No entanto, não quero dizer que antes não considerava os surdos pessoas “normais, porém achava que os mesmos eram mais fechados, carrancudos. Sabe, não sei porque construí essa impressão deles; Mas é que achava estranho ver tantas caras e bocas quando estes se comunicavam pela língua Brasileira de Sinais, isto me soava um pouco estranho, e aí me sentia mal, porque quando ficava olhando para os mesmos se comunicando, parecia que estava sendo intruso, que estava prestando atenção no papo deles. Mas, como não pertenço a comunidade surda, isto para mim era muito curioso.
Hoje, falar dos surdos já transcende a curiosidade. Sendo assim, já penso que a Libras faz e dá condições para que estes se façam entender, fazendo a diferença e mostrando que o diferente não é não saber falar e ouvir, mas sim saber se fazer entender e ser entendido, seja no seu lar ou na esquina de sua residência.
Desta maneira, hoje considero que não existe nenhuma dificuldade cognitiva que impeça o surdo de exercer sua vida, podendo o surdo desenvolver suas potencialidades como ser humano de maneira ampla e efetiva. Não obstante, atualmente, não considero estes diferentes, da maneira que outrora acreditava serem. Os surdos nem ao menos gostam de serem chamados de deficientes ou de serem reconhecidos como diferentes, já que a palavra “deficiente” ou diferente (quando ligada a este termo) está associada a uma limitação, coisa que não consideram ter, já que a única dificuldade que eles têm é o acesso a sua própria língua, a LIBRAS.

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