quarta-feira, 6 de maio de 2009

QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO

Através das atividades dois e três da Interdisciplina QUESTÕES ÉTNICO-RACIAIS NA EDUCAÇÃO: SOCIOLOGIA E HISTÓRIA pude refletir e pensar um pouco mais sobre a prática educativa nas escolas. Assim, ao realizar estas atividades percebi que para conseguirmos, como professores e educadores, abordar questões étnicos raciais, necessitamos ter instituído no cerne da escola uma visão, por parte de toda a comunidade escolar, explicitando, também, no PPP da mesma, a intenção de fazer do espaço escola um lugar democrático de produção e divulgação de conhecimentos e de posturas que visam uma sociedade justa. Sendo assim, os envolvidos no processo educativo precisam ver que a escola tem papel preponderante na eliminação das discriminações e na emancipação dos grupos discriminados ao proporcionar acesso aos conhecimentos científicos, aos registros culturais diferenciados, à conquista de racionalidade que rege as relações sociais e raciais e aos conhecimentos avançados, indispensáveis para a consolidação e o concerto das nações como espaços democráticos e igualitários.
Mas, tornou-se possível que eu percebesse, ainda, ao aplicar as atividades na minha escola que para obter êxito, a escola e seus professores não podem improvisar. Têm de desfazer a mentalidade racista e discriminadora secular, superando o etnocentrismo europeu, reestruturando as relações étnico-raciais e sociais, desalienando processos pedagógicos. Isso não pode ficar reduzido a palavras e a raciocínios desvinculados da experiência de serem inferiorizados vivida pelos negros, tampouco das baixas classificações que lhes são atribuídas nas escalas de desigualdades sociais, econômicas, educativas e políticas.
Através destes dados, dos subsídios teórico e prático, pude então compreender que a escola, além de ser um ambiente propicio para que grupos sociais mantenham um constante diálogo e conflito, sob o desafio do respeito à diversidade, pode ser, também, para a criança negra, por exemplo, o lugar para a sedimentação da sua identidade, cuja construção se inicia no seio familiar; ou ainda, pode vir a ser o palco da construção da identidade negra, fazendo com que estas passem a se reconhecer e a valorizar suas raízes étnicas.
Percebe-se, então, que a escola é o local das descobertas para a criança, e lá que ela aprenderá a conviver ou não com críticas, competições, perdas e realizações. Por isso, os projetos pedagógicos deveriam expressar e dar sentido democrático à diversidade cultural presente no espaço escolar, reconhecendo e valorizando estas culturas e ensinando os educando a respeitarem a cultura do outro.

Um comentário:

Roberta disse...

Edivan!!

Concordo quando dizes que a escola é um espaço de diversidade e que esta deve estar sempre presente na nossa prática educativa. Temos que estar cientes que há muitas maneiras de se trabalhar essas questões em sala de aula sempre lembrando que muitas vezes podemos ter que lidar com o preconceito, inclusive o nosso próprio.
Seguimos conversando!!

Abraços
Roberta