segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Através da atividade do Inventário Criativo, proposto pela Interdisciplina de Teatro e Educação, pude perceber o quão o teatro pode colaborar com a didática de ensino do professor. Este coopera para construção de um ambiente mais participativo e dinâmico.
É comovente ver os alunos interagindo uns com os outros. No entanto, muitas vezes o profissional de educação não encontra caminhos que proporcione o desenvolvimento destas competências.
Porém, pude averiguar que o teatro é uma vertente fantástica de interação, já que a mesma está diretamente relacionado ao jogo e às interações humanas.
A percepção deste fato se deu a partir do momento em que vi, na aula prática construída para realizar a atividade única desta Interdisciplina, o sorriso estampado no rosto de cada criança. Eles demonstravam o desejo de fazer com que os seus colegas compreendessem o que estavam fazendo.
Tamanho era o entusiasmo, que alguns grupos pediam para receber mais tempo para pensar, já que estes tinham muitas idéias. Não obstante, refletindo melhor sobre o que iriam apresentar para os seus colegas, possibilitaria a participação, de maneira mais significativa, de todos os integrantes do grupo.
No entanto, o que realmente me encantou, foi à nitidez das suas expressões. Era tudo muito transparente. Os alunos se preocuparam com cada detalhe: as expressões faciais, os objetos a serem utilizados, as dimensões do espaço e a distribuição dos personagens no mesmo, e etc.
Isto, não era uma preocupação com a perfeição do trabalho do grupo, somente, existia um aspecto humano que os impulsionava a querer fazer com que os colegas compreendessem o propósito de suas ações.
Realmente, o preocupar-se com o outro é um fator que as escolas almejam trabalhar com os seus alunos, nem que seja aleatoriamente em suas matérias. Porém, no teatro existe uma possibilidade do mesmo ser desenvolvido, sem ao menos necessitar criar grandes discursos ou um profundo planejamento de aula, já que ele está presente em seu cerne.
Não existe teatro sem o outro. Pois se não há para quem fazê-lo, perde-se a motivação. No entanto, se não tem quem o valorize e demonstre querer apreciá-lo, não haverá incentivo para a sua prática. E consequentemente, se não há preocupação com o agir, comportar, demonstrar e atuar, de forma que o sujeito que o assiste, lhe compreenda, não há beleza e verdade no atuar.
Estes aspectos conjugados a realidade de vida social e familiar, constrói seres mais afetuosos, cordiais, calorosos, dinâmicos e ativos. E não é isto que todo o profissional de educação deseja e sonha para os seus alunos? Então, por que não fazer teatro nas escolas?

Um comentário:

Nadie Christina disse...

Oi Edivan,

Está muito interessante o teu relato da experiência proporcionada pela atividade de teatro. Fiquei imaginando as expressões nos rostos das crianças...:)
Um grande abraço, Profa. Nádie