quarta-feira, 7 de novembro de 2007


A aula presencial ocorrida na última segunda feira, dia 07 de Novembro, foi espetacular. Em primeiro lugar, pelo dinamismo do encontro. Em segundo, pelos conhecimentos adquiridos.
Como mesmo a professora anunciou, nós educadores, muitas vezes ficamos preso a teorias e esquecemos de dinamizar a nossa aula, de forma que a mesma, consiga atrair e contagiar os alunos.
Humildemente, Leda Maffioletti, relatou que as teorias relacionadas à música, não poderiam ser trabalhadas conosco, de maneira monótona e cansativa. Desta forma, a mesma teve que parar para refletir e pensar, pois teria que nos explicar o que é tempo, contratempo, ritmo, melodia e pulso. Deste modo, elas não poderiam ser ensinadas, somente, oralmente, porquanto que iríamos achar a noite penosa.
Deste modo, comecei a analisar a minha ação pedagógica, em especial, quanto à didática que vinha utilizando com os meus alunos. Será que esta vinha conduzindo os mesmos para a aprendizagem? Os conteúdos estavam sendo desenvolvidos de maneira atrativa, lúdica e motivante?
Percebi que conteúdos, aparentemente, mais técnicos e com características informativas (história), também podem ser trabalhados de forma mais ativa. Isto porque os mesmos podem construir o conhecimento em conjunto, interagindo concretamente com o conteúdo.
Portanto, minhas aulas começaram a ser repensadas e melhor estruturadas. Ou seja, antes de aplicar um conteúdo, passei a procurar diagnosticar inúmeras possibilidades de execução, e dentre as que vão surgindo, selecionar as mais apropriadas. Desta maneira, os alunos só têm a ganhar, e a minha atuação enquanto profissional de educação, só a se aperfeiçoar.
Assim sendo, nada melhor do que aprender uma teoria, praticando-a e vivenciando-a. E assim o foi. Todos puderam interagir no encontro, construindo os conceitos em conjunto, de uma forma lúdica e prazerosa, aonde brincando, aprendemos.
Nesta didática de ensino, aprendi brilhantemente que tempo, numa música, é o termo empregado para associar a relação de distância entre os acontecimentos dos sons musicais, com base em pulsos e repousos, já o contratempo, é um deslocamento do acento métrico natural do compasso, onde o acento que seria no tempo forte (naturalmente) acontece no tempo fraco, através de um sinal de dinâmica. Não obstante, o ritmo é o tempo que demora a repetir-se um qualquer fenômeno repetitivo, ou seja, é a definição de um movimento ordenado, diferente da melodia, que trata-se de uma sucessão dos sons musicais combinados, aonde é a voz principal, que dá sentido a uma composição musical.

Um comentário:

Nadie Christina disse...

Oi Edivan,

Consegui extrair deste relato duas aprendizagens "paralelas": uma de conceitos e outra de didática. A tua apropriação conceitual ficou muito clara e evidente. Gostaria de perguntar sobre a metodologia adotada pela Profa. Leda: a partir desta aula , houve alguma diferença na tua atuação em sala de aula? Se houve, qual foi e porquê?
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie