e conhecimento. Mais uma vez vejo a necessidade do planejamento para a escola como um todo e também como um contribuinte eficaz para se descobrir as necessidades para se alcançar os objetivos desejados.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Neste meu estágio curricular venho procurando, também, dar um destaque e descaracterizar, de certa maneira, alguns rótulos dados a disciplina de artes, como se ela fosse somente para pinturas, desenhos e obras de exposição, ou neste segmento, pois vejo que a disciplina de ARTE é fundamental para se desenvolver a imaginação dos alunos, bem como, para aprimorar a criticidade, ampliar as capacidades de questionamento, análise, reflexão, etc.
Hoje compreendo que a área das artes visuais é extremamente ampla. Abrange qualquer forma de representação visual, ou seja, cor e forma. Sendo assim, o quão é maravilhoso poder saber que tudo que mexe com a nossa visão, quer seja positivo ou negativamente, dependendo da sua interpretação ou compreensão, está ligada a arte visual. Sim. A arte que, normalmente, lida com a visão. E este, é o seu meio principal de apreciação.
Uma pintura, uma gravura, um desenho, uma escultura, uma arquitetura, uma decoração, uma paisagem. Enfim, quantos caminhos maravilhosos a arte nos proporciona, quer seja de análise e observação, bem como, de prática profissional junto aos alunos e educandos.
Em minhas aulas estou conseguindo, juntamente com meus alunos, ver a maravilha e a riqueza contida num trabalho aonde os alunos podem realizar atividades através do estudo de imagens. Quantos conhecimentos, percepções, idéias, interpretações e intuições surgem. São inúmeras as imagens que podem ser discutidas e analisadas, pois vivemos em uma sociedade em que a publicidade e o marketing ocupam um espaço enorme nas ruas, avenidas, assim como, nos lares, através das propagandas televisivas.
As imagens podem nos conectar com o mundo e nos fazer “abrir” a mente para a realidade. E não é isto que desejamos desenvolver e aplicar em nossas escolas? Deste modo, temos nas artes visuais um caminho estrondoso para o conhecimento significativo, já que este é globalizado, ou seja, inteiramente voltado para a nossa realidade de vida, independentemente da região ou cidade em que habitamos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Nesse meu estágio curricular, está sendo incrível a percepção que venho adquirindo. Não consigo falar mais da importância do trabalho do professor ou da pessoa do estagiário sem abordar a importância da Investigação em seu fazer pedagógico.
Por exemplo: Antes de eu iniciar o meu estágio curricular com disciplinas a assumir a frente de uma turma, eu senti a necessidade de observá-los durante duas semanas, para então, eu iniciar os meus planejamentos. Mas porque me comportei desta maneira?
Através deste estágio estou conseguindo encontrar respostas para esta necessidade surgida no início da minha prática, conforme descrevi anteriormente. Atualmente, acredito que desejei observá-los e conhecê-los um pouco melhor antes de planejar, por obter o intuito de minimizar possíveis problemas na turma, mas muito mais do que isto, para incentivar e conseguir elaborar um ensino voltado à reflexão, com possibilidades para a ressignificação da minha própria prática.
Esta minha preocupação inicial, hoje acredito que veio respaldada no desejo de eu não correr o risco de ser para estas crianças e alunos um “mero depositador de informações”, onde o professor “coloca” o seu saber, mas sem perceber, conhecer, distinguir, assimilar, as crianças como sujeitos ativos no processo de formação, onde trazem consigo toda uma bagagem histórico-cultural, bem como, concepções de mundo, valores e conceitos, elementos que precisam ser considerados no processo de ensino-aprendizagem.
Por isso hoje acredito que, quando falamos ou nos referimos à prática de um professor, não podemos nos esquecer de abordarmos a importância destes serem e se tornarem pesquisadores de sua própria prática.
Não somente o aluno em formação, bem como, um profissional atuante na área, precisa estar constantemente “investigando e refletindo” sobre sua prática. Estas reflexões e investigações, creio que estimula, por sua vez, o desenvolvimento de responsabilidades e iniciativas bem como, a organização pessoal, a criatividade e a ação em diversas situações do campo pedagógico. E então pergunto a você e a mim: qual o professor que não precisa ser criativo, organizado, responsável e ter autonomia e boas iniciativas? Ou melhor, qual o professor que não necessita ser Investigador?

