sexta-feira, 11 de setembro de 2009

PLANEJAMENTO

Ao realizar a terceira atividade proposta pela Interdisciplina “DIDÁTICA, PLANEJAMENTO E AVALIAÇÃO pude perceber o quanto eu ainda tenho que crescer ao me colocar em processo de planejamento. Ao ler o texto “Planejamento: em busca de caminhos” de Maria Bernadette Castro Rodrigues diagnostiquei que minha maneira atual de trabalho ainda sofre influência de um passado não muito distante que me levou a crer que o planejamento a partir de dados fornecidos por uma sondagem me daria condições suficientes para estabelecer o que é possível alcançarem, dando uma atenção quase que extraordinária ao que eu julgava possível, sem estabelecer referências e buscar intencionalidades. Mas o equivoco maior está em utilizar na sua elaboração, mesmo que de maneira camuflada, puros pensamentos hipotéticos, acreditando que estes ainda podem colaborar com o planejamento, simplesmente por ter sido ensinado desta maneira e praticado por um bom tempo esta concepção. Sendo assim, me desvencilhar desta prática vem sendo uma “luta” contínua; mas acredito que com persistência poderei vencer o meu “inconsciente” que ousa trazer a tona esta velha ação quando me coloco em processo de planejamento.
O planejamento, entretanto, apoiando-me nas concepções desta autora, deve aparecer com caráter de preparação, realização e acompanhamento na medida em que o mesmo deve ajudar a percebermos com clareza “o que vamos fazer” e “para que vamos fazê-lo”; só através dessas consciências o planejamento começa a ter efeito. Sendo assim, precisa-se aprender aliar o “para que” ao “como”, fazendo tais perguntas: Para quê fazer tal projeto; Para que planejá-lo? Para quem? Como organizar este planejamento? E assim por diante. Desta maneira o planejamento para mim passa a adquirir uma conotação de: organizar; definir etapas; melhorar a qualidade da ação; oferecer alternativas; propor uma nova realidade social contribuindo para sua construção, ou seja, com o intuito de fazer com que o público envolvido se sinta valorizado. Esta valorização se dá a partir do momento que questões como: para que e para quem, são integradas em sua estrutura, já que devemos ter esclarecidos a quem serviremos.

Um comentário:

Rosângela disse...

Oi Edivan,

Planejar é mesmo um processo e exige preparação, reflexão e flexibilidade para que não fique fechado ao improvável, ao imprevisto e, principalmente, para que não engesse as ações dos sujeitos.
Para isso, é importante, conforme tu destacas, nos questionar sobre o "por que" e "para quem", pois essas questões nos fornecerão pistas sobre o "como fazer".

O planejamento nos proporciona alguma segurança, nos permite prever situações, mas nunca nos dá garantias. Precisamos aprender a lidar com isso como algo natural, intrínseco ao ato de planejar.

Beijos, Rô Leffa