domingo, 24 de outubro de 2010

Durante este último semestre deparei-me pensando e me questionando sobre a importância do TCC. Estas análises partiram das ansiedades, inseguranças, correria, abatimento e desilusões entorno da sua elaboração.
Deste modo, cheguei a definir ele como sendo uma norma, meramente burocrática, que deve ser concretizada e efetivada para dar mais crédito ao curso. No auge do meu esgotamento e cansaço cheguei a pensar que se tratava de uma etapa que visa, simplesmente, comprovar que o curso está correspondendo aos padrões de produção científica exigidos pelo MEC.
Mas, a exaustão e a fadiga ocorreram porque durante a sua execução eu comecei a compreender que no TCC posso colocar tudo a perder se descuidar da repetição pura e simples do que já foi dito por outros, sem apresentar nada de novo, seja em relação ao enfoque, seja em relação ao desenvolvimento ou ás conclusões; Manifestação de meras opiniões pessoais sem fundamentá-las com dados comprobatórios logicamente correlacionados e embasados em raciocínio; Exposição de idéias demasiadamente abstratas alheias tanto aos pensamentos, preocupações, conhecimentos ou desejos pessoais do autor do TCC como de sua particular maturidade psicológica e intelectual.
Mas essas conclusões descritas a cima, e que acabaram me direcionando para a canseira, advéio do fato de muitas vezes eu me deparar com intervenções, que mesmo sabendo e entendendo serem pertinentes e necessárias, me “obrigavam” a me deseacomodar e me desprender das verdades que possuía a anos, para pôr elas a prova e compreendê-las a partir do pensamento destes ou daqueles autores.
Em algumas conversas por MSN e mensagens eletrônicas, tais pensamentos me foram apresentados:
“[...] O teu texto não está dizendo o que tu queres dizer na verdade. Tu percebe o meu ponto de vista, como tua leitora?” (19:15); “[...]Eu sei o que tu quer dizer, mas não está escrito lá. Esse tipo de "confusão" pode acontecer muito num TCC. Temos que cuidar para não andar em círculos [...]” (Nadie Christina Machado, 15/09/2010, 19:23).
“[...]Tudo isso poderia ser sintetizado em um único parágrafo. O tema está ótimo, a tua pergunta também…é só ser mais objetivo na escrita. Teríamos que ver como fica o texto se tu enxugar tudo isso.” (Nadie Christina Machado,20/09/2010, 19:50).
“[...] Caro Edivan, depois de tudo o que li, fico com um grande questionamento: o teu trabalho me parece que quer discutir a questão do aluno com necessidades especiais, bem, isto tem a ver com heterogeidade, mas heterogeneidade é muito mais do que isso. Então, acho que podemos manter a discussão que te propões, mas tem que mudar o tema, me parece que queres discutir a inclusão dos alunos com necessidades especiais na escola. É isso? Pra mim, é isso que o texto me pareceu. ( E-mail Yahoo,Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010; 22:47)
Na hora que lia os comentários ficava decepcionado com meu rendimento e com minha apropriação do TCC. No momento que me deparava com tais análises às incertezas me consumiam e a motivação para a sua concretização ficava obscura perante a exaustão.
No entanto, hoje, após algumas semanas de retomada, revisão e reflexão entorno das palavras destas professoras, e após respirar e colocar minha mente e concentração em ordem, passei a entender que um TCC é portanto um trabalho que observa e acumula informações; organiza essas informações e observações; procura as relações e regularidades que podem haver entre elas; indaga sobre os seus porquês; utiliza de forma inteligente as leituras e experiências para comprovação; comunica aos demais seus resultados.
Desse modo, é pertinente salientar que um Tcc tem extrema importância, por representar um trabalho que explora um assunto único, procurando aprofundar-se no mesmo, e suscitar diretrizes e resoluções para a temática abordada.