terça-feira, 11 de maio de 2010

Neste estágio curricular, que se iniciou nas primeiras semanas de abril, estou podendo diagnosticar, confirmar e perceber aspectos importantes, que quando seguidos e destacados, podem colaborar para um fazer pedagógico mais significativo.
Sendo assim, estou reafirmando neste estágio, através da minha prática, das vivências em sala de aula e a partir das trocas de informações com minha supervisora de estágio, que um outro desafio que se estabelece para os educadores é: despertar motivos para a aprendizagem, tornar as aulas interessantes para as crianças, trabalhar com conteúdos relevantes para que possam ser compartilhados em outras experiências (além da escola) e tornar a sala de aula um ambiente altamente estimulante para a aprendizagem.
Desta maneira, estou podendo ver de maneira muito mais nítida e transparente que a aprendizagem ocorre quando uma nova informação ancora-se em conceitos já presentes nas experiências de aprendizado anteriores e, por isso, o fator mais importante que influencia na aprendizagem consiste no que o aluno já sabe. Por isso, em meu estágio estou privilegiando muito as sondagens dos conhecimentos antes de se iniciar a “disseminação” de um novo conteúdo.
Como resume MOREIRA (2006, p. 38): “a aprendizagem significativa é o processo por meio do qual novas informações adquirem significado por interação (não associação) com aspectos relevantes preexistentes na estrutura cognitiva”.
A partir deste pensamento, também, é que considero importante ressaltar e levar em consideração nos meus planejamentos, que o novo conteúdo deve ser significativo e o aluno precisa manifestar disposição para aprender.
Sendo assim, está ficando evidente para mim, que as condições para que a aprendizagem significativa se efetive, desafia o professor a adotar a postura de mediador entre o aluno e o conhecimento. Para tanto, a atuação do professor deve levar em conta que o aluno é o sujeito do conhecimento e não mero receptor de informações. Por isso, é válido todo o esforço no sentido de envolver os alunos, tornando as aulas momentos de interação e aprendizagem.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Durante este meu estágio estou podendo perceber que além de ser um dever de nós estagiários e profissionais da área da educação, estarmos atentos ás necessidades de aprendizagens dos alunos, aos seus níveis de aprendizagens, habilidades educacionais e etc; Precisamos ainda, ser professor-pesquisador.
A cada descrição, anotação e registro dos acontecimentos vivenciados em classe, em especial de alunos com uma necessidade educativa mais especial, percebo que pesquisar sobre os seus comportamentos, atitudes, vislumbrar na mesma métodos e alternativas para vir a somar e acrescentar na sua inserção e progresso na turma, é a solução para se conhecer melhor estes indivíduos e a classe como um todo.
Hoje as turmas, cada vez mais, vêm se apresentando de maneira heterogênea. Sendo assim, se o professor não buscar se atualizar e buscar fontes adicionais de informação, poderá se perder em sua pedagogia, e ficará distante de conseguir atrair consideravelmente seus alunos.
A necessidade de dar aos alunos um tratamento diferenciado, atividades de diferentes graus de dificuldade, leituras variadas, dinamismo nas atividades e avaliação constante criam maiores condições dos alunos perceberem que o progresso em seu processo ensino-aprendizagem será mais objetivo e de maior valor.
As dificuldades de aprendizagem possuem muitas causas. Podem estar relacionadas ao contexto emocional vivido pelo aluno em casa, com a família, no trabalho ou até mesmo na escola ou às questões de metodologia de ensino utilizadas pelo professor na sala de aula, e o professor, se almeja atingir o aluno integralmente, precisa conhecê-lo, para saber como se achegar nele, de onde partir, qual linguagem utilizar e a melhor maneira afetiva a empregar junto do mesmo. Eis aí, mais um desafio para o MESTRE e GUERREIRO da educação.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Nesta terceira semana de estágio curricular estou me convencendo, e a cada dia que passa, mais e mais, que as atividades diferenciadas são de extrema importância e necessidade numa turma. Mas não aquela atividade diferenciada descontextualizada do assunto que vem sendo trabalhado e discutido em sala de aula; conforme abordei na última postagem.
No meu último fim de semana, estava folhando uns cadernos dos PCN´s. Durante as leituras compreendi que a metodologia de atividades pedagógicas diferenciadas que venho ressaltando, vai ao encontro dos Parâmetros Curriculares Nacionais (2000), quando dizem: “...As necessidades cotidianas fazem com que os alunos desenvolvam uma inteligência essencialmente prática, que permite reconhecer problemas, buscar e selecionar informações, tomar decisões e, portanto, desenvolver uma ampla capacidade para lidar com as atividades escolares. Quando essa capacidade é potencializada pela escola, a aprendizagem apresenta melhor resultado (PCN, 2000, p. 37)”.
Porém, continuo acreditando na percepção que construí, já no início do meu estágio, que o tema que deve ser apresentado ao aluno contendo necessidades educativas especiais, deve envolver, tanto conhecimentos básicos, como conhecimentos mais específicos estudados pelo grande grupo; O que pode vir a se modificar então, é a abrangência e o aprofundamento do assunto.
Somente desta maneira poderemos estar propiciando um trabalho diversificado que privilegia a heterogeneidade de seus participantes.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Na turma em que estou realizando meu estágio curricular possuo dois alunos com casos bastante específicos. Um destes alunos, na turma do 4ª ano, mal conhece as letras do alfabeto, bem como, possuí ainda dificuldades para anunciar uma letra existente em qualquer objeto que seja pedido para este escrever ou soletrar. Não obstante, este aluno é repetente. Um outro caso, é menos angustiante mas não deixa de ser preocupante. A criança se encontra num nível pré-silábico, ou seja, consegue ao menos soletrar e perceber uma letra sequer, em cada sílaba de uma palavra.
No entanto, o que percebi é que o aluno da primeira situação é muito agitado e tumultua bastante a turma. Porém, pude entender que muito desta agitação se deve ao caso de que este nota, não estar conseguindo acompanhar o ritmo da turma.
Desta maneira, compreendi que não basta fazer atividades diferenciadas para o mesmo. Pois este, num grande grupo, não vai saber comentar ou dialogar sobre aspectos presentes nas atividades realizadas pela maioria. Isto, certamente, seria mais um fator condicionante para a sua inquietude e agitação.
Então qual atitude deveria tomar: Começar a adaptar alguns assuntos presentes nos conteúdos do grande grupo para ele; ou seja, este, mesmo não estando no nível do grande grupo, ao ter que realizar as atividades escritas, dissertativas, interpretativas e lógicas, passaria a receber uma folha idêntica ao do grupo, só que num nível de acordo com o seu grau de conhecimento, com o intuito de que, mesmo este não aprofundando o assunto como a maioria, pudesse adquirir noções do que o grande grupo estava realizando. Por exemplo: Numa atividade onde os alunos teriam que escrever quais eram os substantivos próprios, que estavam ilustrados num desenho, a partir de um texto já lido que fazia relação ao que estariam vendo; este aluno do primeiro caso receberia uma atividade idêntica, só que ao invés de ter que escrever e observar o desenho somente, este teria que ligar o desenho a letra inicial daquele objeto. Depois este teria que observar quais letras eram maiúsculas, para pelo menos construir uma noção importante presente nos substantivos próprios.
Sendo assim, o mesmo no grande grupo, saberia informar e entender parcialmente o que estaria sendo o assunto em destaque, podendo até impor um pensamento sem ter uma total descontextualização. Este fato já lhe traria uma auto-estima grandiosa e lhe faria pensar que se concentrando poderia compreender melhor o assunto, já que, como seus colegas, este também estaria conseguindo realizar as atividades da classe.

