Durante um mês, realizei um trabalho voluntário na APAE situada no município de Três Cachoeiras. Através desta experiência pude relembrar que estes agiam como qualquer um de nós, mesmo com suas limitações, estes também queriam poder se sentir importantes, com pessoas que os escutassem, que os olhassem como pessoas normais. Quando dávamos a eles atenção, estes faziam de tudo pra corresponder a altura, procurando falar de acordo com a pergunta. Mas também, quando não estavam a fim de conversar, escapavam das indagações como qualquer outra pessoa.
Dialogando com os mesmos, estes falavam dos seus programas de televisão preferidos, do jogo da copa do Brasil em que seu time estava bem colocado, da roupa em que certa atriz estava usando e que elas copiavam ou queriam copiar. Enfim, estes também conseguiam acompanhar do seu jeito o que estava acontecendo a sua volta, e mesmo com algumas dificuldades de dicção, de concentração e etc, estes, também gostavam de expor o que viam.
Assim, só pude reforçar a idéia de que devemos respeitar as pessoas do jeito que elas são. Pois afinal, com deficiência ou não, estes continuam sendo seres humanos como nós, ou seja, são seres humanos, dotado de inteligência e com sentimentos incutidos em seu interior, assim como qualquer outra pessoa dita “normal”.

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