Neste sétimo semestre do curso de Licenciatura em Pedagogia na modalidade a distância da UFRGS, através da interdisciplina do Seminário Integrador VII, estou podendo reviver novamente um desafio: “dar importância e valor as nossas curiosidades”; mesmo que elas, aparentemente, pareçam ser bobas. Neste semestre só estou podendo reforçar ainda mais a idéia de que estas perguntas, mesmo parecendo bobas, quando analisadas com propriedade e discernimento, podem proporcionar fontes de pesquisas com respostas imediatas, em curto prazo e em longo prazo.Porém, refletindo sobre este último projeto de Aprendizagens que construí com mais algumas colegas, passei a compreender, muito mais claramente, que as indagações que trazemos conosco desde que passamos a buscar compreender as situações cotidianas que nos cercam, podem ter um grau de dificuldade pequeno, médio ou grande, e até mesmo, inconstante. Algumas perguntas são fáceis de serem encontradas, é só procurar um livro que trate sobre o assunto que logo encontramos a resposta imediatamente. Não obstante, outras, exigem um pouco mais de sondagem, precisa-se ler um livro, buscar algum complemento em outro e até mesmo pesquisar mais detalhadamente em diferentes fontes (curto prazo). Porém, algumas outras dúvidas que obtemos além de nos conduzir para uma pesquisa mais aguçada, exigem de nós, observações e experimentações, bem como, inúmeras leituras de caráter científico (longo prazo).
Porém, algumas curiosidades que possuímos, proporcionam infinitas interpretações, ou seja, torna-se difícil encontrar uma resposta óbvia e concreta para a mesma, conduzindo assim, para uma curiosidade incerta e vaga, podendo esta ter um fim em si mesmo ou uma teorização interminável.
Mas, neste semestre estou me convencendo, literalmente, que o importante não é encontrarmos respostas prontas e imediatas para as nossas curiosidades. Pelo contrário, o Projeto de Aprendizagens, em sua essência dentro do curso de pedagogia, academicamente visa ser uma construção coletiva (em grupos), com uma pesquisa de maneira acadêmica, de forma que possamos trabalhar em cima de hipóteses e estratégias, a partir de uma definição da pergunta central e da especificação de indagações condizentes a esta, ou seja, de forma que a primeira possa ser respondida através de outras relacionadas a ela.
No entanto, o desafio agora é conseguir adaptar e dispor esta metodologia na minha sala de aula e em especial, no meu estágio o semestre que vem.

Um comentário:
Oi Edivan,
Nossas curiosidades são realmente importante, pois são elas que nos movem na busca de nossos saberes, novos conhecimentos. Mas há, certamente, diferentes tipos de curiosidade: algumas são mais imediatas, facilmente satisfeitas, mas há outras que exigem mais leitura, análise, reflexão, pesquisa. O PA exigiu de vocês uma curiosidade ligada a esse último tipo de curiosidade de que falei, ou seja, tratava-se de uma pergunta cuja resposta envolvesse planejamento, reflexão, análise, enfim, pesquisa.
A pesquisa é algo que permite ao aluno construir conhecimento a partir daquilo que já existe, não se trata, portanto, apenas de encontrar respostas, mas de construir essas respostas.
Transpor essa metodologia de trabalho para a sala de aula vai ser certamente um desafio, mas acho que vocês estão preparados para isso. O mais importante é perceber os princípios que regem esse trabalho e que podem ser transpostos para outras metodologias de trabalho.
Beijos, Rô Leffa
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