quarta-feira, 2 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Este sétimo semestre, realmente vem me proporcionando inúmeros esclarecimentos. Antes de começar a ler os artigos e textos propostos pela Interdisciplina Educação de Jovens e Adultos no Brasil, pensava que a EJA era simplesmente mais um curso acelerado, contendo nas suas entrelinhas os mesmos ideais do conhecido supletivo.
Mas, ao me deparar, mais precisamente, com o Parecer CEB no 11/2000 – “Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação de Jovens e Adultos”, disposto no texto de Carlos Roberto Jamil Cury, pude ver o quanto sou ignorante ao pensar em EJA.
Entretanto, já estou conseguindo perceber que o atendimento escolar a jovens, adultos e idosos da EJA não se refere somente a uma característica etária, tal qual os cursos de supletivo, mas à diversidade sociocultural de seu público, composto por populações, em privação de "liberdade", com necessidades educativas especiais, indígenas, remanescentes de quilombos, trabalhadores desde muito pequenos, entre outros, que demandam uma educação que considere o tempo, os espaços e a sua cultura.
Desta maneira, estou podendo perceber que a Educação de Jovens e Adultos (EJA), como modalidade educacional que atende a educandos-trabalhadores, tem como finalidades e objetivos o compromisso com a formação humana e com o acesso à cultura geral, de modo que os educandos aprimorem sua consciência crítica, e adotem atitudes éticas e compromisso político, para o desenvolvimento da sua autonomia intelectual.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Edivan,

Tua reflexão expressa uma mudança de concepção em torno do que seja a EJA, o que evidencia a apropriação teórica que fizeste, bem como o caminho pelo qual esse processo de apropriação se deu.
A relação entre trabalho, educação, cultura e prática social é o que define a especificidade dessa modalidade de ensino, que, por isso, exige um trabalho diferenciado. Considerando esses primeiros saberes que construíste acerca da EJA, como pensas que se caracteriza o trabalho pedagógico dessa modalidade de ensino?

Aguardo tuas considerações para seguirmos dialogando.
Beijos, Rô Leffa