domingo, 17 de outubro de 2010

Através de uma outra conversa que obtive com a professora Nádie Christina, professora da Interdisciplina do Seminário Integrador, anterior ao da última postagem, já pude começar a construir inúmeras outras definições para o TCC. No transcorrer da nossa conversa, vários fatores foram levantados. Estes fatos me fizeram reelaborar conceitos que obtinha sobre o mesmo.
A professora no nosso diálogo destacou um seguinte episódio do meu TCC: “[...] Fiquei um pouco preocupada ao iniciar a leitura do teu texto[...]”, “[...]Ele está longo e as informações se repetem demais […]”, precisas “[...] ser mais objetivo na escrita[...]” (Nadie Christina Machado, 03/10/2010, 19:23).
Após refletir sobre suas palavras ao mesmo tempo que fiquei aterrorizado, senti-me aliviado, porque como o processo de escrita de um TCC pode ser relativamente longo, um problema destes, descoberto tardiamente, poderá me atrasar, já que quanto mais conceitos abordados e páginas escritas, mas difícil pode ser de se encontrar o foco do trabalho.
Às vezes uma variedade de tópicos abordados pode confundir a idéia principal do trabalho e descaracterizar a idéia central. Assim, percebi que preciso me dedicar arduamente na seleção do melhor tema para meu trabalho.
Portanto, como bem se percebe nesta minha postagem, também não me envergonho de procurar auxílio, pois penso que é através deles que conseguimos diagnosticar os possíveis equívocos de nossa pesquisa; logo, outro fator importante, é selecionar adequadamente as bibliografias.
Neste sentido, após ler da professora que: “ [...]Tudo isso pode ser sintetizado [...]”[...]deverias focalizar mais nas questões de pesquisa e mesmo nestas de forma objetiva[...]”, pois “[...]um bom TCC não precisa ser extenso, ele precisa ser claro e ter bons argumentos [...]”(Nadie Christina Machado, 03/10/2010, 19:47), percebi que devo fazer de tudo para facilitar o meu trabalho posterior, já no primeiro momento, já que o assunto de meu TCC me acompanhará em uma longa jornada.
Deste modo, esta nossa conversa serviu para que eu formulasse a percepção de que o assunto a ser abordado não deve ser fácil demais e também não deve ser muito complexo, deve ser adequado a possibilidades do pesquisador, sua disponibilidade de tempo, de recursos bibliográficos, etc. A pesquisa ou estudo deve apresentar alguma utilidade, alguma importância prática ou teórica.
Portanto, graças, também, ao apoio e incentivo da professora Nádie Crhistina Machado, estou podendo vencer o medo e a insegurança inicial, e começando a me sentir capacitado e com autoridade o suficiente para tratar sobre o assunto em meu trabalho de conclusão de curso. Tenho fé em meu trabalho e em minha capacidade, dentro da realidade do tema.

