segunda-feira, 19 de abril de 2010

Na turma em que estou realizando meu estágio curricular possuo dois alunos com casos bastante específicos. Um destes alunos, na turma do 4ª ano, mal conhece as letras do alfabeto, bem como, possuí ainda dificuldades para anunciar uma letra existente em qualquer objeto que seja pedido para este escrever ou soletrar. Não obstante, este aluno é repetente. Um outro caso, é menos angustiante mas não deixa de ser preocupante. A criança se encontra num nível pré-silábico, ou seja, consegue ao menos soletrar e perceber uma letra sequer, em cada sílaba de uma palavra.
No entanto, o que percebi é que o aluno da primeira situação é muito agitado e tumultua bastante a turma. Porém, pude entender que muito desta agitação se deve ao caso de que este nota, não estar conseguindo acompanhar o ritmo da turma.
Desta maneira, compreendi que não basta fazer atividades diferenciadas para o mesmo. Pois este, num grande grupo, não vai saber comentar ou dialogar sobre aspectos presentes nas atividades realizadas pela maioria. Isto, certamente, seria mais um fator condicionante para a sua inquietude e agitação.
Então qual atitude deveria tomar: Começar a adaptar alguns assuntos presentes nos conteúdos do grande grupo para ele; ou seja, este, mesmo não estando no nível do grande grupo, ao ter que realizar as atividades escritas, dissertativas, interpretativas e lógicas, passaria a receber uma folha idêntica ao do grupo, só que num nível de acordo com o seu grau de conhecimento, com o intuito de que, mesmo este não aprofundando o assunto como a maioria, pudesse adquirir noções do que o grande grupo estava realizando. Por exemplo: Numa atividade onde os alunos teriam que escrever quais eram os substantivos próprios, que estavam ilustrados num desenho, a partir de um texto já lido que fazia relação ao que estariam vendo; este aluno do primeiro caso receberia uma atividade idêntica, só que ao invés de ter que escrever e observar o desenho somente, este teria que ligar o desenho a letra inicial daquele objeto. Depois este teria que observar quais letras eram maiúsculas, para pelo menos construir uma noção importante presente nos substantivos próprios.
Sendo assim, o mesmo no grande grupo, saberia informar e entender parcialmente o que estaria sendo o assunto em destaque, podendo até impor um pensamento sem ter uma total descontextualização. Este fato já lhe traria uma auto-estima grandiosa e lhe faria pensar que se concentrando poderia compreender melhor o assunto, já que, como seus colegas, este também estaria conseguindo realizar as atividades da classe.

Um comentário:

Roberta disse...

Edivan!!

Muitas vezes temos mesmo que nos virar nos 30 para dar conta de tudo a nossa volta na nossa sala de aula. Conseguiste perceber esses dois casos particulares e pensaste em alternativas para envolvê-los com a turma.
Estás no caminho certo.

Conte comigo se precisares.

Abraços
Roberta