As idéias iniciais sobre os números são importantes para inferir alguns conceitos do sistema de numeração; mas a criança só vai fazer a notação convencional com intervenções bem conduzidas pelo professor, enfrentando questões elaboradas com a finalidade de desestabilizar a escrita informal referendada pelo grupo. Assim sendo, através das atividades da temática “Números e Operações”, percebi que é fundamental garantir momentos de debate para que o processo de aprendizagem traga bons resultados. Nessas situações, diagnostiquei que a criança tem a possibilidade de justificar os registros e de confrontar as anotações com as dos colegas. Desta maneira, senti-me motivado a levantar estratégias. Sendo assim, percebi que existem diversas estratégias que podem ser utilizadas para ajudar os alunos a adquirir a compreensão do sistema de numeração. Uma delas é usar a facilidade que eles têm em escrever os números redondos, ou seja, as dezenas, as centenas e os milhares, antes de elaborar a escrita dos que se posicionam nos intervalos. É importante notar que isso é o contrário do que acontece com a numeração falada.Ao começar a produzir números cuja escrita convencional desconhecem, as crianças misturam um e outro, apoiando-se no que já dominam. Dessa forma, ao pedir que escrevam 134, vários registros podem surgir seguindo a ordenação dos termos na numeração falada.
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Um comentário:
Oi Edivan,
Que registro fantástico! Achei muito interessante o teu olhar para as diferenças entre a oralidade e a escrita, construindo hipóteses sobre isso. Continue se permitindo experimentar e se quiser saber mais sobre as relações entre a oralidade e a escrita, sugiro a leitura do livro de Emilia Ferreiro, Relações de (IN)Dependência Entre Oralidade e Escrita.
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie
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