terça-feira, 13 de abril de 2010

1ª SEMANA DE ESTÁGIO CURRICULAR

Durante o meu Normal Médio, antigo magistério, e até mesmo durante a minha “caminhada” no curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, me deparei com profissionais ressaltando a importância de estarmos sempre atento as curiosidades e necessidades dos alunos.
Já cheguei a acreditar que estas concepções eram de certa maneira utópicas, já que numa turma com quase 30 alunos, às vezes se torna inviável observar todos os acontecimentos, dúvidas, queixas, necessidades e curiosidades que surgem entre eles.
Por diversas vezes me peguei refletindo sobre esta compreensão: Como um professor pode estar de verdade atento as necessidades dos alunos? Pois bem, nesta primeira semana de estágio curricular obtive uma grata surpresa.
Estava eu conduzindo uma reflexão no início da aula e um aluno me enviou uma pergunta: porque existem pessoas más? Esse questionamento me deixou curioso, bem como despertou o interesse de uma classe quase que inteira.
Foi quando dei por conta que o professor ao observar a curiosidade do aluno pode utilizar de sua experiência, conhecimento e determinação para acompanhar a vontade dos mesmos. Neste instante, me surgiu a idéia de procurar o significado de maldade no dicionário. Olhamos, anotamos o significado. E logo já foi surgindo dúvidas quanto: Porque existem mal com L e mau com u? Qual a diferença?
Para este dia de aula eu havia preparado atividades de ortografia; mas percebi que não havia oportunidade melhor para se trabalhar ortografia partindo da curiosidade deles.
Momentaneamente abrimos o livro didático da turma e fomos procurar informações referentes a esta dúvida. Outros livros de gramática e português foram bem vindos. Várias alternativas e definições foram ressaltadas. No grande grupo fomos procurar qual definição era a mais cabível.
Depois de termos compreendido a diferença, criamos frases para exemplificar o estudado.
Foi muito gratificante esta atividade, pois a classe inteira se envolveu e buscou com afinco informações e esclarecimentos. Neste dia eu podia, muito bem, responder a pergunta realizada por um dos alunos e encerrar o assunto por ali mesmo. Mas não procedi desta forma, pelo contrário, estava atendo “as curiosidades e necessidades dos alunos”.
Trabalhar mau e mal é um conteúdo de ortografia do 4ª ano, que ainda não havia constado no meu planejamento. Porém, o conteúdo de ortografia desta aula adentrou no meu planejamento de maneira contextualizada e acompanhando a curiosidade da classe, tal e qual, métodos e pedagogias construtivistas, interacionistas e etc; Almejam e idealizam para seus educandos.