domingo, 10 de outubro de 2010

REPENSANDO MEU TCC

O meu TCC vem sendo um repensar constante, ele vem se estruturando através de reflexões e indagações. Para se ter uma idéia, na semana do dia 28/09 meu trabalho de pesquisa havia 25 páginas de fundamentação teórica, a partir da semana do dia 04/10 este se restringiu a 12 folhas.
Estas modificações começaram a ocorrer após algumas intervenções da minha orientadora Dóris, no “corpo” dom meu trabalho de Conclusão de curso, bem como, após uma conversa via chat com a professora Nádie, tutora da Interdisciplina do seminário Integrador, na quarta-feira (06/10).
Algumas perguntas e observações neste chat foram responsáveis pela mudança de rumo, quase que radical, do meu projeto, tais como: “...O maior problema é a grande quantidade de perguntas que tu faz e para as quais o restante do texto não conduz”, “A PERGUNTA precisa estar mais ou menos definida, ou pelo menos, os conceitos bem estruturados...”, “... No teu TCC tu tens UMA pergunta, que pode ter desdobramentos, mas precisam estar inseridos na mesma temática...”...Os exageros fazem com que tu perca o foco, a tentativa de deixar MUITO claro te confunde e confunde o leitor...”(Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 19:34).
Sendo assim, comecei a refazer meu projeto e minha fundamentação teórica. Se em outrora meu projeto, consciente ou inconscientemente, havia em seu cerne 6 questões para serem pesquisadas, o que seria muito para um TCC e para o tempo desprendido no semestre para a sua execução, no atual momento tem-se uma única pergunta com no máximo duas ou três questões inseridas num mesmo assunto.
Anteriormente, ao tentar relacionar os conceitos com os autores utilizei-me das seguintes endagações :
1) “...Perante esta realidade, gostaria de saber através deste trabalho...habilidades e características de uma turma onde o professor CONTEMPLA A DIVERSIDADE; 2) “...QUAIS OS RELATOS EXISTENTES... Isso é revisão bibliográfica...; 3) “...Interação e metodologia de trabalho mais adequada...; Quarta questão DIFERENTE: “Neste trabalho, meu principal FOCO é entender e enfatizar a diversidade dos alunos e a construção do conhecimento; QUINTA pergunta “... O foco da pesquisa serão as séries iniciais.... Descobrindo a influência da diversidade na maneira dos alunos aprenderem e construírem o conhecimento...”; Além disso... num 6ª momento entrei com Bill Green e Chris Bigun para discutir a diversidade de apropriação das tecnologias, SE Ë ISSO, deveria aparecer na questão, senão, deveria mencionar dentre outras diversidades, mas não dedicar tanto espaço a isso.
Neste sentido, não pude me abster da realidade e do rumo que estava dando ao meu trabalho e tive que dar uma pausa em meu projeto para pensar: Qual a minha pergunta? Quais os conceitos que deveriam compor ele? ...”(Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 19:54).
Nesse sentido, percebi que devia contemplar do mais geral ao mais específico, um ou dois itens e focalizar nele, e não subdividir e fragmentar demais, além de dizer e abordar a mesma coisa com nomes diferentes.
Não é que o meu tema não fosse importante ou relevante, muito pelo contrário. Estaria muito bem escolhido, mas estava faltando clareza nos limites entre cada um deles (Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 20:02).
Assim, após ler o meu texto e achar as redundâncias, o que estava junto e que estava separado, o que realmente fazia parte da minha pergunta ou não, estruturei ele da seguinte forma:
Na minha Introdução e no meu Objetivo Geral destaquei, somente, uma questão, sendo ela: “... Abordar como o professor deve desenvolver o processo de construção do conhecimento no aluno, diante da dinâmica do cotidiano da escola e das várias realidades sócio-culturais presente nas turmas do Ensino Fundamental”.
O tema do projeto também sofreu alterações, principalmente a partir das palavras da orientadora Dóris no corpo do meu trabalho: “... EDIVAN, EU ACHO QUE MUITO DO QUE COLOCAS AQUI NO REFERENCIAL TEÓRICO SE AFASTA UM POUCO DAS TUAS INTENÇÕES DE PESQUISA... A PARTIR DE UM DADO MOMENTO O TEXTO FALA MUITO SOBRE A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO...” (Dóris Almeida, 04/10/2010, 21:58).
Para tentar me colocar no texto concordando ou discordando dos autores, na análise, dei o seguinte enfoco para o tema do meu trabalho: Um estudo de caso sobre a construção do conhecimento diante da heterogeneidade e diversidade de alunos do Ensino Fundamental: Desafios relevantes para os professores de uma rede Municipal de Ensino de Criciúma-SC.
Portanto, conforme já destaquei anteriormente, em meu TCC procurei tentar responder a todos os comentários da minha orientadora e pensar sobre o que conversei com a Nádie no último chat que realizamos via Adobe Acrobat Connect Pro.
Foi através da intervenção de ambas as professoras que consegui ou pelo menos estou tentando fazer dos vários conceitos que haviam no meu trabalho, uma escolha, um recorte para me ater, “sob pena de não ter perna pra tanta coisa” (Nádie Christina Machado, 06 de outubro de 2010 20:08).