Ao vivenciar o segundo módulo de atividades proposta pela Interdisciplina de Linguagem e Educação (sétimo semestre), me deparei com um texto escrito por Kleiman (2000) intitulado MODELOS DE LETRAMENTO E AS PRÁTICAS DE ALFABETIZAÇÃO NA ESCOLA. Através deste texto pude adentrar em aspectos relacionados a linguagem falada e a linguagem escrita que pode acontecer na forma mais formal, culta, bem como, na mais coloquial, sempre levando em consideração que o saber ler, o falar e o escrever são competências específicas de cada época (Chartier 1998).Portanto, deste primeiro texto avancei na concepção de que as diferenças que ocorrem em relação à fala ou à escrita são a partir da multiplicidade de discursos, das maneiras diferentes que encontramos no cotidiano das pessoas em falar e escrever, pois tudo depende da situação em que ocorre.
Sendo assim, aprendi que no plano de aula se faz necessário proporcionar condições para que o aluno consiga na leitura, na escrita, na oralidade fazer relação com fatores do seu contexto, meio cultural, social, num cuidado para que o interlocutor seja determinante no modo de ler / escrever de cada um, muito embora para escrever, principalmente neste período de pré-adolescência, o registro seja diferente do que é falado em respeito às normas gramaticais. Sendo assim, estas diferenças precisam ser trabalhadas e trazidas para o consciente dos mesmos, de forma que possam perceber estes deslocamentos em relação ao falar e o escrever.
Assim, o professor ao desejar incluir no planejamento o ensino da escrita, de Kleiman (2000) posso levar em consideraração a idéia de que é necessário se considerar o conhecimento prévio dos alunos para que a leitura, a escrita e a oralidade possa ser trabalhada e exercida de forma contextualizada. Cabe ao professor familiarizar os alunos com a língua escrita, criar uma relação positiva com a mesma; utilizando textos realmente feitos para serem lidos, trabalhando tipos de textos diferentes e de forma diferenciada como a leitura silenciosa e leitura em voz alta, tendo em mente o objetivo de cada uma.
Apoiado nesta Interdisciplina, diagnostiquei que se em meu Tcc desejo falar sobre A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, necessito considerar que no processo de construção do conhecimento, pressupõe-se que o aluno na medida que vai aprendendo a dominar os signos lingüísticos, ao mesmo tempo realiza em seu cotidiano uma 'leitura do mundo'. Assim, seguindo os estudos de Kleiman (2000), uma criança deve aprender os conteúdos escolares mediada pelas significações que os diversos tipos de discursos aprendidos socialmente e em seu entorno social têm para ela, ampliando seu campo de leitura.
Portanto, em minha pesquisa se faz possível que eu ressalte a compreensão de que a criança, através de seu modo de falar, demonstra como interpreta e constrói a realidade social na relação com os outros, que é a base para a construção significativa de suas aprendizagens na sala de aula. Assim, nos conteúdos curriculares é preciso reconhecer a criança como sujeito, a qual não pode permanecer sem voz.
Deste modo, o debate sobre o processo de CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO DIANTE DA DIVERSIDADE CULTURAL, em meu tcc, poderá encontrar nos estudos de Kleiman (2000) apoio necessário, na medida em que ela poderá vir mostrar através de suas considerações sobre a linguagem falada e a linguagem escrita o quanto já é destacado a importância de se considerar na escola o contexto social e cultural do aluno no processo de ensino e aprendizagem. Neste sentido, através deste estudo já ficou definido para o meu Tcc que é das características diferenciadas de identidade culturais de cada educando, que o ambiente escolar se constituí.
Sendo assim, partindo desta simples percepção, faz-se possível que eu compreenda que minha idéia inicial, de pesquisar sobre a diversidade de alunos na sala de aula, têm fundamento, pois já é destacada por mais um grande mestre na área da educação.
REFERÊNCIA:
KLEIMAN, A. B. (ed.). (2000). Modelos de letramento e as práticas de alfabetização na escola. In A. B. Kleiman (ed.), pp. 15-61. Campinas: Mercado de Letras.
CHARTIER, Roger. Os desafios da escrita. Trad. Fúlvia M. L. Moretto. São Paulo: Unesp, 1998.

Um comentário:
Oi Edivan,
Tua reflexão destaca novamente a importância do contexto social. Agora, porém, para falar de leitura, escrita e oralidade. Essas habilidades precisam levar em conta o contexto em que os sujeito estão inseridos e proporcionar, no espaço educativo, situações e experiências variadas com diferentes tipos de texto, ou seja, possibilitar o contato com textos que tenham funções sociais diferentes, pois isso se reflete na própria estrutura do texto, no modo como as ideias estão articuladas. Assim, é preciso utilizar estratégias variadas de leitura, escrita e oralidade a fim de que os alunos se tornem proficientes no domínio dessas habilidades.
Beijos, Rô Leffa.
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