quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Minha primeira aula presencial ficou marcada por reencontros e muita expectativa. Foi motivo de muita alegria e satisfação poder reencontrar uma das nossas primeiras tutoras do Seminário Integrador I, a professora Maximira, atualmente ela está no comando da Interdisciplina Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem. Junto dela, conheci a professora Ana Cláudia, responsável pela Interdisciplina de Artes Visuais.
Já no primeiro contato com a Interdisciplina de artes Visuais, pude perceber o quanto o profissional de educação possuí uma visão errônea entorno da mesma. Podemos perceber este fato na construção dos Currículos escolares. Estes não colocam a disciplina como uma área do conhecimento, pelo contrário, deixam-na exposta a preenchimentos de atividades, ou seja, a consideram de caráter transversal.
No entanto, se deu para perceber que a disciplina de ARTE é fundamental para se desenvolver a imaginação dos alunos, bem como, para aprimorar a criticidade, ampliar as capacidades de questionamento, análise, reflexão, etc.
Também nesta aula, pude recordar o quão eram especiais os momentos em que parava para ouvir minhas professoras contar histórias. Pude lembrar dos meus clássicos infantis preferidos. Quantas vezes me peguei sonhando ser um Peter Pan? Desejei xingar o Lobo mau por querer enganar a Chapeuzinho vermelho? Até mesmo, de ajudar Cinderela a realizar o seu sonho de encontrar o seu príncipe encantado?
Realmente, o contato inicial que obtive para com a Interdiciplina de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem, foi espetacular. Pude perceber nesta aula que, no íntimo, eu acredito até que muitas “carências” presentes nos adultos, se observadas com acuidade, originam-se de vazios gerados pelas “histórias” não contadas. Isto porque, convenhamos, há um aspecto que é extremamente importante na formação do indivíduo: o fato de que a capacidade imaginativa de uma criatura desenvolve-se a partir das fantasias da infância. Tanto isto é verdade que a Psicanálise acabou “adotando” este ritual. Ou seja: ao longo do penoso processo terapêutico, nós somos incentivados a “recontar” as “histórias”. Mas, cá entre nós: como isso dói no adulto.

Um comentário:

Nadie Christina disse...

Oi Edivan,

O teu portfólio está muito interessante, tanto na forma quanto no conteúdo. Tuas reflexões são profundas, ouso dizer "viscerais". Entre tantas informações importantes, que te constituíram e estão sofrendo transformações, gostaria de destacar a proximidade da psicanálise com contos de fada. Temos uma obra, de Bruno Bettelheim, que se intitula "A psicanálise dos contos de fada". Deixo a dica para uma leitura interessante, num momento de lazer...
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie