quinta-feira, 18 de outubro de 2007


Em nossa segunda aula presencial conhecemos o professor Elder Siqueira da Interdisciplina Ludicidade e Educação, como também, a professora Leda Maffiolleti da Interdisciplina Música na Escola.
O representante da primeira Interdisciplina fez com que eu percebesse o quanto é importante à brincadeira e os jogos para as crianças, já que estas desenvolvem a imaginação e a fantasia, desdobram desejos, aspirações e anseios.
Não obstante, atuando com afinco e dedicação nesta primeira proposta de aula, senti-me envolvido por um “espírito” de descontração e entretenimento, aonde fluía, em mim, a vontade de poder interagir com os colegas e comigo mesmo.
Este fato colaborou para que eu definisse que o brincar e o jogar necessitam estar conjugado a um caráter lúdico, em que a criança necessita ser dona do seu tempo, dos seus atos, sem que haja um caráter competitivo ou determinante, que imponha este indivíduo a brincar ou a jogar.
Neste contexto, compreendi que estas atividades lúdicas possuem o seu “clímax”, ou seja, disponibilizam o seu auge, sendo que, ultrapassando o seu momento de prazer, distração, gozo e deleite, perde-se o seu encanto e atrativo, assim sendo, se oculta a ludicidade.
Em seguida tivemos um primeiro contato com a Interdisciplina de Música na Escola. Admito que questionei muito sobre esta disciplina no curso de Pedagogia, não conseguia encontrar nesta abordagem um fator que realçasse a importância da mesma. No entanto, quando se iniciaram as atividades práticas minhas concepções começaram a ganhar “corpo”, e consequentemente, meus julgamentos, em relação a ela puseram-se a modificar.
Neste encontro presencial, a professora da Interdisciplina “Música na Escola”, me convenceu de que todos nós temos capacidades inatas para fazermos música. Porém, para que estas habilidades possam brotar, necessitamos dar tom e ritmo as palavras. Estas, não exigem de nós grandes desprendimentos, já que situações, aparentemente “banais”, tais como demonstrações de alívio, susto, surpresa, cansaço, alegria, entre outros, nos conduzem a musicalidade. Pensando assim, todos nós somos capazes de fazer música, pois trazemos esta “arte” impregnada dentro de nossa constituição como homens e mulheres. Quem nunca reproduziu um “UFA”, quando se sentiu aliviado por algo? Ou simplesmente, proferiu um “Ai”, quando machucou algum membro do seu corpo?
Estas expressões, sempre estão carregadas de uma sustentação vocal maior do que as palavras ditas continuamente por nós. Assim sendo, com certeza somos capazes de darmos um ritmo e um tom mais apropriado para letras, frases, poesias, pensamentos, reflexões, basta que usemos a nossa criatividade e coloquemos à prova todas as nossas condições vocais, pois nascemos para a superação.

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