Ao adentrar no meu portfólio de aprendizagens para realizar mais uma postagem, me deparei com um comentário realizado pela professora Rosângela Leffa numa postagem intitulada EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS. Nesta, ela me fez a seguinte indagação: como pensas que se caracteriza o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino?Rapidamente, lembrei que havia lido o Parecer CEB no 11/2000 – Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos de Carlos Roberto Jamil Cury. Neste pude pensar um pouco mais sobre o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino.
Sendo assim, recordei-me que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.
Portanto, o papel fundamental da construção curricular para a formação dos educandos desta modalidade de ensino é fornecer subsídios para que se afirmem como sujeitos ativos, críticos, criativos e democráticos.
Assim, a elaboração e implementação da Proposta Pedagógico-Curricular precisa ser dinâmica. A EJA, então, deve ter uma estrutura flexível e ser capaz de contemplar inovações que tenham conteúdos significativos. Nesta perspectiva, há um tempo diferenciado de aprendizagem e não um tempo único para todos. Os limites e possibilidades de cada educando devem ser respeitados.
O docente precisa levar em consideração que seu publico alvo, enquanto jovens e adultos, leva para a sala de aula muitas vezes, o cansaço e a fadiga de um dia inteiro de trabalho. Sendo assim, a flexibilidade curricular deve significar um momento de aproveitamento das experiências diversas que estes alunos trazem consigo como, por exemplo, os modos pelos quais eles trabalham seus tempos e seu cotidiano.
Entretanto, antes de ler este parecer, acreditava que a EJA não se diferenciava dos SUPLETIVOS, e que por isso havia uma pedagogia de ensino muito parecida com esta modalidade de ensino, baseado em polígrafos ou livros das disciplinas, em estudos acelerados de matérias, em repasse de conteúdos pelos professores em aulas presenciais como forma de abranger os conteúdos contidos nas apostilas ou livros, provas como teste destes conhecimentos e comprovação da aprendizagem e etc.
Portanto, mesmo não existindo uma diretriz diferenciada para a EJA, já que esta continua sendo a mesma do ensino fundamental e médio, o diferencial é justamente a postura do professor em direcionar este currículo em sala de aula; aplicar normalmente seus conteúdos ou levar em consideração o perfil de seu publico.

Um comentário:
Oi Edivan,
Tua reflexão ampliou bastante a discussão... Apresentaste inúmeras características do trabalho pedagógico da EJA e o fizeste com propriedade, revelando a tua compreensão acerca das leituras realizadas e avaliando/percebendo a construção de novas aprendizagens. Parabéns!
Beijos, Rô Leffa
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